Produções
1975 - 1965
CERIMONIAL PARA UM COMBATE
de Claude Prin

TEC Teatro Experimental de Cascais 32ª produção | 1975
CERIMONIAL PARA UM COMBATE de Claude Prin
tradução e letras das canções
Orlando Neves
encenação
Carlos Avilez
cenografia e figurinos
Maria Helena Reis
coreografia
Águeda Sena
música e direcção de orquestra
José Cardim
direcção das canções
Maria Pinto
assistência de encenação
Carlos Barrela, Maria Helena Reis
luminotécnica
Rui Silva
sonoplastia
Fernando Pires, Hugo Ribeiro
maquinaria de cena
Fortunato Silva, Luís Cipriano
contra-regra
Alfredo Martinho, José Ribeiro
electricidade
João Manuel
execução de cenografia
Carlos Silva, Joaquim Matos, José Augusto, José Jorge, Manuel Valente
interpretação
Abílio Luís, António Feio, António Marques, Carlos Morato, Eugénia Bettencourt, Fernando Gomes, Isabel de Castro, João Vasco, Lígia Teles, Maria Albergaria, Maria Emília Baptista, Marília Costa, Marília Gama, Octávio Borges, Santos Manuel, Wladimiro Franklin, Zita Duarte
distribuição
Narradora – Zita Duarte
1º Narrador – Santos Manuel
2º Narrador – Abílio Luís
1º Juiz – António Marques
2º Juiz – João Vasco
3º Juiz – Octávio Borges
4º Juiz – Carlos Morato
Anne – Marília Costa
Nathalie – Maria Emília Baptista
Jeanne – Maria Albergaria
Catherine – Isabel de Castro
Elisabeth – Marília Gama
Louise – Lígia Teles
Advogado – Wladimiro Franklin
1ª Testemunha – Fernando Gomes
2ª Testemunha – António Feio
Fotografias
© J. Marques
FUENTEOVEJUNA
de Lope de Vega

TEC Teatro Experimental de Cascais 31ª produção | 1973
FUENTEOVEJUNA de Lope de Vega
versão
Natália Correia
encenação
Carlos Avilez
cenografia e figurinos
Maria Helena Reis
colaboração coreográfica
Águeda Sena
música
António Macedo
orquestração
José Cardim
assistência de encenação
António Marques
luminotécnica
Manuel Miranda
sonoplastia
Fernando Pires
maquinaria de cena
Fortunato Silva
assistência de maquinaria de cena
António Miguéis
encarregado de guarda-roupa
Alberto Maia
execução de guarda-roupa
Amélia Varejão
colaboração
Amadeu Gouveia, Armando Ferreira
fotografias de cena
J. Marques
interpretação
Águeda Sena, Alberto Maia, Alberto Vilar, Amélia Varejão, António Macedo, António Marques, Carlos Daniel, Carlos Morato, Carlota Calazans, Elisa de Guizette, Eugénia Bettencourt, Fernando Barreira, Filipe La Féria, Isabel de Castro, João Vasco, José Miguel Osório, José Severino, Lisette Frias, Maria Albergaria, Marília Costa, Octávio Borges, Pedro Barroso, Rui Teixeira, Santos Manuel, Senuel de Carvalho, Vladimiro Franklin, Zita Duarte
distribuição
Comendador – João Vasco
Flores – António Marques
Ortuño – Octávio Borges
Calatrava – José Severino
Laurência – Zita Duarte
Pasquala – Eugénia Bettencourt
Frondoso – Fernando Barreira
Barrildo – Carlos Morato
Mengo – Filipe La Féria
1ª senhora – Elisa de Guizette
2ª Senhora – Carlota Calazans
1º Senhor – Senuel de Carvalho
2º Senhor – Alberto Maia
Alonso – Rui Teixeira
Pai – Santos Manuel
Manrique – José Miguel Osório
Isabel – Maria Albergaria
Fernando – António Macedo
Mulher – Águeda Sena
Leonelo – Carlos Daniel
2ª Mulher – Lisette Frias
3ª Mulher – Marília Costa
4ª Mulher – Amélia Varejão
João Roxo – Alberto Vilar
Cimbranos – Pedro Barroso
Jacinta – Isabel de Castro
2º Senhor – Vladimiro Franklin
Fotografias
© J. Marques
AS CRIADAS
de Jean Genet

TEC Teatro Experimental de Cascais 30ª produção | 1972
AS CRIADAS de Jean Genet
tradução
Luiza Neto Jorge
encenação
Victor Garcia
cenografia
Victor Garcia, Enrique Alárcon
figurinos
Victor Garcia
música
Johann Sebastian Bach, por Pablo Casals
assistência de encenação
Filipe La Féria, Núria Espert
produção
Carlos Avilez, Glicínia Quartin
luminotecnia
Manuel Miranda
sonoplastia
Fernando Dias
contra-regra
Amélia Varejão
maquinaria de cena
Fortunato Silva
assistência de maquinaria de cena
António Miguéis
encarregado de guarda-roupa
Alberto Maia
execução de guarda-roupa
Amélia Varejão
colaboração
Amadeu Gouveia, Armando Ferreira, Manolo Suarez
fotografias de cena
J. Marques
direcção de Companhia
Carlos Avilez
administração
João Vasco, Santos Manuel
assistência de direcção
António Marques
secretariado de administração
Armando Mendonça
secretariado de companhia
Manuel Miranda
interpretação
Eunice Muñoz, Glicínia Quartin, Lourdes Norberto
distribuição
Claire – Eunice Muñoz
Solange – Glicínia Quartin
Senhora – Lourdes Norberto
Fotografias
© J. Marques
AUTO DOS ANFITRIÕES
de Luís de Camões

TEC Teatro Experimental de Cascais 29ª produção | 1972
AUTO DOS ANFITRIÕES de Luís de Camões
encenação
Carlos Avilez
cenografia
António Palolo
figurinos
António Marques
colaboração coreográfica
Águeda Sena
música
Kevin Hoidale
slides
Dário Vidal
assistência de encenação
António Marques
versão livre em português dos passos em castelhano
Maria Helena Lucas
operação de luzes
Manuel Miranda
maquinaria de cena
Fortunato Silva
assistência de maquinaria de cena
Carlos Alberto
electricidade
Carlos Ramalho
encarregado de guarda-roupa
Alberto Maia
execução de guarda-roupa
Amélia Varejão
colaboração
Aníbal Brito, Fernando Dias
fotografias de cena
J. Marques
secretariado de administração
Armando Mendonça
secretariado de companhia
Manuel Miranda
interpretação
Adelaide João, António Marques, Augusto Leal, Filipe La Féria, Graça Lobo, João Vasco, Maria Albergaria, Nuno Emanuel, Orlando Costa, Santos Manuel, Zita Duarte
distribuição
Almena – Zita Duarte
Brómia – Graça Lobo
Felíseo – António Marques
Júpiter – Santos Manuel
Mercúrio – Filipe La Féria
Calisto – Augusto Leal
Sósea – João Vasco
Anfitrião – Orlando Costa
Belferrão – Maria Albergaria
Aurélio – Adelaide João
Moço – Nuno Emanuel
Fotografias
© J. Marques
AUTO D'EL-REI SELEUCO
de Luís de Camões

