Produções

2025 - 2016

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 187ª produção

tradução | dramaturgia
Cucha Carvalheiro e Fernando Villas-Boas
encenação
Cucha Carvalheiro
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
desenho de luz
Diana Dos Santos
música original
Tiago Machado
movimento
Tobias Monteiro
desenho de som surround | operação de som
Hugo Neves Reis
assistência de encenação | direção de cena
Rodrigo Aleixo

produção
Maria Lemos Costa
direção de montagem
Rui Casares
operação de luzes | montagem
Jorge Saraiva
execução de figurinos
Rosário Balbi
fotografias de cena | materiais gráficos
Ricardo Rodrigues
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
auxiliar de manutenção e limpeza
Clarisse Ribeiro

interpretação
Beatriz Maia, David Esteves, Flávia Gusmão, Hugo Nabais, João Craveiro, Luís Barros, Luís Lobão, Luiz Rizo, Renato Godinho, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real, Tobias Monteiro

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 186ª produção
com a Escola Profissional de Teatro de Cascais 2025

encenação
Ana Nave
dramaturgia
Miguel Graça
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
desenho de luz
Tasso Adamopoulos
música original
Manuel Paulo
coreografia
Rita Spider
voz
Ana Ester Neves
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
desenho som surround |operação de som
Hugo Neves Reis
direção de cena
Rodrigo Aleixo
produção
Maria Lemos Costa

direção de montagem
Rui Casares
operação de luzes | montagem
Jorge Saraiva
montagem
Nuno S., Vitor Mira, João Fernandes, Afonso C.
costura de figurinos
Rosário Balbi E Inês Ariana, Miu Lapin, Maria Da Luz
fotografias de cena | materiais gráficos
Ricardo Rodrigues
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
auxiliar de manutenção e limpeza
Clarisse Ribeiro
bilheteira
Raquel Costa, Eliseu Ferreira
frente de casa
Maria Fidalgo

interpretação
Luiz Rizo, Teresa Côrte-Real, Sérgio Silva
e Aline Neves, Bárbara Chacôto, Bianca Leal, Bruna Gomes, Catarina Gueifão, Daniel Charola, Emília Santiago, Filipa Franco Garcia, Francisca Matos, Francisco Romão, Francisco Saavedra, Gabriel Lopes, Hugo Nabais, Isis Salgueiro, Janete Lina, Jorge Mota, Leonor Calheiros, Leonor Carranca, Leonor Marques, Luísa Lopes, Madalena Romão, Margarida Serrano, Margarida Tavares, Maria Leonor, Maria Manta, Mariama Djaló, Mariana Painho, Mariana Raminhos, Matilde Conchinhas, Max Coutinho, Megui Rodrigues, Mónica Rodrigues, Pedro Pequi, Rodri, Simão Machado, Tomás Mixão, Vitória Lavinny, Yara Solange (alunos finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais)

agradecimentos
Armando Nascimento Rosa, Teatro Praga

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 185ª produção | 2025
SUGGIA Concerto para dois violoncelos de Isabel Millet

Encenação
Rita Calçada Bastos
Cenografia | Figurinos
Fernando Alvarez
Desenho De Luz
Paulo Santos
Direção Musical
Beatriz Almeida
Coreografia
Inês Jacques
Desenho De Som Surround
Hugo Neves Reis
Assistência De Encenação
Statt Miller
Direção De Cena
Rodrigo Aleixo

Direção De Montagem
Rui Casares
Operação De Luzes | Montagem
Jorge Saraiva
Execução De Figurinos
Rosário Balbi
Fotografias De Cena | Materiais Gráficos
Ricardo Rodrigues
Secretariado
Maria Marques
Contabilidade
Ana Landeiroto
Auxiliar De Manutenção E Limpeza
Clarisse Ribeiro

Interpretação
Pedro Lacerda, Sara Matos, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real

Violoncelista
Beatriz Almeida

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 184ª produção | 2025
EVA PERÓN de Copi

Versão | Dramaturgia
Miguel Graça
Encenação
Rodrigo Aleixo
Cenografia | Figurinos | Adereços | Produção
Fernando Alvarez
Desenho De Luz
Diana Dos Santos
Música Original
Paulo Furtado (The Legendary Tigerman)
Assistência De Encenação
Catarina Rabaça
Direção De Cena
Rodrigo Aleixo
Direção De Montagem
Rui Casares
Operação De Luzes | Montagem
Jorge Saraiva
Operação De Som
Tiago Barão
Montagem
Bruno Mira, Nuno S

Execução De Figurinos
Rosário Balbi
Costura De Figurinos
Inês Ariana, Miu Lapin, Pedro Rodrigues
Cabeleiras
Natália Bogalho
Maquilhagem
Joana Cornelsen
Fotografias De Cena | Materiais Gráficos
Ricardo Rodrigues
Secretariado
Maria Marques
Contabilidade
Ana Landeiroto
Auxiliar De Manutenção E Limpeza
Clarisse Ribeiro
Bilheteira
Maria Mingote
Frente De Casa
Pedro Ribeiro

Interpretação
Afonso Jerónimo, Ff Em Eva Perón, João Lagarto, João Nunes Monteiro, Rodrigo Tomás, Sérgio Silva, Tomás Garcez

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 183ª produção | 2024
À ESPERA DE | ESPERANDO A GODOT de Samuel Beckett

A Partir Da Tradução Para Português
José Maria Vieira Mendes
A Partir Da Tradução Para Castelhano
Ana Maria Moix
Apoio Dramatúrgico
Luiz Rizo
Direção
Flávia Gusmão
Cenografia | Figurinos | Produção
Fernando Alvarez
Desenho De Luz
Manuel Abrantes
Música | Desenho De Som
Xullaji
Apoio Ao Movimento
Rui M. Silva
Assistência De Direção
Rodrigo Aleixo
Direção De Montagem
Rui Casares
Operação De Som
Hugo Neves Reis

Operação De Luzes | Montagem
Jorge Saraiva
Operação De Legendagem
Vasco Maranha
Montagem
Nuno Manuel
Costura
Inês Ariana, Miu Lapin, Rosário Balbi
Fotografias De Cena | Materiais Gráficos
Ricardo Rodrigues
Secretariado
Maria Marques
Contabilidade
Ana Landeiroto
Auxiliar De Manutenção
Clarisse Ribeiro
Bilheteira
Sara Quadros
Frente De Casa
Pedro Ribeiro

Interpretação
Ivan Solarich, Luiz Rizo, Manuel Coelho, Tobias Monteiro, Tomás Andrade

Distribuição
Estragon – Manuel Coelho
Vladimir – Ivan Solarich
Pozzo – Tobias Monteiro
Lucky – Luiz Rizo
Menino – Tomás Andrade

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 182ª produção | 2024
COMÉDIAS PARA TODO O SERVIÇO
a partir de
ARLEQUIM, SERVIDOR DE DOIS AMOS | CRIADAS PARA TODO O SERVIÇO de CARLO GOLDONI

Versão | Dramaturgia
Miguel Graça
Encenação
Tobias Monteiro
Cenografia | Figurinos
Fernando Alvarez
Desenho De Luz
Manuel Abrantes
Desenho De Som Surround | Operação De Som
Hugo Neves Reis
Assistência De Encenação
Rodrigo Aleixo
Direção De Cena
Renato Pino
Voz
Ana Ester Neves
Corpo
Mónica Alves
Coreografia
Paula Careto
Produção
Raul Ribeiro