TEC Teatro Experimental de Cascais 28ª produção | 1972
AUTO D'EL-REI SELEUCO de Luís de Camões
encenação
Carlos Avilez
cenografia
António Palolo
figurinos
António Marques
colaboração coreográfica
Águeda Sena
música
Kevin Hoidale
canções
Zita Duarte e Orlando Costa
slides
Dário Vidal
assistência de encenação
António Marques
versão livre em português dos passos em castelhano
Maria Helena Lucas
luminotécnica
Manuel Miranda
maquinaria de cena
Fortunato Silva
assistência de maquinaria de cena
Carlos Alberto
electricidade
Carlos Ramalho
encarregado de guarda-roupa
Alberto Maia
execução de guarda-roupa
Amélia Varejão
colaboração
Aníbal Brito, Fernando Dias
fotografias de cena
J. Marques
secretariado de administração
Armando Mendonça
secretariado de companhia
Manuel Miranda
interpretação
Adelaide João, António Marques, Augusto Leal, Filipe La Féria, Graça Lobo, João Vasco, Maria Albergaria, Nuno Emanuel, Orlando Costa, Santos Manuel, Zita Duarte
Fotografias
© J. Marques
distribuição
Do Prólogo
O Mordomo ou Dono da Casa (Escudeiro) – Santos Manuel
Martim Chichorro – Maria Albergaria
Ambrósio – Graça Lobo
Moço – Zita Duarte
Do Auto
El-Rei Seleuco – João Vasco
A Rainha Estratónica – António Marques, Maria Albergaria
O Princípe Antíoco – Filipe La Féria
Leocádio, Pagem do Princípe – Augusto Leal
Frolalta, criada da Rainha – Graça Lobo
Um porteiro da cana – Orlando Costa, Santos Manuel, Augusto Leal, Nuno Emanuel
Uma moça de câmara – Zita Duarte, Graça Lobo, Maria Albergaria, Adelaide João
Um Físico Santos Manuel
Sancho, moço do Físico – Adelaide João
Alexandre da Fonseca, um dos músicos – Nuno Emanuel
ACTO SEM PALAVRAS
de Samuel Beckett

TEC Teatro Experimental de Cascais 27ª produção | 1970
ACTO SEM PALAVRAS de Samuel Beckett
encenação
Águeda Sena
cenografia | figurinos
Artur Casais
assistência de encenação
Luís Tito
direcção de cena
Santos Manuel
luminotécnica
Manuel Miranda
contra-regra
José Ribeiro
maquinaria de cena
Fortunato Silva
assistência de maquinaria de cena
Carlos Alberto
electricidade
Carlos Ramalho
encarregado de guarda-roupa
Alberto Maia
execução de guarda-roupa
Amélia Varejão
fotografias de cena
J. Marques
secretariado de administração
Armando Mendonça
secretariado de companhia
Manuel Miranda
interpretação
Adelaide João, Ana Melo, Beatriz Vaz, Duarte Vilar, Elsa Isabel, Fernando Loureiro, João Fidalgo, João Vasco, Nuno Emanuel, Orlando Costa, Rui Ribeiro, Zita Duarte
Fotografias
© J. Marques
SINFONIA DOS SALMOS
de Igor Stravinsky

TEC Teatro Experimental de Cascais 26ª produção | 1971
SINFONIA DOS SALMOS de Igor Stravinsky
encenação
Águeda Sena
cenografia | figurinos
Artur Casais
compilação de textos
Mário Viegas
assistência de encenação
Luís Tito
direcção de cena
Santos Manuel
luminotécnica
Manuel Miranda
contra-regra
José Ribeiro
maquinaria de cena
Fortunato Silva
assistência de maquinaria de cena
Carlos Alberto
electricidade
Carlos Ramalho
encarregado de guarda-roupa
Alberto Maia
execução de guarda-roupa
Amélia Varejão
fotografias de cena
J. Marques
secretariado de administração
Armando Mendonça
secretariado de companhia
Manuel Miranda
interpretação
Ana Melo, António Marques, Augusto Leal, Beatriz Vaz, Duarte Vilar, Elsa Isabel, Fernando Loureiro, Jesus Zing, João Fidalgo, João Vasco, Lia Gama, Nuno Emanuel, Orlando Costa, Rui Ribeiro, Santos Manuel, Zita Duarte
distribuição
Um Homem – Augusto Leal
O Amigo – João Vasco
A Mulher – Lia Gama
O Pai – Jesus Zing
1º Filho – Duarte Vilar
2º Filho – Rui Ribeiro
A Mãe – Ana Melo
Rapaz – Orlando Costa
1º Estigmatizado – Nuno Emanuel
Rapariga – Zita Duarte
O Homem – António Marques
2º Estigmatizado – Fernando Loureiro
3º Estigmatizado – João Fidalgo
4º Estigmatizado – Beatriz Vaz
5º Estigmatizado – Elsa Isabel
O Chefe – Santos Manuel
Fotografias
© J. Marques
SINFONIETA
de Jean Tardieu

TEC Teatro Experimental de Cascais 25ª produção | 1971
SINFONIETA de Jean Tardieu
encenação
António Victorino de Almeida
assistência de encenação
Luís Tito
direcção de cena
Santos Manuel
luminotécnica
Manuel Miranda
contra-regra
José Ribeiro
maquinaria de cena
Fortunato Silva
assistência de maquinaria de cena
Carlos Alberto
electricidade
Carlos Ramalho
encarregado de guarda-roupa
Alberto Maia
execução de guarda-roupa
Amélia Varejão
fotografias de cena
J. Marques
secretariado de administração
Armando Mendonça
secretariado de companhia
Manuel Miranda
interpretação
Adelaide João, António Marques, Duarte Vilar, Fernando Loureiro, Jesus Zing, João Vasco, Lia Gama, Luís Tito, Maria Albergaria, Nuno Emanuel, Orlando Costa, Santos Manuel
distribuição
Speaker – António Marques
Regisseur – Nuno Emanuel
Maestro – Luís Tito
Soprano – Lia Gama
Tenor – João Vasco
1º Contralto – Adelaide João
2º Contralto – Maria Albergaria
1º Baixo – Santos Manuel
2º Baixo – Orlando Costa
Beethoven – Jesus Zing
1º Rapaz – Duarte Vilar
2º Rapaz – Fernando Loureiro
Fotografias
© J. Marques
IVONE, PRINCESA DE BORGONHA
de Witold Gombrowicz

TEC Teatro Experimental de Cascais 24ª produção | 1971
IVONE, PRINCESA DE BORGONHA de Witold Gombrowicz
encenação
Carlos Avilez
cenografia
Espiga Pinto
colaboração coreográfica
Águeda Sena
operação de luzes
Manuel Miranda
maquinaria de cena
Fortunato Silva
encarregado de guarda-roupa
Alberto Maia
fotografias de cena
J. Marques
secretariado de administração
Armando Mendonça
secretariado de companhia
Manuel Miranda
colaboração
António José, Amélia Teixeira e Maria Pinto
interpretação
António Marques, Carlos Morato, Cecília Guimarães, Fernanda Alves, Graça Lobo,
Jesus Zing, João Vasco, José Campião, Maria Albergaria, Mário Viegas, Nuno Emanuel, Santos Manuel, Vitor Picoto, Zita Duarte
distribuição
Rainha – Cecília Guimarães
Camareiro – João Vasco
Rei – Santos Manuel
Mendigo – Vitor Picoto
Princípe – António Marques
Ciprano – José Campião
Cirilo – Mário Viegas
Isabel – Fernanda Alves
Tia I – Graça Lobo
Tia II – Maria Albergaria
Valentino – Nuno Emanuel
Inocêncio – Jesus Zing
Ivone – Zita Duarte
Cortesão – Carlos Morato
Fotografias
© J. Marques
BREVE SUMÁRIO DA HISTÓRIA DE DEUS
de Gil Vicente