Direção De Montagem
Rui Casares
Operação De Luzes | Montagem
Jorge Saraiva
Montagem
Carlota Gonzalez
Execução De Figurinos
Rosário Balbi
Costura De Figurinos
Inês Ariana, Luísa Nogueira, Miu Lapin, Pedro Rodrigues
Maquilhagem
Joana Cornelsen
Fotografias De Cena | Materiais Gráficos
Ricardo Rodrigues
Secretariado
Maria Marques
Contabilidade
Ana Landeiroto
Auxiliar De Manutenção
Clarisse Ribeiro
Bilheteira
Carlota Gonzalez

Interpretação
Luís Barros, Luiz Rizo, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real
e Aida Rocha, Ana Inês Oliveira, Beatriz Ferreira, Camy Ribau, Catarina Lança, Clara Maria, Daniel Rei, Délcio Santos, Diana Almofrey, Diana Loreti, Digo Castanheira, Diogo Leiria, Filipa Ferreira, Fred Carabineiro, Gabriela Mirza, Guilherme Cardoso Lopes, Inês Amaro, Inês Bastos, Ingryd Aitken, Joana Cavaleiro, Joana Pereira, João Martins, José Miguel Perfeito, Lua Dungue, Luísa Piano, Margarida Caria, Maria Subtil, Mariana Albuquerque, Mariana Sousa, Matilde Costa, Nina, Petra Nunes, Rafael Balão, Rita Hilário, Rodolfo Ambrósio, Sabrina Freire, Sandro Patrocínio, Santiago Galvão, Sara Quadros, Sofia Cristóvão, Tomás Andrade, Vasco Maranha, Yasmin Silva Alunos Finalistas Da Escola Profissional De Teatro De Cascais
e Salomé Verde Flautista/Estagiária Do Conservatório Nacional De Música De Lisboa

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 181ª produção | 2024
A ÚLTIMA PRISÃO de Francisco Quintas

Encenação
Rodrigo Aleixo
Cenografia | Figurinos
Fernando Alvarez
Desenho De Luz
Diana Dos Santos
Desenho De Som Surround | Operação De Som
Hugo Neves Reis
Assistência De Encenação
Marta Lopes Correia
Direção De Cena
Rodrigo Aleixo
Produção
Raul Ribeiro
Direção De Montagem
Rui Casares
Operação De Luzes
Jorge Saraiva

Montagem
Carlota Gonzalez, André Nunes
Costura De Figurinos
Inês Ariana, Rosário Balbi
Fotografias De Cena | Materiais Gráficos
Ricardo Rodrigues
Secretariado
Maria Marques
Contabilidade
Ana Landeiroto
Auxiliar De Manutenção
Clarisse Ribeiro
Bilheteira
Carlota Gonzalez, Maria Subtil
Assistência Ao Espetáculo
Francisco Figueiredo

Interpretação
Afonso Jerónimo, André Magalhães, Baltasar Marçal, Joana Castro, João Craveiro, João Vicente, Luiz Rizo, Teresa Côrte-Real, Vasco Maranha

O Teatro Experimental de Cascais interessado na divulgação de novos autores nacionais, abriu um concurso para texto de teatro, como já o tinha feito em 2018, quando aconteceu a Cascais – Capital Europeia da Juventude.Com tema proposto sobre a liberdade, como forma de contribuir para as Comemorações dos 50 anos do 25 de abril, este é o contributo do TEC para a promoção de nova dramaturgia portuguesa e apoio a jovens artistas.Este texto, obra vencedora do concurso promovido pelo TEC, vai a cena numa produção do Teatro Experimental de Cascais. O texto escolhido fala-nos de um preso político, antigo PJ e remete-nos para os momentos anteriores à Revolução do 25 de abril de 1974, mostrando-nos o modus operandi da censura, com a manipulação do regime vigente, as prisões políticas e a tortura, deixando a porta aberta para uma reflexão dramatúrgica mais lata sobre o tema proposto.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 180ª produção | 2024
ORAÇÃO e DOIS VERDUGOS de FERNANDO ARRABAL

Tradução
António Barahona Da Fonseca
Encenação
Renato Pino
Cenografia | Figurinos
Fernando Alvarez
Produção
Raul Ribeiro
Direção De Montagem
Rui Casares

Interpretação
Gonçalo Braga, João Maria Fialho, Luís Lobão, Rafael Leitão, Rita Calçada Bastos, Tomás Vinhas

O TEC revisita estes dois textos tão importantes na história da companhia, ainda no período da censura, dos anos sessenta do século passado.
Espetáculo integrado nas Comemorações do 50º aniversário do 25 de abril de 1974, conforme convite efetuado pelo Sr. Ministro da Cultura ao TEC.
O TEC revisita dois textos importantes na história da companhia, encenações de sucesso de Carlos Avilez, ainda no período da censura, dos anos 60 do século XX, desta vez numa encenação de Renato Pino.
Em ORAÇÃO, um velho casal (Rita Calçada Bastos e Luís Lobão) vela um caixão de um menino, num diálogo absurdo e cruel de crianças que decidem ser boas. Esta é possivelmente a obra mais patética de Arrabal.
Em OS DOIS VERDUGOS assistimos à degradação da moral burguesa, sabiamente prevertida por uma mãe monstruosa (Rita Calçada Bastos), que denuncia o seu marido à Polícia, manipulando os filhos (João Maria Fialho e Gonçalo Braga).
Após estes espetáculos em Cascais, fará circulação, em 2025, a Faro Teatro das Figuras, Lagos e TIO-Oeiras com Conversas com o público sempre após cada sessão.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 179ª produção | 2024
ÚLTIMOS REMORSOS ANTES DO ESQUECIMENTO de JEAN-LUC LAGARCE

Tradução
Alexandra Moreira Da Silva
Dramaturgia | Revisão | Programa
Graça P. Corrêa
Encenação | Dramaturgia
Elmano Sancho
Cenografia | Figurinos
Fernando Alvarez
Desenho De Luz
Alexandre Costa
Desenho De Som Surround | Operação De Som
Hugo Neves Reis
Assistência De Encenação
Renato Pino
Direção De Cena
Sérgio Silva
Produção
Raul Ribeiro
Direção De Montagem
Rui Casares

Operação De Luzes
Jorge Saraiva
Montagem
Carlota Gonzalez
Assistência De Montagem
André Neves
Costura De Figurinos
Rosário Balbi
Fotografias De Cena | Materiais Gráficos
Ricardo Rodrigues
Secretariado
Maria Marques
Contabilidade
Ana Landeiroto
Auxiliar De Manutenção
Clarisse Ribeiro
Bilheteira
Carlota González
Frente-De-Casa
Francisco Figueiredo

Interpretação
Beatriz Ferreira, Elmano Sancho, Maria João Falcão, Paulo Pinto, Sérgio Silva, Sílvia Filipe

Uma casa de campo, derradeiro vestígio da relação amorosa de Hélène, Paul e Pierre.
Os ideais de juventude outrora partilhados e o amor incondicional não resistem à usura do tempo.
Hélène e Paul saem. Casam, separadamente. Refazem as suas vidas.
Pierre fica na propriedade, onde ainda vive, sozinho.
(…)
É domingo.
Uns anos depois.
O trio reencontra-se, com as suas respetivas famílias, para decidir da venda da casa adquirida em conjunto.
As feridas e as mágoas regressam. Incapazes de se entenderem, de se explicarem, dilaceram-se: a linguagem falha na tentativa de alcançar uma reconciliação.
O que resta? O desconforto, a tristeza e o silêncio.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 178ª produção | 2024
A ANDORINHA de GUILLEM CLUA

Tradução | Dramaturgia
Miguel Graça
Encenação
Cucha Carvalheiro
Cenografia | Figurinos
Fernando Alvarez
Desenho De Luz
Manuel Abrantes
Apoio Vocal E Participação Especial
Áudio
Ff
Assistência De Encenação | Operação De Luz
Rodrigo Aleixo
Desenho De Som | Operação De Som E Vídeo
Hugo Neves Reis
Produção
Raul Ribeiro
Direcção De Montagem
Rui Casares
Montagem
Carlota Gonzaléz

Assistência De Montagem
André Neves
Fotografias De Cena | Materiais Gráficos
Ricardo Rodrigues
Costura
Rosário Balbi
Secretariado
Maria Marques
Contabilidade
Ana Landeiroto
Auxiliar De Manutenção
Clarisse Ribeiro
Assistência Ao Espectáculo
Vasco Maranha
Frente De Sala
João Martins
Bilheteira
Camila Ribau

interpretação
José Condessa e Luísa Cruz

distribuição
Amelia – Luísa Cruz
Ramón – José Condessa

agradecimentos
a todos os funcionários do Auditório da Academia das Artes do Estoril, Álvaro Correia. 

Peça para dois atores, este texto fala-nos de identidade e aceitação do Outro, das suas diferenças.
Damos as boas vindas a Cucha Carvalheiro, a encenadora convidada para este espetáculo, e que muito nos honrou ao aceitar este desafio. A equipa nuclear do TEC está envolvida na criação deste espetáculo, com toda a experiência e conhecimento mútuos, e convidou dois atores com grande reconhecimento público: Luísa Cruz, nome inegável e sinónimo de qualidade e José Condessa, o nosso Hamlet, já com provas dadas.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 177ª produção | 2023
ELECTRA de Eugene O'Neill
a partir da trilogia Electra e os fantasmas

Versão, Dramaturgia
Graça P. Corrêa
Encenação
Carlos Avilez
Cenografia | Figurinos
Fernando Alvarez
Desenho De Luz
Manuel Abrantes
Desenho De Som | Operação De Som
Hugo Neves Reis
Canções E Músicas Originais
Tiago Machado
Assistência À Encenação | Seleção Musical | Direção De Cena
Rodrigo Aleixo
Produção
Raul Ribeiro
Direção De Montagem
Rui Casares
Operação De Luzes
Miguel Alves, João Cardador, Vitor Lopinhos (Equipa Do Auditório Das Artes Do Estoril)

Montagem
Carlota González
Assistência À Montagem
André Neves, Miguel Cuba, Ricardo Reis
Execução De Figurinos
Rosário Balbi
Costura
Inês Ariana, Luísa Nogueira, Miu Lapin, Pedro Rodrigues, Teresa Balbi
Fotografias De Cena | Materiais Gráficos
Ricardo Rodrigues
Secretariado
Maria Marques
Contabilidade
Ana Landeiroto
Auxiliar De Manutenção
Clarisse Ribeiro
Assistência Ao Espetáculo
Vasco Maranha
Bilheteira
Camila Ribau

Interpretação
Bárbara Branco, Carla Maciel, Carolina Faria, David Esteves, Diogo Mesquita, João Craveiro, Luiz Rizo, Miguel Amorim, Miguel Loureiro, Rafael Carvalho, Renato Pino, Rita Calçada Bastos, Sérgio Silva, Susana Luz, Teresa Côrte-Real, Teresa Jerónimo, Tobias Monteiro, Vera Macedo

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 176ª produção | 2023
TRILOGIA DO TEATRO IMPOSSÍVEL de MIGUEL GRAÇA
a partir de Publico, Assim que passarem 5 anos e Comédia sem título, de Federico García Lorca

Dramaturgia
Miguel Graça
Encenação
Carlos Avilez
Cenografia | Figurinos
Fernando Alvarez
Canções E Música Original
Pedro Jóia
Coreografia
João Lara
Movimento
Cláudia Nóvoa
Voz
Ana Ester Neves
Desenho De Luz
Manuel Abrantes
Assistência De Luz
Ana Carocinho
Desenho De Som Surround | Operação De Som
Hugo Neves Reis
Assistência De Encenação | Direcção De Cena
Rodrigo Aleixo
Produção
Raul Ribeiro
Direcção De Montagem
Rui Casares

Operação De Luzes | Assistência De Montagem
Jorge Saraiva
Montagem
Carlota González
Assistência De Montagem
Catarina Sousa, Nuno Simão, Ricardo Reis, Rui Mecha
Execução De Figurinos
Rosário Balbi
Costura
Inês Ariana, Luísa Nogueira, Pedro Rodrigues
Adereços Manequins
Ricardo Reis
Apoio À Maquilhagem
Joana Silva, Julia Pereira, Sol Nicolas
Fotografias De Cena | Materiais Gráficos
Ricardo Rodrigues
Secretariado
Maria Marques
Contabilidade
Ana Landeiroto
Auxiliar De Manutenção
Clarisse Ribeiro
Bilheteira
Vicky Miguel
Frente De Casa E Apoio Ao Espectáculo
Tomás Vinhas

Interpretação
Luiz Rizo, Renato Pino, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real
e Afonso Lourenço, Afonso Sevivas, Afonso Silva, Alexandre Bioucas, Ana Catarina Martins, Beatriz Carvalho, Beatriz Landim, Beatriz Santos, Beatriz Silva, Bia Santos, Bruna Tibiriçá, Carolina Siquenique, Catarina Costa, Catarina Kobayashi, Catarina Teles, Diogo Sargento, Filipa Burnay, Gonçalo Neto Arroja, Helena Bugarin, Inês Albuquerque, Inês Azevedo,Inês Nunes, Inês Vieira, Gabby Ribeiro, Jade Beltrão, Joana Filipe, Júlia Pereira, Lara D’ Almeida, Leonor Rua Bonifácio, Madalena Serpa, Madalena Cobra, Mafalda António, Maria Baltazar, Maria Guerreiro, Maria José Gonçalves, Maria Mingote, Mariana Berto, Marta Martins, Natacha Gago, Rafael Leitão, Rafael Silva, Rafael Viseu Vaz, Ricardo D’lima, Rita Palmela, Sandro Feliciano, Sara Teixeira, Sofia Garrido, Sofia Calvino, Tatiana Pires, Tomás Faro, Tomás Menezes, Tommy Malaike, Yasmin Cruz (Alunos Finalistas Da Escola Profissional De Teatro De Cascais)
Beatriz Ferreira, Inês Bastos, João Martins, Santiago Galvão, Luísa Piano, Vasco Maranha (Alunos Do 2º Ano Da Escola Profissional De Teatro De Cascais)