TEC Teatro Experimental de Cascais 23ª produção | 1970
BREVE SUMÁRIO DA HISTÓRIA DE DEUS de Gil Vicente
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
José Rodrigues
coreografia
Águeda Sena
cabeleiras
Inês Guerreiro
assistência de encenação
António Marques
assistência de cenografia
Luís Amoroso, Rui Domingues
sonoplastia
José Nuno Martins
operação de luzes
Manuel Miranda
contra-regra
José Ribeiro
maquinaria de cena
Fortunato Silva
assistência de maquinaria de cena
Carlos Alberto
electricidade
Vítor Manuel
encarregado de guarda-roupa
Alberto Maia
execução de guarda-roupa
Amélia Varejão
fotografias de cena
J. Marques e Jorge Paula
relações públicas | publicidade
Edite Soeiro
secretariado de administração
Armando Mendonça
secretariado de companhia
Manuel Miranda
interpretação
Águeda Sena, António Macedo, António Marques, Augusto Figueiredo, Carlota Calazans, Fernanda Alves, Fernanda Lapa, João Vasco, José Campião, José Jorge Letria, Josias Costa, Lídia Rita, Luís Lupi, Maria Albergaria, Maria José, Mário Viegas, Paulo Saraiva, Pedro Barroso, Wladimiro Franklin, Zita Duarte
Fotografias
© J. Marques
distribuição
Anjo – Maria José
Lucifer – Zita Duarte
Belial – António Marques
Satanaz – Fernanda Lapa
Tempo – José Campião
Mundo – Maria Albergaria
Eva – Lídia Rita
Adão – António Macedo
Morte – Águeda Sena
Abel – Pedro Barroso
Job – Augusto Figueiredo
Abraão – Mário Viegas
Isaías – Luís Lupi
David – Josías Costa
Moisés – Fernanda Alves
São João – João Vasco
Cristo – José Jorge Letria
Pianista – Carlota Calazans
1º Rapaz – Wladmiro Franklin
2º Rapaz – Paulo Saraiva
SOTOBA KOMACHI
de Yukio Mishima

TEC Teatro Experimental de Cascais 22ª produção | 1970
SOTOBA KOMACHI de Yukio Mishima
tradução
Orlando Neves
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Francisco Relógio
assistência de encenação
António Marques
colaboração coreográfica
Águeda Sena
máscaras
Inês Guerreiro
assistência de cenografia
Luís Amoroso, Rui Domingues
sonoplastia
José Videira
operação de luzes
Manuel Miranda
contra-regra
José Ribeiro
maquinaria de cena
Fortunato Silva
assistência de maquinaria de cena
Carlos Alberto
electricidade
Vítor Manuel
encarregado de guarda-roupa
Alberto Maia
execução de guarda-roupa
Amélia Varejão
fotografias de cena
J. Marques
relações públicas | publicidade
Edite Soeiro
secretariado de administração
Armando Mendonça
secretariado de companhia
Manuel Miranda
interpretação
António Marques, Augusto Figueiredo, José Campião, José Jorge Letria, Josias Costa, Luís Lupi, Mário Viegas, Paulo Saraiva
Fotografias
© J. Marques
distribuição
Komachi – Augusto Figueiredo
Poeta – António Marques
Rapariga – Mário Viegas
Rapaz – José Campião
1ª Mulher – Paulo Saraiva
2ª Mulher – Mário Viegas
3ª Mulher – Luís Lupi
1º Homem – José Jorge Letria
2º Homem – Josias Costa
3º Homem – José Campião
Polícia – Luís Lupi
AUTO DA BARCA DO INFERNO
de Gil Vicente

TEC Teatro Experimental de Cascais 21ª produção | 1970
AUTO DA BARCA DO INFERNO de Gil Vicente
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Francisco Relógio
coordenação musical
Maria Helena de Freitas
interpretação
António Anjos, António Marques, Assis Pacheco, Augusto de Figueiredo,
Carlos Caldas, Carlos Wallenstein, Catarina Avelar, Cecília Guimarães, Elisa Lisboa, Expedito Saraiva, Fernanda Coimbra, João Vasco, Josy Insensé, Lígia Teles, Luiz Tito, Maria do Céu Guerra, Maria José,
Mário Jacques, Mário Viegas, Ruy de Matos, Rui Mendes, Santos Manuel, Vítor Ribeiro, Zita Duarte
distribuição
Diabo – Lígia Teles
1º Anjo – Cecília Guimarães
2ºAnjo – Catarina Avelar
3º Anjo – Elisa Lisboa
Fidalgo – Assis Pacheco
Moço – Josy Insensé
Onzeneiro – João Vasco
Parvo – António Marques
Carpinteiro – Augusto de Figueiredo
Frade – Carlos Wallenstein
Florencia – Zita Duarte
Brizida Vaz – Maria José
Judeu – António Anjos
Procurador – Mário Jacques
Corregedor – Mário Viegas
Enforcado – Rui Mendes
1º Cavaleiro – Maria do Céu Guerra
2º Cavaleiro – Luiz Tito
3º Cavaleiro – Fernanda Coimbra
4º Cavaleiro – Ruy de Matos
1º Diabo – Vítor Ribeiro
2º / 3º Diabo – Expedito Saraiva
4º Diabo – Carlos Caldas
AUTO DA ÍNDIA
de Gil Vicente

TEC Teatro Experimental de Cascais 20ª produção | 1970
AUTO DA ÍNDIA de Gil Vicente
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Júlio Resende
interpretação
João Vasco, José de Castro, Lígia Teles, Santos Manuel, Zita Duarte
distribuição
Ama – Lígia Teles
Criada – Zita Duarte
Castelhano – Santos Manuel
Lemos – José de Castro
Marido – João Vasco
DIA DE PORTUGAL EXPO'70 OSAKA

UM CHAPÉU DE PALHA DE ITÁLIA
de Eugène-Marin Labiche

TEC Teatro Experimental de Cascais 19ª produção | 1970
UM CHAPÉU DE PALHA DE ITÁLIA de Eugène-Marin Labiche
tradução Carlos Redondo
encenação Carlos Avilez
cenografia | figurinos Pinto de Campos
coreografia Águeda Sena
cortina e colaboração na cenografia Moniz Ribeiro
assistência de encenação | direccção de cena António Marques
canções por Maria de Lourdes Resende
letrista Natália Correia
composição António Vitorino de Almeida
luminotecnia Manuel Miranda
sonoplastia Fernando Pires
contra-regra Alfredo Martinho
maquinaria de cena Fortunato Silva
assistência ao maquinista Adelino Silva, Carlos Alberto, Francisco Ribeiro
manutenção de guarda-roupa Alberto Maia
execução de guarda-roupa Maria Adelina Ferreira
execução de chapéus e adereços Fausta Felício
execução de cortinas Alice Ferrugem
fotografias de cena Augusto Cabrita, J. Marques, Leonel Lourenço
secretariado Manuel Miranda
relações públicas Edite Soeiro
interpretação Ana Leiria, António Anjos, António Marques, Carlos Veríssimo, Carmen de Vasconcelos, Constança Navarro, Eduardo Vasconcelos, Elisa Lisboa Fernanda Coimbra, Fernanda Mar,
Guilherme Antunes, João Vasco, Lígia Telles, Lucy, Luís Cerqueira, Luís Lello, Maria de Lourdes Resende, Maria do Céu Guerra, Mário Viegas, Nazaré Ferreira, Orlando Costa, Santos Manuel, Teresa Alvarez,
Vicente Batalha, Vítor de Sousa, Vítor Ribeiro, Zita Duarte
dança Albino Morais, João Miranda, Luís França, Noémia Ferraz, Paulo Silva
e a colaboração de Expedito Saraiva
Fotografias
© Augusto Cabrita, J. Marques, Leonel Lourenço
distribuição
Virgínia Elisa Lisboa
Félix Guilherme Antunes
Vezinet António Anjos
Fadinard João Vasco
Anaïs Maria de Lourdes Resende
Tavernier Vítor Ribeiro
Nonancourt Santos Manuel
Helena Zita Duarte
Bobin Vítor de Sousa
Clara Maria do Céu Guerra
Tardiveau Mário Viegas
Aquiles António Marques
Baronesa Lígia Telles
1º Convidado Carlos Veríssimo
1ª Convidada Fernanda Coimbra
2º Convidado Orlando Costa
2ª Convidada Nazaré Ferreira
3ª Convidada Ana Leiria
Beaupertuis Luís Cerqueira
Cabo Luís Lello
1º Polícia Orlando Costa
2º Polícia Vicente Batalha
1ª Velha Fernanda Coimbra
2ª Velha Constança Navarro
3ª Velha Fernanda Mar
1ª Menina Ana Leiria
2ª Menina Carmen de Vasconcelos
3ª Menina Nazaré Ferreira
4ª Menina Lucy
1ª Senhora António Marques
2ª Senhora Luís Lello
3ª Senhora Vicente Batalha
1º Homem Orlando Costa
2º Homem Carlos Veríssimo
Menino Eduardo Vasconcelos
A Mulher Teresa Alvarez
Onde se recorda uma experiência
O Teatro Experimental de Cascais vai no seu quinto ano de existência. Existência árdua, duramente vivida nas dificuldades materiais que nunca deixaram de o assoberbar, nas dificuldades de escolha que muitas e boas iniciativas lhe têm cerceado. Assim mesmo, o TEC, nascido da ideia de pôr ao serviço do Teatro – do bom Teatro – um grupo que lhe tem amor, pode afirmar que não tergiversou. Haverá erros a apontar-lhe. Como se apontaram e apontam. Haverá críticas a fazer-lhe. Como se fizeram e fazem. Só que não há lugar para o acusarem de desvios de uma linha de rumo. No mesmo, diga-se, quando as necessidades materiais parecem estar sujeitando o Teatro Experimental de Cascais a cedências com um gosto e uma adesão fáceis, imediatos.
Nem mesmo. Porque o modo de montar um espectáculo, a forma de lhe dar vida, tem obedecido, desde sempre, ao objectivo que determinou a sua formação.
Daí, sentirmos tão válida a experiência de «Esopaida», como a de «Maluquinha de Arroios»; a de «D. Quixote» como a de «O Comissário de Polícia»; a de «O Mar» como a de «A Maçã», a de «Fedra» como a de «Oração» e «Os Dois Verdugos».
Pelo TEC passaram já muitos e grandes nomes do teatro português. Do TEC têm saído alguns bons valores que, noutros palcos, revelam conhecimentos adquiridos no «Experimental». Mas mais grato ao TEC é saber que a sua companhia base se mantém desde o início, que nela encontra um apoio capaz de garantir uma continuidade. Continuidade que se ambiciona em nível de qualidade que seja uma garantia de trabalho. Trabalho que não enaltecemos, mas de que nos não envergonhamos. E que nos ajuda, olhando para trás, a encarar todas as dificuldades futuras.
ANTEPASSADOS, VENDEM-SE
de Joaquim Paço d'Arcos

TEC Teatro Experimental de Cascais 18ª produção | 1970
ANTEPASSADOS, VENDEM-SE de Joaquim Paço d'Arcos
encenação Carlos Avilez
realização plástica Artur Bual
colaboração coreográfica Águeda Sena
luminotecnia Manuel Miranda
sonoplastia Fernando Pires
electricidade Amândio Mendes Lima
contra-regra Alfredo Martinho
maquinaria de cena Fortunato Silva
assistência ao maquinista Carlos Alberto
fotografias de cena J. Marques
secretariado Manuel Miranda
interpretação Ana Leiria, António Anjos, António Marques, Carlos Paulo, Constança Navarro, Elisa Lisboa, Fernanda Coimbra, Guilherme Antunes, João Vasco, Luís Cerqueira, Luís Lello, Mário Viegas,
Santos Manuel, Vicente Batalha, Vítor de Sousa, Vítor Ribeiro, Zita Duarte
distribuição
Gugú Vítor Ribeiro
Sra. Belchior Fernanda Coimbra
Violeta Zita Duarte
Barman Carlos Paulo
Trisavô João Vasco
Bisavô Santos Manuel
Avô Luís Lello
Mãe Constança Navarro
Ernesto António Anjos
Trisavó Elisa Lisboa
Cobrador Vicente Batalha
Bisavó Ana Leiria
Ministro Mário Viegas
Deputado Guilherme Antunes
Pai Luís Cerqueira
Industrial Mário Viegas
Armador Guilherme Antunes
Aníbal António Marques
Secretário Vicente Batalha
Decorador Vítor de Sousa
Dactilógrafo Vicente Batalha
Lavador Carlos Paulo
Fotografias
© J. Marques
OS DOIS VERDUGOS
de Fernando Arrabal

TEC Teatro Experimental de Cascais 17ª produção | 1969
OS DOIS VERDUGOS de Fernando Arrabal
tradução António Barahona da Fonseca
encenação Carlos Avilez
realização plástica Luís Noronha da Costa
luminotecnia Manuel Miranda
sonoplastia Fernando Pires
contra-regra Alfredo Martinho
assistência ao contra-regra José Ribeiro
maquinaria de cena Fortunato Silva
assistência ao maquinista Adelino Silva
encarregado de guarda-roupa Alberto Maia
fotografias de cena J. Marques
secretariado Manuel Miranda
publicidade | relações públicas Edite Soeiro
interpretação Carlos Paulo, Eunice Muñoz, Filipe La Féria
distribuição
Francisca Eunice Muñoz
Maurício Filipe La Féria
Benedito Carlos Paulo
Fotografias
© J. Marques
ORAÇÃO
de Fernando Arrabal

TEC Teatro Experimental de Cascais 16ª produção | 1969
ORAÇÃO de Fernando Arrabal
tradução António Barahona da Fonseca
encenação Carlos Avilez
realização plástica Luís Noronha da Costa
luminotecnia Manuel Miranda
sonoplastia Fernando Pires
contra-regra Alfredo Martinho
assistência ao contra-regra José Ribeiro
maquinaria de cena Fortunato Silva
assistência ao maquinista Adelino Silva
encarregado de guarda-roupa Alberto Maia
fotografias de cena J. Marques
secretariado Manuel Miranda
publicidade | relações públicas Edite Soeiro
interpretação Eunice Muñoz, Santos Manuel
distribuição
Lilbe Eunice Muñoz
Fidio Santos Manuel
Fotografias
© J. Marques
A MAÇÃ
de Jack Gelber

TEC Teatro Experimental de Cascais 15ª produção | 1969
A MAÇÃ de Jack Gelber
tradução Mário Delgado
encenação Carlos Avilez
realização plástica Espiga Pinto
fotografias de cena J. Marques
interpretação António Marques, João Vasco, Maria do Céu Guerra, Santos Manuel, Vasconcelos Viana, Vítor Ribeiro, Zita Duarte
Fotografias
© J. Marques
MARIA STUART
de Frederik Schiller