sinopse
Trilogia do Teatro Impossível foi a forma que o poeta e dramaturgo Federico Garcia Lorca encontrou para descrever três das suas peças: O Público (1930), Assim que Passarem Cinco Anos (1932) e Comédia Sem Título (1936), denominação que o autor espanhol relacionava quer com a forma quer com o conteúdo dos textos. A liberdade do Amor, o Tempo, as Máscaras e a Revolução são os grandes temas dos textos, tendo, em todos eles, uma nova forma de Teatro como pano de fundo. Esta versão de Miguel Graça reúne partes das três peças, com especial incidência sobre Comédia Sem Título, a peça inacabada de Garcia Lorca, em que ele estava a trabalhar antes de ser fuzilado numa Espanha à beira da guerra civil.
Com encenação de Carlos Avilez, esta nova produção do Teatro Experimental de Cascais conta com cenário e figurinos de Fernando Alvarez, música original de Pedro Jóia, coreografias de João Lara e com a participação de mais de 50 jovens que terminam com este espectáculo o curso de Interpretação da Escola Profissional de Teatro de Cascais ao lado dos actores Renato Pino e Luiz Rizo, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real, do TEC.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 175ª produção | 2023
FREE de Miguel Graña
CO-PRODUÇÃO TEATRO GÍRIA E TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS

texto
Miguel Graça
encenação
Rodrigo Aleixo
cenografia
José Manuel Castanheira
figurinos
Fernando Alvarez
assistência de encenação
Pedro Caeiro
desenho de luz
Pedro Guimarães
percussionista
Miguel Sobral Curado
interpretação
Bárbara Branco, Daryab Rasoli, Francisco Monteiro Lopes, João Gaspar, Mário Coelho, Manuela Couto, Patrícia Fonseca, Rivânia Saraiva e Afonso Lourenço, Maria Mingote, Tomás Vinhas e Vasco Maranha

produção executiva
Teatro Gíria
produção
Joana Ferreira
assistência de produção
Gonçalo Costa
costura
Rosário Balbi, Pedro Rodrigues
assistência construção cenográfica
Ricardo Reis
fotografia de cartaz
Pedro Jafuno
fotografias de ensaio e cena
Filipe Ferreira
fotografias do processo criativo
Gonçalo Filipe
desenho gráfico
Ricardo Rodrigues

e a equipa do Teatro Experimental de Cascais:
direcção
Carlos Avilez e João Vasco
assessoria de direcção
Fernando Alvarez
produção
Raul Ribeiro
direcção de montagem
Rui Casares
montagem
Carlota González
operação de luzes e assistência de montagem
Jorge Saraiva
operação de som e vídeo
Hugo Neves Reis
auxiliar de manutenção
Clarisse Ribeiro
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto

sinopse
FREE é a nova criação teatral do Teatro Gíria, que começou a ser construída há cerca de um ano quando a estrutura convidou Miguel Graça para escrever uma peça sobre a crise migratória no Mediterrâneo. Ao longo desse tempo, o autor teve a oportunidade não só de investigar os eventos que começaram a ter eco na nossa consciência sobretudo a partir de 2013 – com o naufrágio de Lampedusa onde cerca de trezentas pessoas perderam a vida – mas também de entrevistar várias pessoas, refugiados, migrantes e voluntários que tiveram contacto directo com esta realidade.
Free é o resultado teatral desse trabalho, uma ficção-documental que acompanha o trajecto de várias personagens e de várias pessoas que representam, de certa maneira, ou melhor e o pior de todos nós, ao mesmo tempo que tenta reflectir sobre as nossas acções, sobre o tempo, sobre o amor e sobre a nossa posição no nosso país, no mundo e no universo.

“FREE” é um espectáculo financiado por República Portuguesa / DGARTES – Direção Geral das Artes e Cascais Jovem / Câmara Municipal de Cascais.

Fotografias
© Filipe Ferreira

TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS 174ª produção | 2023
A NOITE DOS ASSASSINOS de JOSÉ TRIANA

Tradução
Orlando Neves
Versão E Dramaturgia
Miguel Graça
Encenação
Carlos Avilez
Cenografia | Figurinos
Fernando Alvarez
Desenho De Luz
Daniel Worm D’assumpção
Desenho De Som Surround | Operação De Som
Hugo Neves Reis
Apoio Ao Movimento
Mónica Alves
Assistência De Encenação | Direção De Cena
Rodrigo Aleixo

Produção
Raul Ribeiro
Direção De Montagem
Rui Casares
Operação De Luzes | Assistência De Montagem
Jorge Saraiva
Assistência De Montagem
Carlota Gonzaléz
Costura
Rosário Balbi
Fotografias De Cena | Materiais Gráficos
Ricardo Rodrigues
Secretariado
Maria Marques
Contabilidade
Ana Landeiroto
Auxiliar De Manutenção
Clarisse Ribeiro

Interpretação
Elmano Sancho, Lia Carvalho/Flávia Gusmão (em circulação), Teresa Coutinho

Comemorando o 50º aniversário do 25 de Abril, o TEC inicia o ano e um ciclo de textos proibidos pela Censura, com A NOITE DOS ASSASSINOS, de José Triana, texto revolucionário que o TEC produziu em 1973, com encenação de Jorge Listopad e que não chegou a ir a cena, por proibição da Censura no dia do ensaio geral. Será uma forma de homenagear os intérpretes de então: Maria do Céu Guerra, Manuela de Freitas e Sinde Filipe, bem como o encenador Jorge Listopad, assim como todos os artistas que tiveram de se calar perante a Censura.
Obra importante do dramaturgo cubano José Triana, a história remonta a 1950, em Cuba, antes da Revolução de 1959, quando três irmãos, Cuca, Beba e Lalo, se encontram no sotão da sua casa para encenar o assassinato de seus próprios pais. À primeira leitura estamos perante uma metáfora dramática do clima vivido naquele país, focada no conflito de gerações entre pais e filhos, especificamente em relação aos valores educacionais daqueles e a revolta destes, traçando o retrato de uma complexa relação entre irmãos. Para o TEC esta metáfora liga-se de forma mais profunda a contextos mais universais e atuais, onde num mundo instável e caótico, três irmãos lutam pela sua sobrevivência fechados num espaço, através de jogos de representação: improvisação, ensaio, ou uma representação do que já foi realizado? Neste violento jogo meta teatral de faz-de-conta, mortal e simbólico, não há amor entre os pais e filhos, revivem-se os acontecimentos num espelho interminável e nada é o que parece.
A equipa nuclear do TEC estará à frente da criação deste espetáculo, com toda a experiência e conhecimento mútuos, e convidou três atores com grande reconhecimento público: Elmano Sancho (numa continuidade de colaboração com o TEC), Teresa Coutinho (pela primeira vez no TEC) e Lia Carvalho (saída da Escola Profissional de Teatro de Cascais há vários anos, e que se estreará em Cascais neste espetáculo).

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 173ª produção | 2022
A SRA. MINISTRA de Eduardo Schwalbach

adaptação
Renato Pino
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
desenho de luz
Rui Monteiro
composição canções
João Paulo Soares
letras canções
Renato Pino
coreografia
Cláudia Nóvoa
desenho de som surround
Hugo Neves Reis
assistência de encenação
Martim Mesquita Guimarães
direcção de cena
Rodrigo Aleixo
direcção de montagem
Rui Casares
operação de luzes | montagem
Jorge Saraiva
montagem
Nuno Simão

execução de figurinos
Rosário Balbi
costura
Inês Ariana, Pedro Rodrigues, Teresa Balbi, Palmira Abranches
assistência de cenografia, figurinos e adereços
Ricardo Reis
produção
Raul Ribeiro
fotografias de cena | materiais gráficos
Ricardo Rodrigues
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
auxiliar de manutenção
Clarisse Ribeiro
assistência ao espetáculo
Teresa Jerónimo, Rafael Leitão, Tomás Vinhas
estagiário de cenografia, figurinos e adereços
(EPAOE – Chapitô) Luís Delgado

interpretação
Carolina Faria, Flávia Gusmão, Joana Pais de Brito, Luiz Rizo, Miguel Loureiro, Renato Pino, Rita Loureiro, Rodrigo Tomás, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real e Tobias Monteiro

distribuição
MADALENA Joana Pais de Brito
ANTÓNIO Rodrigo Tomás
CONCEIÇÃO Rita Loureiro
FRANCISCO Miguel Loureiro
ISABEL Flávia Gusmão
LOPES Tobias Monteiro
JACINTA Teresa Côrte-Real
AMÉRICO Sérgio Silva
BERNARDO Luiz Rizo
SOARES Renato Pino
CARMEN Carolina Faria