TEC Teatro Experimental de Cascais 14ª produção | 1969
MARIA STUART de Frederik Schiller
tradução Manuel Bandeira
encenação Carlos Avilez
realização plástica Lagoa Henriques
figurinos Pinto de Campos
jóias Carlos Amado
assistência de encenação Nicolau Paiágua
direcção de cena António Marques
luminotecnia Manuel Miranda
sonoplastia Fernando Pires
electricidade Amândio Mendes Lima
assistência ao electricista António Serra
contra-regra Alfredo Martinho
assistência ao contra-regra Manuel Ribeiro
maquinaria de cena Fortunato Silva
assistência ao maquinista José Ribeiro
direcção de guarda-roupa Maria Adelina Ferreira
fotografias de cena J. Marques
capa do programa Sebastião Rodrigues
interpretação António Cristovão, António Marques, António Sila, Elisa Lisboa, Fernanda Coimbra, Guilherme Antunes, João Vasco, Luís Lima Barreto, Maria do Céu Guerra, Mário Pereira, Nicolau Paiágua, Orlando Pinto, Ricardo Morais, Santos Manuel, Teresa d’Almeida, Teresa Mónica, Vasconcelos Viana,
Zita Duarte
Fotografias
© J. Marques
distribuição
Maria Stuart, Rainha da Escócia Zita Duarte
Elisabeth, Rainha de Inglaterra Maria do Céu Guerra
Robert Dudley, Conde de Leicester Mário Pereira
George Talbot, Conde de Shrewsbury Santos Manuel
William Cecil, Barão de Burleigh João Vasco
Amias Paulet, Guarda de Maria António Marques
William Davison, secretário de Estado Luís Lima Barreto
Mortimer, sobrinho de Paulet Nicolau Paiágua
Ana Kennedy, a ama Fernanda Coimbra
Margaret Kurl, a camareira Elisa Lisboa
Melvil, o mordomo Vasconcelos Viana
Pagem Guilherme Antunes
1º Guarda Ricardo Morais
2º Guarda Orlando Pinto
3º Guarda António Sila
4º guarda António Cristovão
1ª Aia Teresa Mónica
2ª Aia Teresa d’Almeida
Testemunho
Dirigi «Maria Stuart» em homenagem aos jovens que comigo fundaram a Companhia de Teatro Experimental de Cascais. Sem eles, sem o seu esforço dedicado e consciente de responsabilidades nada teria sido possível.
Para alguns dos que olham o TEC, de fora, avançámos demasiado, para outros, pouco.
Penso que avançámos o suficiente com alegria e sofrimento, certa melancolia, certa insegurança, certa coragem e muito desejo de melhorar.
Dizemo-nos, às vezes, que estamos profundamente cansados, mas acabamos por sorrir e regressar no dia seguinte em bloco, como convém: unidos.
«Maria Stuart» tem os principais papéis distribuidos aos jovens actores-base da Companhia. É a sua peça. E, será também a minha, se não houver traído a confiança que sempre depositaram no meu trabalho, e aqui publicamente, devtadamente lhes agradeço.
BODAS DE SANGUE
de Federico García Lorca

TEC Teatro Experimental de Cascais 13ª produção | 1968
BODAS DE SANGUE de Federico García Lorca
tradução Cecília Meireles
encenação Carlos Avilez
cenografia Francisco Relógio
figurinos Pinto de Campos
música Carlos Paredes
coreografia Águeda Sena
assistência de encenação António Marques
direcção de cena Ruy de Matos
operação de luzes Manuel Miranda
sonoplastia Fernando Pires
instalação de som Fernando Dias
electricidade Amândio Mendes Lima
contra-regra Alfredo Martinho
maquinaria de cena Fortunato Silva
direcção de guarda-roupa Maria Adelina Ferreira
execução de chapéus Regina Pereira
ponto Maria do Carmo
fotografias de cena J. Marques
capa do programa | cartaz Francisco Relógio
programa Águeda Sena
secretariado Manuel Miranda
interpretação Ana Leiria, Ana Lorena, António Cristovão, António Marques, Brunilde Júdice,
César Augusto, Constança Navarro, Elisa Lisboa, Ema Lee, Fernanda Coimbra, Fernanda Mar,
João Vasco, José Luiz, Luís Lima Barreto, Luiz França, Luiz Lupi, Manuel Augusto, Maria do Céu Guerra, Marília Costa, Mário Pereira, Marta Ribeiro, Mirita Casimiro, Nicolau Paiágua, Nuno Fernandes,
Orlando Pinto, Raul Caria, Ricardo Morais, Ruy de Matos, Santos Manuel, Teresa d’Almeida, Zita Duarte
distribuição
mãe Brunilde Júdice
noivo João Vasco
vizinha Marta Ribeiro
sogra Fernanda Coimbra
mulher de Leonardo Zita Duarte
Leonardo Mário Pereira
rapariga Ana Lorena
criada Mirita Casimiro
pai Santos Manuel
noiva Maria do Céu Guerra
morte Constança Navarro
lua Nuno Fernandes
lenhadores António Marques, Nicolau Paiágua, Ruy de Matos
raparigas Ana Leiria, Elisa Lisboa, Ema Lee, Fernanda Mar, Marília Costa, Teresa d’Almeida
rapazes António Cristovão, César Augusto, José Luiz, Luís Lima Barreto, Luiz França, Luiz Lupi,
Manuel Augusto, Orlando Pinto, Raul Caria, Ricardo Morais
Fotografias
© J. Marques
O TEMPO E A IRA
de John Osborne

TEC Teatro Experimental de Cascais 12ª produção | 1968
O TEMPO E A IRA de John Osborne
tradução José Palla e Carmo
encenação Artur Ramos
cenografia Paulo Guilherme
fotografias de cena J. Marques
interpretação Anna Paula, Canto e Castro, José de Castro, Lourdes Norberto, Luís Santos
distribuição
Jimmy Porter José de Castro
Cliff Lewis Canto e Castro
Alison Porter Lourdes Norberto
Helena Charles Anna Paula
Coronel Redfern Luís Santos
Fotografias
© J. Marques
O COMISSÁRIO DE POLÍCIA
de Gervásio Lobato

TEC Teatro Experimental de Cascais 11ª produção | 1968
O COMISSÁRIO DE POLÍCIA de Gervásio Lobato
encenação Carlos Avilez
cenografia | figurinos Pinto de Campos
coreografia Águeda Sena
poema das canções César de Oliveira
assistência de encenação António Marques
direcção de cena Mário Pereira
operação de luzes Manuel Miranda
sonoplastia Fernando Pires
instalação de som Fernando Dias
electricidade Amândio Mendes Lima
contra-regra Alfredo Martinho
maquinaria de cena Fortunato Silva
execução de guarda-roupa Maria Adelina Ferreira
execução de chapéus Regina Pereira
assistência de montagem Fernando Nelson, Helder Gouveia, João Luís Duarte
ponto Isménia de Carvalho
fotografias de cena J. Marques
capa do programa Pinto de Campos
relações públicas | programa Maria Virgínia de Aguiar
secretariado Manuel Miranda
interpretação Ana Leiria, António Azurva, António Marques, Carlos Dantas, Carlos Veríssimo, Elisa Lisboa, Eugénia Bettencourt, Fernanda Coimbra, Francisco Milheiro, Guilherme Antunes, João Vasco, Li Pascoal, Maria do Céu Guerra, Marília Costa, Mário Pereira, Mário Viegas, Mirita Casimiro, Nicolau Paiágua, Nuno Fernandes, Lia Gama, Luís Lima Barreto, Ricardo Morais, Sandra Valente, Santos Manuel, Sérgio Leal, Teresa Martins, Teresa d’Almeida, Wladimiro Franklin, Vítor Nogueira, Zita Duarte
distribuição
D. Vicência Carneiro Mirita Casimiro
Pigmaleão Sereno Mário Pereira
Arcângela Sereno Maria do Céu Guerra
D. Maria Francisca Soares Fernanda Coimbra
Conselheiro Faustino Soares Santos Manuel
Celeste Soares Zita Duarte
Glória Lia Gama
Melchior da Natividade João Vasco
O escrivão António Marques
Rolinho Luís Lima Barreto
Rosa Marília Costa
Bernardo Nicolau Paiágua
Fotografias
© J. Marques
FEDRA
de Jean Racine