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 172ª produção | 2022
CASIMIRO E CAROLINA de Ödön Von Horváth

versão | dramaturgia
Graça P. Corrêa
a partir da tradução de
Maria Adélia Silva Melo
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
coreografia
Rita Spider
apoio vocal
Ana Ester Neves
desenho de luz
Paulo Santos
desenho de som surround
Hugo Neves Reis
direcção de cena
Rodrigo Aleixo
produção
Raul Ribeiro
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
assistência de cenografia, figurinos e adereços
Ricardo Reis
assistência de desenho de luz
Maria João Arsénio

direcção de montagem
Rui Casares
operação de luzes | montagem
Jorge Saraiva
montagem
Nuno Santana
assistência à operação de som
Tânia Barbosa
execução de figurinos
Rosário Balbi
costura
Emília Cunha, Inês Ariana, Luísa Cambeta, Miriam Perez, Pedro Rodrigues, Sandro Canossa
fotografias de cena | materiais gráficos
Ricardo Rodrigues
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
auxiliar de manutenção
Clarisse Ribeiro
bilheteira
Teresa Jerónimo
frente-de-casa
Gonçalo Braga, Laura Baptista
Textos e organização do programa
Graça P. Corrêa

interpretação
Carolina Faria, Luiz Rizo, Renato Pino, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real
e Ana Falcão,Ana Lia Oliveira, André Carmo, Astra Gonçalves, Beatriz Cabo, Carolina Pires, Carolina Ramirez, Catarina Bertrand, Catarina Nogueira, Constança Santos, David Fernandes, Diana Fox, Diana Palmerston, Ema Subtil, Filipa Silva, Filipe F., Gabriela Sanjuán, Henrique Pires, Inês Nunes, Joana Catalão, Joana Cravo, Joana Peyroteo, Leca Leal, Leonor Akslen, Leonor Canas, Leonor Direitinho, Luísa Rosado, Madalena Lopes, Mafalda Leitão, Manuel Ruiz, Maria Rodrigues, Marta Gomes, Matilde Durão, Matilde Peres, Melissa Bandeira, Melissa Lopes, Pedro Guerreiro, Rafael Paes, Rafael Raro, Rita Fernandes, Rita Ferreira, Rodrigo Silva, Tomás Vinhas, Vera Macedo, Vicky Da Silva, Yolanda Telo (finalistas da ESCOLA PROFISSIONAL DE TEATRO DE CASCAIS)
Afonso Lourenço, Afonso Sevivas, Beatriz Silva, Bruna Tibiriça, Diogo Sargento, Filipa Ferreira, Gonçalo Arroja, Guilherme Lopes, Inês Albuquerque, João Martins, Madalena Cobra, Maria Baltazar, Maria Mingote, Rafael Leitão, Tomás Faro (alunos da ESCOLA PROFISSIONAL DE TEATRO DE CASCAIS)

sinopse
Casimiro e Carolina de Ödön von Horváth é uma balada sobre o amor em tempos de crise. Situada no contexto da grande depressão económica e concomitante ascensão do nazismo que assolou a Alemanha em 1929, a ação desenrola-se na Festa da Cerveja de Munique, num espaço de feira povoado de multidões, carrosséis, montanhas russas, jogos de força, espetáculos de variedades e barracas de monstros. É neste lugar de distração e de entretenimento desenfreado que se dá a separação simbólica do casal Casimiro e Carolina, uma separação supostamente incitada por banais desentendimentos mas que na realidade denota a profunda incomunicação entre seres humanos. De forma crua e brutal, Horváth desenha a imagem de um mundo em que todo sentimento é determinado pelo interesse e pela economia, em que os sonhos das pessoas são moldados pelo consumo até à última consequência. Embora esta fábula sobre a condição humana esteja cheia de violência gratuita, também é permeada de momentos de comédia e ironia. Nas palavras do próprio autor, trata-se de “uma balada de uma tristeza silenciosa, mas que é suavizada pelo humor”.

Graça P. Corrêa

distribuição
Horvath Rafael Raro
Cigana Teresa Côrte-Real
Casimiro Rafael Paes, Manuel Ruiz, Pedro Guerreiro
Carolina Vera Macedo, Beatriz Cabo, Joana Catalão, Leonor Akslen
Schürzinger Henrique Pires, Rodrigo Silva, Tomás Vinhas, David Fernandes
Merkl Franz Renato Pino
Erna Joana Peyroteo, Gabriela Sanjuán, Joana Cravo, Ema Subtil
Rauch Sérgio Silva
Speer Luiz Rizo
Elli Ana Falcão, Luísa Rosado, Diana Palmerston, Rita Ferreira
Maria Ana Lia Oliveira, Diana Fox, Rita Fernandes, Inês Nunes
Apresentadora do Can-Can Yolanda Telo, Filipe F., Érica Alemão
Sissi Filipa Silva, Constança Santos, Melissa Bandeira, Madalena Lopes
Nani Matilde Peres, Vicky Da Silva, Mafalda Leitão, Marta Gomes
Lola Leca Leal, Carolina Ramirez, Carolina Pires, Leonor Direitinho
Apresentador da Barraca dos Monstros Leonor Canas, Catarina Nogueira, Maria Rodrigues, Catarina Bertrand
Liliputiano Astra Gonçalves, Afonso Lourenço
João Pedro Guerreiro
Juanita Carolina Faria
Senhora Gorda Filipe F., Marta Gomes, Mafalda Leitão
Empregada da Taberna Luísa Rosado, Yolanda Telo, Inês Nunes, Érica Alemão
Enfermeiro André Carmo
Médica Melissa Lopes, Filipa Silva
Polícias Diogo Sargento, Rafael Leitão
A Rapariga com Barba Diana Fox, Rita Ferreira, Carolina Ramirez, Carolina Pires
O Homem-Camelo David Fernandes, Henrique Pires
As Siamesas Rita Ferreira/ Catarina Bertrand, Ana Lia Oliveira/Matilde Peres, Madalena Lopes/Leonor Direitinho, Diana Fox/Catarina Nogueira
Marlene Dietrich Tomás Vinhas, Leca Leal, Constança Santos
Vendedora Gelados Bruna Tibiriça
Zeppelins Afonso Sevivas, Tomás Faro, Beatriz Silva
Empregados Mesa Rafael Leitão, Tomás Faro, Maria Baltazar, Inês Albuquerque
Rapariga Míope Beatriz Silva
Pianista Guilherme Lopes
Outros Bailarinos do Can-Can Gonçalo Arroja, João Martins, Diogo Sargento, Afonso Sevivas, Maria Mingote, Beatriz Silva, Madalena Cobra, Filipa Ferreira
Gente da Feira, Danças Afonso Lourenço, Ana Falcão, Ana Lia Oliveira, André Carmo, Astra Gonçalves, Beatriz Cabo, Carolina Pires, Carolina Ramirez, Catarina Bertrand, Catarina Nogueira, Constança Santos, David Fernandes, Diana Fox, Diana Palmerston, Diogo Sargento, Ema Subtil, Érica Alemão, Filipa Ferreira, Filipa Silva, Filipe F., Gabriela Sanjúan, Gonçalo Arroja, Guilherme Lopes, Henrique Pires, Inês Albuquerque, Inês Nunes, Joana Catalão, Joana Cravo, Joana Peyoroteo, João Martins, Leca Leal, Leonor Akslen, Leonor Canas, Leonor Direitinho, Luísa Rosado, Madalena Cobra, Madalena Lopes, Mafalda Leitão, Manuel Ruiz, Maria Baltazar, Maria Mingote, Maria Rodrigues, Marta Gomes, Matilde Peres, Melissa Bandeira, Melissa Lopes, Pedro Guerreiro, Rafael Leitão, Rafael Paes, Rita Fernandes, Rita Ferreira, Rodrigo Silva, Tomás Vinhas, Vera Macedo, Vicky Da Silva, Yolanda Baptista, Yolanda Telo