TEC Teatro Experimental de Cascais 10ª produção | 1967
FEDRA de Jean Racine
tradução António Barahona da Fonseca
encenação Carlos Avilez
cenografia | figurinos Júlio Resende
assistência de encenação João-Pedro Cascais
joalharia Kukas
penteados Odette
direcção de cena Ruy de Matos
sonoplastia Fernando Pires
instalação sonora Fernando Dias
contra-regra Alfredo Martinho
maquinaria de cena Joaquim Alves da Silva
operação de luzes Manuel Miranda
execução de guarda-roupa Maria Adelina Ferreira
fotografias de cena J. Marques
capa do programa Júlio Resende
relações públicas | programa Maria Virgínia de Aguiar
administrador Augusto Coimbra
secretariado Manuel Miranda
interpretação Amélia Rey-Colaço, António Marques, Eunice Muñoz, João Guedes, João Vasco,
Maria do Céu Guerra, Mário Pereira, Lia Gama, Zita Duarte
Fotografias
© J. Marques
distribuição
Fedra Eunice Muñoz
Enone Amélia Rey-Colaço
Hipólito Mário Pereira
Teseu João Guedes
Arícia Maria do Céu Guerra
Teramenes João Vasco
Ismene Zita Duarte
Panope Lia Gama
Mensageiro António Marques
Vai abrir o pano para Fedra…
Teatro Experimental de Cascais: Fedra, de Racine. A tensão continua presente.
Reencontro-a nestas palavras que significam um excesso de energia aproveitado até ao fim, uma luta pronta a erguer-se pelas suas próprias forças, tudo o que se teve de remover – nas piores condições.
Eis porque quis encenar Fedra. Eu sabia de tudo isto.
Mas sei o que fico a dever a este contacto com Eunice Muñoz e, de modo diferente, com Amélia Rey-Colaço: a certeza de que algo novo aconteceu na minha profissão.
Seria desejável que os meus actores sentissem o mesmo. Aliás, sei que o sentem.
Portanto, se falhar, prossigo calmamente.
Se Teatro Experimental pressupõe teatro de experiência, o mesmo só é possível com a colaboração de actores que determinadas distribuições exigem.
Para a Fedra, para os seus mais altos papéis femininos, não sonhei outras que Eunice Muñoz e Amélia Rey-Colaço.
Vieram até mim com simplicidade. Se falhar, digo-o ainda, prossigo feliz porque não podia mais esquecer a sua lição de humildade e profissionalismo.
Se a «minha» Fedra estiver certa, porém, acho que aconteceu algo de muito importante para a geração que represento.
Sentir-me-ei compensado de indiferença por vezes votada às pessoas desta profissão, com os actos da gente desta profissão.
Meu bem amado Teatro: dentro da excitação incontrolada, da assustadora desorganização, desta espécie de vertigem estática vai abrir o pano para Fedra, de Racine, e um mundo novo irá surgir, seja ele qual for, para aqueles quer durante dois inteiros anos venceram tudo – o seu próprio desânimo – para continuarem aquilo que pensámos ter.
Obrigado Amélia Rey-Colaço!
Obrigado Eunice!
Obrigado minha Companhia, que admiro tanto!
D. QUIXOTE
de Yves Jamiaque

TEC Teatro Experimental de Cascais 9ª produção | 1967
D. QUIXOTE de Yves Jamiaque
tradução Mário Delgado
encenação Carlos Avilez
cenografia | figurinos João Vieira
coreografia Águeda Sena
assistência de encenação João-Pedro Cascais
assistência de figurinos Elmano Ribeiro
electricidade Amândio Mendes Lima
contra-regra Alfredo Martinho
maquinaria de cena Nuno de Sousa
operação de luzes Manuel Miranda
direcção de cena Ruy de Matos
sonoplastia Fernando Pires
montagem de som Fernando Dias
execução de guarda-roupa Maria Adelina Ferreira
manutenção de guarda-roupa Vitória de Sousa
ponto José David
fotografias de cena J. Marques
cartaz Arq.º Fernando Fonseca
relações públicas | programa Maria Virgínia de Aguiar
assistência de publicidade José Esteves | Manuel Alhinho
interpretação António Évora, António Marques, Augusto Leal, Carlos Azevedo, João-Pedro Cascais, João Vasco, José David, José de Sousa, Maria do Céu Guerra, Marília Costa, Mirita Casimiro,
Nicolau Paiágua, Norberto Barroca, Laura Soveral, Lia Gama, Luís Filipe Aguiar, Luís Lima Barreto, Luísa Neto, Raul Caria, Ruy de Matos, Santos Manuel, Wladimiro Franklin, Zita Duarte
agradecimentos
Ângela Pereira, Béu, Carlos Ramalho, J. Marques, Joaquim Lobo, Dr. Josias Gyll, Pinto de Campos, Teodoro dos Santos
Casa Atrium, Casa Monteiro, Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cascais, Fidelsom, Fotogravura Mirandela & C.ª Irmão, Jornal da Costa do Sol, Loja do Vítor, Tipografia Cardim, União Eléctrica Cascalense
Fotografias
© J. Marques
distribuição
Barbeiro João Vasco
Governanta Luísa Neto
Sobrinha Zita Duarte
Cura Norberto Barroca
D. Quixote Santos Manuel
1º Livro Augusto Leal
2º Livro João-Pedro Cascais
3º Livro António Marques
4º Livro Lia Gama
Pastora Maria do Céu Guerra
Sancho Pança Ruy de Matos
Teresa Pança Mirita Casimiro
1º Almocreve Wladimiro Franklin
2º Almocreve António Marques
3º Almocreve João-Pedro Cascais
4º Almocreve Nicolau Paiágua
5º Almocreve José David
6º Almocreve Luís Lima Barreto
7º Almocreve Carlos Azevedo
8º Almocreve António Évora
9º Almocreve Raul Caria
10º Almocreve José de Sousa
1ª Prostituta Lia Gama
2ª Prostituta Zita Duarte
3ª Prostituta Marília Costa
4ª Prostituta Laura Soveral
Maritorna Maria do Céu Guerra
Estalajadeiro Augusto Leal
Estalajadeira Lia Gama
Criança Luís Filipe Aguiar
1º Guarda Wladimiro Franklin
2º Guarda Raul Caria
1º Forçado João-Pedro Cascais
2º Forçado Nicolau Paiágua
3º Forçado Luís Lima Barreto
4º Forçado Carlos Azevedo
Arauto António Marques
Princesa Maria do Céu Guerra
Criado Wladimiro Franklin
Rei Luís Lima Barreto
Aia Marília Costa
1º Médico Carlos Azevedo
2º Médico Nicolau Paiágua
3ª Médico Wladimiro Franklin
Bobo Mirita Casimiro
Morte Marília Costa
Anjo António Marques
Diabo João Vasco
Cigana Lia Gama
Águia João-Pedro Cascais
Duque Augusto Leal
Duquesa Laura Soveral
1ª Dama Zita Duarte
2ª Dama Lia Gama
1º Fidalgo Carlos Azevedo
2º Fidalgo João-Pedro Cascais
Dueña Marília Costa
Trifaldino António Marques
Notário Luís Lima Barreto
Dulcineia Maria do Céu Guerra
O «meu» D. Quixote
Pouco a pouco a figura de aço afasta-se da areia dourada dos livros e cai no abismo onde a paisagem do sofrimento acentua as suas colorações. Sucedem-lhe as colinas vermelhas, cor de sangue morto, a águia, o archote ou os imperadores, que sobem com seus cinismos e dores os praticáveis de madeira quente.
Enorme, patético, petrificado D. Quixote passa a noite de vigília, antes de ser armado cavaleiro, numa capoeira onde o terror e a memória trazem a poderosa marca do ridículo. Nos seus flancos finos de errante, a espuma do galope de Rocinante e atrás, o doce Sancho covarde. Dulcineia, vítima ou traidora, irá desaparecendo.
As feridas incham os pés do cavaleiro que está ali para dar combate à corrupção. A estradas, os palácios, as igrejas, os pátios, os jardins, são, na sua imaginação jamais fatigada, os infernos de onde se torna quase sempre possível arrancar os justos, os heróis. A monotonia regulada da sua voz transforma-se na violenta afirmação do seu agir. Imenso cemitério de terra, para onde vai D. Quixote? O Sancho que espera uma ilha «e tem tão pouca cência que só poderá governar seres vivos», não desdenha do azul da noite, do olhar cioso e meigo de sua mulher Teresa. Mas que tem ele, Quixote, além de uma revolta, sempre renovada face à mediocridade e à miséria?
«O meu propósito é dar combate à corrupção. E tenho aqui, na cabeça, mil meios de mostrar que só se vive dos frutos da terra, do ouro do céu e da água da nascente! Os palácios não passam de pedras, como os diamantes! Pés com sapatos à polaca ou com tamancos são pés na mesma. Tudo vem da terra sobre a qual caminham. Tudo é pisado, e o lavrador caminha sobre mais tesouros do que o rei porque caminha mais!…Neste sentido, o maior tesouro pertence aos cavaleiros errantes que nunca se detêm, Eis como sou rico, eu que vos falo sem um único cêitil no bolso…»
Essa maior afirmação deste novo Cristo colérico que, como disse Avilez, é um Cristo para a nossa geração.
Numa outra manhã o outono astral, o vento e os rochedos fustigam o caminhar do Cavaleiro. As orelhas feridas nos combates sem destino, as primeiras derrotas, o primeiro frio. Se o céu caísse sobre a terra era aqui que cairia, neste verde penoso que dá acesso à mais estranha procissão pensável. Dolorosamente Quixote e Sancho observam.
A Morte, montada num Anjo, e Satanás pegando-lhe no manto. A seu lado o Bobo e a Feiticeira. Um arrepio de pavor, acende os olhos do Cavaleiro: é o início dos moinhos de vento que mais tarde virão confirmar a queda no abismo. Nenhuma experiência informa Quixote, que já subiu ao céu no veloz clavilenho de madeira. Irremediável de verdade, a inteligência e a coragem o devoram. E se a a morte parece escapar-lhe, também ele diz a Sancho que «é necessário alcançá-la!»
O paralelismo dos sofrimentos, a tentação do erotismo, o luto dos combates, a corte frívola, a fraternidadedo único Amigo, a Dulcineia que o procura para lhe perguntar se se perdeu, se desiste, nada detem o Cavaleiro a quem a ambição próxima acometeu. «Morro por estratégia…». Diz. «Para que não me retenham por mais tempo». Mas todos sabemos que a sua indiscutível grandeza não teria destino mais alto a que aspirar.
A MALUQUINHA DE ARROIOS
de André Brun

TEC Teatro Experimental de Cascais 8ª produção | 1966
A MALUQUINHA DE ARROIOS de André Brun
encenação Carlos Avilez
cenografia | figurinos Jorge Marcel
coreografia Águeda Sena
assistência de encenação João-Pedro Cascais | Ruy de Matos
direcção de cena Santos Manuel
contra-regra Alfredo Martinho
maquinaria de cena Nuno de Sousa
operação de luzes Manuel Miranda
electricidade Domingos Lourenço
sonoplastia Fernando Pires
montagem de som Fernando Dias
execução de guarda-roupa Maria Adelina Ferreira
chapelaria e adereços Regina Isabel Pereira
ponto José David
fotografias de cena Leonel Lourenço | J. Marques
administração Augusto Coimbra
relações públicas Maria Virgínia de Aguiar
secretariado Ricardo Fragoso | Manuel Miranda
colaboração gráfica João Vieira
decoração do átrio Vitor Belém
interpretação António Arsénio, Augusto Leal, Fernanda Coimbra, Glicínia Quartin, João-Pedro Cascais, João Vasco, José David, Luísa Neto, Maria do Céu Guerra, Marília Costa, Mirita Casimiro, Ricardo Fragoso, Ruy de Matos, Santos Manuel, Zita Duarte
agradecimentos
Alice Ogando, Manuel Vicente da Graça, Maria Luísa Marques Joaquim Estevam D’Oliveira, Joaquim Penim Empresa do Cinema Império, Fidelsom, Loja do Mário, Pétala d’Ouro, União Eléctrica Cascaense
Fotografias
© J. Marques
distribuição
Conceição, La Bonne Zita Duarte
D. Perpétua, a manicure Mirita Casimiro
D. Capitolina Esteves Luísa Neto
Esteves do Bacalhau Santos Manuel
Abranches, o procurador António Arsénio
Chiquinho, o poeta Ruy de Matos
D. Luísa, a viscondessa Maria do Céu Guerra
Artur, o visconde João-Pedro Cascais
D. Alzira, a maluquinha Glicínia Quartin
Jerónimo, o pai Augusto Leal
D. Eulália, a mãe Fernanda Coimbra
Natividade, a criada Marília Costa
Joaquim, o criado grave Ricardo Fragoso
Borboleta, o polícia João Vasco
Um carregador José David
O espectáculo
A Maluquinha de Arroios, farsa-comédia, em 3 actos, de André Brun, pode considerar-se uma perfeição no género, uma impecável caricatura da burguesia lisboeta do princípio do século, cujo cómico irresistível, através de movimentadas situações, exprime uma imperfeição individual ou social que pede um correctivo imediato. Assim temos que, nem mesmo o facto de tudo se resolver «a bem», no final das peripécias, intrigas e demais atribulações de duas famílias, que só em aparência vivem diferentemente (a verdade é que idêntica obsessão do dinheiro as une, idêntica promoção social as preocupa), a sua decomposição moral, aflitiva e alegre, pomposamente decadente, permanece para identificar um certo tipo de raiz que o grotesco cruelmente acentua: os pobre-diabos.
Brun sabia bem que terreno pisava. O Esteves, do Bacalhau, novo-rico, e «escravo do dever», a mulher ignorante e ingénuamente impudente, a «provinciana» libertinagem da Maluquinha, seu pai inescrupuloso e jogador, a mãe, roçando entre a histeria e a projecção de um qualquer ideal romântico, Artur, o visconde desafortunado e germanófilo, a quem não falta sequer uma bela tez ariana, D. Perpétua que trata unhas, ensina francês e vagueia pelas casa das clientes com a trica engenhosa das solteironas e a ilegitima memória do pai major, a cabotina viscondessa e o Chiquinho versejador são personagens – protótipos, iluminadas pela ironia lúcida e cáustica do autor.
Quer-nos parecer que Carlos Avilez, transpondo esta «Maluquinha» para 1966, deu às figuras o tratamento adequado. Entrou na farsa, na mais audaciosa, meteu o pé pelo «vaudeville», garantiu a certas situações o seu valor máximo pelo absurdo e culminou por tirar efeitos que atingem por vezes a alucinação. E tudo isso dentro do ritmo que Brun permitia a qualquer inteligente encenador.
MAR
de Miguel Torga

TEC Teatro Experimental de Cascais 5ª produção | 1966
MAR de Miguel Torga
encenação Carlos Avilez
realização plástica Mestre Almada Negreiros
luminotecnia Manuel Miranda e Domingos Lourenço
sonoplastia Fernando Pires
fotografias Leonel Lourenço
interpretação António Feio, Fernanda Coimbra, Filipe La Féria, Glicínia Quartin, João Coimbra,
João Vasco, Luísa Neto, Manuel Cavaco, Marília Costa, Mirita Casimiro, Rui Anjos, Santos Manuel,
Serge Farkas, Zita Duarte
Fotografias
© Leonel Lourenço
(…) O espírito de Torga não é só o que está nos textos, não é só o verbo que se fez obra, como corpo, como terra, como língua, como pátria. Quando o poeta morreu, quando o seu caixão baixava à cova no cemitério de S. Martinho / Agarêz, eu disse que era um pedaço de Portugal que estava a ser enterrado. Talvez o que procuro sempre que volto a Torga seja esse pedaço de Portugal ressuscitado, esse espírito de fidelidade à raiz, esse modo inconfundível de ser do mundo sem trair o berço e de ser tanto mais universal quanto mais coerentemente e profundamente português.
biografia
Sonho, mas não parece.
Nem quero que pareça.
É por dentro que eu gosto que aconteça
A minha vida.
Íntima, funda, como um sentimento
De que se tem pudor.
Vulcão de exterior
Tão apagado,
Que um pastor
Possa sobre ele apascentar o gado.
Mas os versos, depois,
Frutos do sonho e dessa mesma vida
É quase à queima-roupa que os atiro
Contra a serenidade de quem passa.
Então, já não sou eu que testemunho
A graça
Da poesia:
É ela, prisioneira,
Que, vendo a porta da prisão aberta,
Como chispa que salta da fogueira
Numa agressiva fúria se liberta.
A PASTORINHA E O COMBOIO
de Ricardo Alberty
O FEITICEIRO QUE TINHA FLORES NO NARIZ
de Eduardo Rios