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 171ª produção | 2022
EU SOU A MINHA PRÓPRIA MULHER de Doug Wright

tradução e programa
Miguel Graça
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
desenho de luz
Paulo Santos
desenho de som surround | operação de som
Hugo Neves Reis
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
direcção de cena
Rodrigo Aleixo
produção
Raul Ribeiro
direcção de montagem
Rui Casares
operação de luzes | montagem
Jorge Saraiva
assistência de montagem
Nuno Santana

execução de figurino
Rosário Balbi
costura
Teresa Balbi
execução de cabeleira
Natália Bogalho
assistência de cenografia, figurinos e adereços
Ricardo Reis
adereços miniatura
Ricardo Reis
fotografias de cena | materiais gráficos
Ricardo Rodrigues
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
auxiliar de manutenção
Clarisse Ribeiro
bilheteira
Teresa Jerónimo
frente-de-casa
Gonçalo Braga

interpretação
Marco D’Almeida
participação de Carolina Faria, Filipe Feio, Hugo Narciso e Susana Luz

distribuição
Charlotte von Mahlsdorf Marco D’Almeida

Eu sou a Minha Própria Mulher é uma peça de Doug Wright que estreou em 2003. Vencedora de múltiplos prémios, incluindo o Pulitzer de Teatro e o Tony Award para melhor peça do ano, a obra conta a fascinante história verdadeira de Charlotte von Mahlsdorf, uma mulher nascida num corpo masculino que atravessou o regime Nazi, primeiro, e depois o Comunista, nos tempos da antiga R.D.A.. A história de Charlotte mistura-se com a do próprio autor, que a conhece em 1992 e que tenta, ao mesmo tempo, conciliar uma admiração pela personalidade encantatória de alguém que, perante os mais violentos e opressores regimes do século XX, nunca teve medo de assumir o que é, e a realidade de uma pessoa que talvez não seja o que aparenta.
Com encenação de Carlos Avilez e cenário e figurinos de Fernando Alvarez, esta nova produção do Teatro Experimental de Cascais é um monólogo em que Marco d’Almeida, que regressa à casa onde começou e onde assinalou os 50 anos da Companhia com Macbeth, em 2015, interpreta 35 personagens que acompanham a extraordinária viagem de um homem que era uma mulher e que se chamava Charlotte von Mahlsdorf.

agradecimentos
Ana Virgínia Figueira, Dra. Ângela Ribeiro – CIN, Leocádia Silva e Helibrando Videira – FX Road Lights, Filipa Rato, Konstantin Gries, Leila Gomes – Antiquoeste, Natália Bogalho, Dr. Ricardo Miguel Pereira Duque – Óbidos Criativa

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 170ª produção | 2021
BEATRIX CENCI de Graça P. Corrêa

encenação e dramaturgia
Graça P. Corrêa
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
desenho de luz
Fernando Baranda
desenho vídeo
José Teresa Marques
apoio movimento
Inês Tarouca
assistência de encenação
António Sofia e Helder Bugios
direcção de cena
Rodrigo Aleixo
produção
Raul Ribeiro
direcção de montagem
Rui Casares
operação de luzes | montagem
Jorge Saraiva

operação de som e vídeo
Hugo Neves Reis
execução de figurinos
Rosário Balbi
costura
Inês Ariana, Luísa Nogueira
assistência de cenografia, figurinos e adereços
Ricardo Reis
fotografias de cena | materiais gráficos
Ricardo Rodrigues
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
auxiliar de manutenção
Clarisse Ribeiro

interpretação
Carolina Faria, Flávia Gusmão, Francisco Monteiro Lopes, João Fialho, Leandro Paulin, Luciana Ribeiro, Luiz Rizo, Marco Sá Pedroso, Renato Godinho, Renato Pino, Sérgio Silva, Soraia Tavares, Teresa Côrte-Real

distribuição
Conde Francesco Cenci Renato Godinho
Beatrix, sua filha Soraia Tavares
Beatrix*, dupla aparição Carolina Faria
Cardeal Sforza Luiz Rizo
Lucrezia Cenci Luciana Ribeiro
Giacomo Cenci Marco Sá Pedroso
Bernardo Cenci João Fialho
Principe Colonna Leandro Paulin
Don Curzio Renato Pino
Terceiro Conviva Sérgio Silva
Orsino Calvetti Sérgio Silva
Plautilla Calvetti Flávia Gusmão
Mulher XXI Flávia Gusmão
Santi Francisco Monteiro Lopes
Ulisse Moscato Renato Pino
Don Tommasino Savella Francisco Monteiro Lopes
Inquisidor Leandro Paulin
Artemisia Gentileschi Teresa Côrte-Real

Um espetáculo sobre uma heroína trágica cuja história incendiou a imaginação artística e inflamou o pensamento feminista, desde a sua morte por decapitação a 11 de Setembro de 1599.Em latim, o nome feminino Beatrix associa-se à felicidade, a quem é portadora de alegria. Com este espetáculo pretendemos explorar o antagonismo e ambivalência entre princípios aparentemente irreconciliáveis de bem e de mal, de amor e de ódio, de luminosidade e de obscurantismo; bem como revelar o dilema ético entre a culpa jurídica e a inocência moral. Mas Beatrix Cenci existiu realmente. Filha do famoso Conde Francesco Cenci – um patriarca despótico que submeteu a sua família, vassalos e lacaios aos crimes mais cruéis, incluindo violação, incesto e homicídio – Beatrix viu-se envolvida numa conspiração que terminou em parricídio. Apesar dos protestos do povo de Roma, movido pela defesa da jovem face à depravação do seu pai, o Papa Clemente VIII não perdoou os assassinos e Beatrix foi torturada e decapitada com apenas 22 anos. A sua história deu origem a criações em todos os domínios artísticos: pintura (o seu retrato na prisão atribuído a Guido Reni foi talvez executado por Elisabetta Sirani), literatura (Stendhal, Alexandre Dumas pai, Charles Dickens, Stefan Zweig), teatro (Alberto Moravia, Antonin Artaud), fotografia (Julia Margaret Cameron), escultura (Harriet Hosmer), cinema e ópera. A versão agora apresentada no TEC é da autoria de Graça P. Corrêa, inspirada na tragédia em verso do poeta gótico-romântico Percy Shelley. Tomando como fio condutor a narração de uma pintora da época, Artemisia Gentileschi – também ela vítima de abuso sexual e só celebrada pela sua notável e vasta obra em 2020 – este espetáculo lança luz sobre o contexto social e posteridade feminista desta figura mítica que se tornou num símbolo de resistência contra os abusos da Inquisição e da tirania patriarcal.

agradecimentos
FX ROAD LIGHT

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 169ª produção | 2021
OS GIGANTES DA MONTANHA de Luigi Pirandello

tradução
Luís Miguel Cintra
versão | dramaturgia
Graça P. Corrêa
encenação
Carlos Avilez
com Renato Pino e Rodrigo Aleixo
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
desenho de luz | selecção musical
Rodrigo Aleixo
movimento
Cláudia Nóvoa
voz
Ana Ester Neves
desenho de som
Hugo Neves Reis
direcção de cena
Rodrigo Aleixo
direcção de montagem
Rui Casares
montagem
Nuno Santana
assistência à montagem | operação de luz
Jorge Saraiva
costura
Luísa Nogueira, Mila Cunha, Pedro Rodrigues, Rosário Balbi
capas pintadas da entrada
João Quintão
assistência de figurinos, adereços e maquilhagem
Ricardo Reis
estagiários EPAOE-CENFA
Martim Rodrigues, Rita Gomes
fotografias de cena | grafismo
Ricardo Rodrigues
produção
Raul Ribeiro
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
bilheteiro
João Fialho
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro

distribuição
ILSE, a CONDESSA Maria Arrais, Carolina Faria, Laura Baptista
ILSE (do SONHO) Iris Cañamero, Daniela Miranda, Carolina Basto
O CONDE Gonçalo Almeida, Gonçalo Braga, Filipe Feio
DIAMANTE Carolina Loureiro, Aléxia Pinto, Inês Mafalda Matos
CROMO Luiz Rizo
SPIZZI Hugo Narciso, Benjamim Molder
BATALHA Sara Filipe, Madalena Marques, Manuel Diogo
SACERDOTE Manuel Diogo, Paulo Chiosa, Manuel Ruiz
LESMA Lara Faustino, Mariana Santos, Margarida Alves
COTRONE, o Mago Sérgio Silva
HEKATE, a Maga Maria Freire, Rivânia Saraiva, Mariana Cardoso
PIRILAMPOS Pedro Guerreiro, Rodrigo Silva, Tomás Vinhas
ANÃ QUAQUÈO Carolina Flores, Lia Vercesi, Carlota Guerreiro
DUCCIO DOCCIA Leonor Carvalho, Madalena Madruga, Beatriz Martins
SGRICIA Rivânia Saraiva, Iris Cañamero
MILORDINO Paulo Chiosa, Pietro Pianetti
MARA-MARA Guiomar Costa Salema, Ana Rita Vanzeller, Mariana Pires Vieira
MARIA MADALENA Mariana Valente
O ANJO CENTIUM Madalena Marques, Beatriz Martins, Daniela Miranda
GUARDIÕES DO ANJO CENTIUM Ana Lia/Lia Vercesi, Carolina Basto/ Inês Nunes
FANTOCHES Henrique Pires, Manuel Ruiz, Ema Subtil, Joana Peyroteo, Inês Nunes, Ana Falcão, Joana Cravo, Maria Rodrigues, Ana Lia, Vera Macedo, Joana Catalão, Catarina Nogueira, Ana Rita Fernandes
VIZINHA 1 Mariana Valente, Bruna Almeida, Nahawa Joseph
VIZINHA 2 Luna Silvestre, Leonor Carvalho, Laura Jesus

interpretação
Luiz Rizo, Sérgio Silva,
Aléxia Pinto, Ana Rita Vanzeller, Beatriz Martins, Benjamim Molder, Bruna Almeida, Carlota Guerreiro, Carolina Basto, Carolina Faria, Carolina Flores, Carolina Loureiro, Daniela Miranda, Filipe Feio, Gonçalo Almeida, Gonçalo Braga, Guiomar Costa Salema, Hugo Narciso, Inês Matos, Iris Cañamero, Lara Faustino, Laura Baptista, Laura Jesus, Leonor Carvalho, Lia Vercesi, Luna Silvestre, Madalena Madruga, Madalena Marques, Manuel Diogo, Marco Teixeira, Margarida Alves, Maria Arrais, Maria Freire, Mariana Cardoso, Mariana Santos, Mariana Pires Vieira, Mariana Valente, Nahawa Joseph, Paulo Chiosa, Pietro Pianetti, Rivania Saraiva, Sara Filipe (finalistas da ESCOLA PROFISSIONAL DE TEATRO DE CASCAIS)
e Ana Falcão, Ana Lia, Catarina Nogueira, Ema Subtil, Henrique Pires, Inês Nunes, Joana Catalão, Joana Cravo, Joana Peyroteo, Manuel Ruiz, Maria Rodrigues, Pedro Guerreiro, Rita Fernandes, Rodrigo Silva, Tomás Vinhas, Vera Macedo (alunos 2º ano da ESCOLA PROFISSIONAL DE TEATRO DE CASCAIS)

agradecimentos
Sociedade Musical de Cascais
Arq. Isabel Alvarenga – Fundação D. Luís I
e a todos os funcionários da Câmara Municipal de Cascais que colaboraram na realização deste espectáculo

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

Nós aqui acreditamos na realidade dos fantasmas: habitantes da terra não-humanos, espíritos da natureza de todos os géneros, que vivem no meio de nós, invisíveis, nos rochedos, nos bosques, no ar, na água, no fogo.
(Cotrone e Hekate, Os Gigantes da Montanha)

Os Gigantes da Montanha é uma fábula sobre o imenso valor da arte num mundo dominado por gigantes que só se preocupam com empreendimentos lucrativos e com o desenvolvimento incessante de máquinas que extraiam da montanha todos os recursos naturais, perseguindo uma lógica economicista que traduz constantemente a vida em cifrões.
Sendo a última peça (inacabada) de Luigi Pirandello, é um testamento acerca da magia da imaginação que preside a toda a verdadeira criação artística. É também uma despedida em que o autor sente a proximidade da morte e decide afirmar a alegria vital e caótica do teatro, a necessidade da paixão e do amor, o mistério do erotismo, a dimensão grotesca e irónica da vida.
A acção começa ao entardecer, quando o que resta de uma companhia delapidada de actores famintos (Cromo, Diamante, Batalha, Spizzi, Sacerdote e Lesma), liderados por uma vedeta delirante (a Condessa) e um mecenas falido (o Conde), chega com a sua carroça a uma mansão perdida num vale, junto a uma montanha. Esta mansão é um lugar fora do mundo, habitado por fantoches e aparições bizarras (Quaqéo, Duccia Doccia, Mara-Mara, Sgricia, Milordino, Maria Madalena, Anjo Centium, Vizinhas) e governado pela magia de Cotrone e de Hekate (na nossa versão), os quais têm o poder de “inventar a verdade” e invocar forças ocultas.
Na estética pirandelliana deste texto o riso é simultaneamente sério e cómico; os constantes jogos de desdobramento meta-teatrais denotam a impossibilidade de distinguir a ilusão da realidade, de encontrar uma dimensão autêntica do ‘eu’ para além das máscaras que se envergam ou da multiplicidade de ‘eus’ que existem em cada um de nós. Antecipando o teatro do absurdo, este relativismo pirandelliano vai buscar ao estilo grotesco uma estranha mistura de beleza com crueldade. Aqui e agora, no TEC 2021, evocou-nos tanto as paisagens metafísicas de Shakespeare (em A Tempestade) como as figuras caricatas da commedia dell’arte, e ainda as imagens e mitos populares do cinema de Fellini: é assim a arte. Esta é uma homenagem à imortalidade do teatro.