TEC Teatro Experimental de Cascais 3ª e 4ª produção | 1966
encenação Glicínia Quartin
interpretação António Feio, António Rama, António Toppa, Carmen Gonzalez, Delfim Braz, Fernando Telles, Manuel Cavaco, Margarida Fragoso, Maria do Céu Guerra, Santos Manuel, Zita Duarte
A CASA DE BERNARDA ALBA
de Federico García Lorca

TEC Teatro Experimental de Cascais 2ª produção | 1966
A CASA DE BERNARDA ALBA de Federico García Lorca
tradução Cecília Meireles
encenação Carlos Avilez
realização plástica Francisco Relógio
luminotecnia Hélder Duarte
sonoplastia Fernando Pires
fotografias Leonel Lourenço
interpretação Ana Leiria, Constança Navarro, Ester Feio, Fernanda Coimbra, Fernanda Esmeralda, Glicínia Quartin, Júlia Babo, Luísa Neto, Manuela Machado, Margarida Mauperrin, Maria do Céu Guerra, Marília Costa, Mirita Casimiro, Zita Duarte
Fotografias
© Leonel Lourenço
distribuição
Bernarda Alba Mirita Casimiro
Maria Josefa Constança Navarro
Angústias Luísa Neto
Madalena Zita Duarte
Amélia Manuela Machado
Martírio Maria do Céu Guerra
Adela Glicínia Quartin
La Poncia Fernanda Coimbra
Criada Júlia Babo
Prudência Margarida Mauperrin
Mendiga Fernanda Esmeralda
Mulheres Ana Leiria, Marília Costa
O Teatro é uma poesia que se levanta do livro e se faz humana. E ao fazer-se, fala e grita, chora e desespera. O Teatro necessita que as personagens que aparecem na cena levem um traje de poesia e ao mesmo tempo que se vejam os ossos e o sangue.
O teatro é um dos mais expressivos e úteis instrumentos para a edificação de um país e o barómetro que marca a sua grandeza ou a sua queda. Um teatro sensível e bem orientado em todos os seus ramos, desde a tragédia ao vaudeville, pode mudar em poucos anos a sensibilidade do povo e um teatro destroçado onde as patas substituem as asas, pode adulterar e adormecer uma nação inteira…
Um povo que não ajuda e não fomenta o seu teatro, se não está morto, está moribundo; como o teatro que não recolhe o pulsar histórico, o drama das gentes e a cor genuína da sua paisagem e do seu espírito, com riso ou com lágrimas, não tem o direito de se chamar teatro, mas sim sala de jogo ou lugar para fazer essa horrível coisa que se chama “matar o tempo”.
ESOPAIDA ou VIDA DE ESOPO
de António José da Silva (O Judeu)

TEC Teatro Experimental de Cascais 1ª produção | 1965
ESOPAIDA ou VIDA DE ESOPO de António José da Silva (O Judeu)
encenação Carlos Avilez
realização plástica Luís Pinto Coelho
música tocada ao vivo Carlos Paredes
luminotecnia Helder Duarte e Domingos Lourenço
sonoplastia Fernando Pires
contra-regra Alfredo Martinho
montagem Fausto de Abreu
ponto Joaquim Samora
maquinista Domingos Amaro
assistência de encenação Santos Silva
direcção de cena Carmen Gonzalez
instalação de som Fernando Dias
mestra de guarda-roupa Cândida de Lacerda
elenco António Rama, António Toppa, Armando Diniz, Carmen Gonzalez, Delfim Brás, Edmar Pires, Fernando Telles, João Moura, João Vasco, Jorge Rocha, José Cunha, Manuel Cavaco, Margarida Fragoso, Maria do Céu Guerra, Ricardo Fragoso, Santos Manuel, Santos Silva, Zita Duarte
NOTÍCIAS
“(…) D. Palmira Bastos com as suas 91 primaveras, foi recebida ontem à noite em Cascais, no velho Teatro Gil Vicente, com uma estrondosa ovação do público que enchia a sala.
No final do espectáculo afirmou: “Manifesto o meu agrado pela acção deste jovem agrupamento.
Prevejo que vem trazer algo de novo. Talvez um sopro de “renovação” e de fé no destino do teatro português.”
in “Diário de Notícias”, 22 de Novembro de 1965
“(…) Não podemos deixar passar em silêncio o facto deste movimento que em Cascais se esboça, vir no futuro a constituir as verdadeiras raízes da renovação do teatro Português.”
Tomás Ribas
in “Cascais e Os Seus Lugares”
“(…) O Teatro Experimental de Cascais vem dar ao teatro português um sinal de cultura, um sinal de audácia juvenil à arte maravilhosa chamada “Teatro”. Esta “Esopaida” ou “Vida de Esopo”, é um arrojo que a crítica e o público aplaudem. (…)”
Redondo Júnior
in “O Século”
“(…) é já conhecido o “estilo” de Carlos Avilez, um estilo que vive muito da improvisação, da inspiração repentista, e por um não formalismo que pode encontrar a sua explicação nas “Teorias de Artaud”.
(…) Luís Pinto Coelho neste espectáculo, afirmou-se de um bom gosto e um requinte de concepção que auspiciam uma prometedora carreira de pintor.
As músicas tocadas ao vivo por Carlos Paredes são de grande beleza, realçando todo o sentido crítico do espectáculo, dando por vezes a sensação de um clima cinematográfico ao longo das cerca de quatro horas de espectáculo.”
in “Diário de Lisboa”
“Na interpretação a mais difícil tarefa coube ao jovem actor João Vasco, recentemente formado pelo Conservatório Nacional de Teatro, que nos deu com a medida do seu entusiasmo e resistência, uma capacidade que o creditou para outras grandes tarefas.
Ainda no naipe masculino, Santos Manuel é impressionante ao criar um “Xanto” cheio de nuances de bem cuidada observação. No naipe feminino, Maria do Céu Guerra compõe magistralmente uma figura pícara e graciosa com talento a destacar. Outro tanto se passa com Zita Duarte que tem aqui a sua grande oportunidade aproveitada com inteligência, segurança e entusiasmo.
Carmen Gonzalez dá-nos uma “Eurípedes” de grande nível.
Manuel Cavaco e António Rama são primorosos no recorte dos seus personagens.
Margarida Fragoso, Armando Diniz, Ricardo Fragoso, Santos Silva, Delfim Brás, João Moura, Fernando Telles, Jorge Rocha, José Cunha e Edmar Pires, dão-nos com entusiasmo e entrega momentos de grande qualidade a este trabalho com a fantasia e o talento de Carlos Avilez.”
Manuela de Azevedo
in “Diário de Notícias”
“Um movimento igual a Avignon surgiu em Cascais?
(…) A ante-estreia de gala conseguiu juntar ontem em Cascais, na estreia da jovem companhia, numeroso grupo de jornalistas, críticos de teatro, condessas, príncipes (Conde de Barcelona, Rei de Itália), intelectuais num clima de entusiasmo à volta deste acontecimento que terminou a hora bastante tardia.
(…) Vislumbra-se a esta jovem companhia, uma carreira que certamente virá a ser longa e importante nos destinos do teatro em Portugal.”
Armando Ferreira
in “Diário Popular”











































































































































































































