Graça P. Corrêa
Julho 2021

 

TEC Teatro Experimental de Cascais 168ª produção | 2021
HAMLET de William Shakespeare

versão | dramaturgia
Graça P. Corrêa
a partir da tradução de
Maria Adélia Silva Melo
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
coreografia
Rita Spider
apoio vocal
Ana Ester Neves
desenho de luz
Paulo Santos
desenho de som surround
Hugo Neves Reis
direcção de cena
Rodrigo Aleixo
produção
Raul Ribeiro
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
assistência de cenografia, figurinos e adereços
Ricardo Reis
assistência de desenho de luz
Maria João Arsénio

direcção de montagem
Rui Casares
operação de luzes | assistência de montagem
Jorge Saraiva
montagem
Nuno Santana
execução de figurinos
Rosário Balbi
costura
Mila Cunha, Palmira Abranches, Pedro Rodrigues, Queli Tavares, Teresa Balbi
assistência de figurinos e adereços
Ricardo Reis
maquilhagem
Fernando Alvarez, Ricardo Reis
fotografias de cena | materiais gráficos
Ricardo Rodrigues
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
bilheteira
Teresa Jerónimo
auxiliar de sala
Maria Freire
auxiliar de manutenção e limpeza
Clarisse Ribeiro

interpretação
Bárbara Branco, Elmano Coelho (Saxofone), Elmano Sancho, Flávio Gil, Gonçalo Almeida, Henrique Gomes, João Gaspar, João Pecegueiro, José Condessa em Hamlet, Luiz Rizo, Marco Sá Pedroso, Maria João Pinho, Miguel Amorim, Miguel Loureiro, Renato Pino,Rodrigo Cachucho, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real e João Vasco (voz off)

distribuição
Hamlet – José Condessa
Cláudio – Elmano Sancho
Gertrudes – Maria João Pinho
Polónio – Miguel Loureiro
Ophelia – Bárbara Branco
Horácio – João Gaspar
Laertes – Miguel Amorim
Rosencrantz – João Pecegueiro
Guildenstern – Henrique Gomes
Valtimand – Sérgio Silva
Cornélio – Teresa Côrte-Real
Marcelo – Rodrigo Cachucho
Bernardo – Flávio Gil
Francisco – Gonçalo Almeida
Reinaldo – Renato Pino
1º Actor – Luiz Rizo
2º Actor – Flávio Gil
3º Actor – Gonçalo Almeida
4º Actor – Marco Sá Pedroso
5º Actor – Rodrigo Cachucho
Coveiro – Miguel Loureiro
Ajudante do Coveiro – Flávio Gil
Fidalgo – Gonçalo Almeida
1º Marinheiro – Marco Sá Pedroso
Mensageiro – Gonçalo Almeida
Doutor em Teologia – Sérgio Silva
Osric – Renato Pino
Fortimbrás – Rodrigo Cachucho
Embaixador – Inglês Luiz Rizo
4 Estações | Clown – Teresa Côrte-Real
Clowns – Gonçalo Almeida, Henrique Gomes, João Pecegueiro, Marco Sá Pedroso
e Espectro – João Vasco (voz off)
Saxofonista – Elmano Coelho

Escrita entre 1599 e 1601 Hamlet, talvez a mais célebre peça de William Shakespeare e uma das mais icónicas personagens da literatura é, à primeira vista, uma tragédia de vingança que se inicia quando o Princípe da Dinamarca descobre que o pai foi assassinado pelo tio, Cláudio, usurpador do trono e agora casado com Gertrudes, mãe de Hamlet. Mas há algo de muito mais profundo neste texto que fala sobre a natureza humana e, sobretudo, sobre a vida e a morte, em duelos verbais que Hamlet mantém com as outras personagens ou em auto-reflexões sobre ele próprio – ou melhor – sobre nós, porque mesmo a mais de 400 anos de distância a alma humana, tal como a grandeza da peça, não se alterou.

agradecimentos
Cristiano Gomes, Gena Ramos, Helibrando Videira, Leocádia Silva, Eng. Nuno Videira, Eng. Paulo Nunes

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC 55anos
TEC Teatro Experimental de Cascais 167ª produção | 2020
YERMA de Federico García Lorca

tradução | dramaturgia
Miguel Graça
encenação
Carlos Avilez
cenografia|figurinos
Fernando Alvarez
música original
Pedro Jóia
coreografia
João Lara
desenho de luz
Rui Monteiro
desenho som surround | operação de som
Hugo Neves Reis
assistência de encenação | direcção de cena
Rodrigo Aleixo
direcção de montagem
Manuel Amorim
montagem
Rui Casares

operação e montagem de luz
Jorge Saraiva
assistência à montagem de luz
Zeca Iglésias
execução de figurinos
Rosário Balbi
costura
Luísa Nogueira, Mila Cunha, Palmira Abranches
assistência de figurinos e adereços
Ricardo Reis
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
registo vídeo
Miguel Ângelo Audiovisuais
produção
Raul Ribeiro
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
bilheteira
Joana Goldschmidt
frente-de-casa
Romana Sequeira
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro

Um Homem Andaluz
Federico Garcia Lorca (1898-1936) é um dos nomes mais notáveis da literatura espanhola e europeia do século XX. Conhecido sobretudo pela sua obra poética e dramática, escreveu uma célebre trilogia espanhola entre 1932 e 1936, constituída por Bodas de Sangue, Yerma e A Casa de Bernarda Alba, onde desmontou, com inteligência e poesia, uma sociedade católica, opressiva e dominadora, que se veio a transformar numa ditadura que durou décadas a ser derrubada.
Lorca, uma das primeiras vítimas desse regime, fuzilado por um misto de razões, políticas e homofóbicas, escreve em Yerma uma espécie de autobiografia sentimental em que a personagem de Yerma é um espelho do autor, incapaz de procriar, vítima da maledicência e profundamente infeliz por não ser capaz de seguir os cânones em que foi educado.
Lorca teve uma vida fulgurante, cheia de viagens, de sucessos e também de desilusões e morte. Mas se é verdade que teve na família o conforto financeiro e nos amigos a segurança de um apoio naquilo que ele queria ser (ou no que ele tinha de ser), também é verdade que foi criticado, gozado e maltratado por muitos. Tinha como alcunha, nalguns círculos de Direita pré-franquista, «o maricas do laço» mas manteve quase sempre a cabeça erguida e continuou uma viagem pela literatura e pela vida, escrevendo, amando, criando arte ao lado de figuras como Salvador Dalí, Luis Buñuel ou Rafael Alberti, pessoas com quem foi mantendo relações ambíguas, numa Espanha cheia de génios que se encontravam, degladiavam e se afastavam. E é assim que Yerma é, acima de tudo, uma peça sobre o afastamento, sobre a separação, não sobre a separação ou afastamento de figuras como Buñuel ou Dalí, mas sobre a nossa enorme incapacidade de lidar com o Outro, a mesma incapacidade que Yerma tem em relação a Juan ou vice-versa.
Creio que na literatura há dois tipos de escritores, aqueles que escrevem sobre os outros e aqueles que escrevem sobre eles próprios. Há muitos exemplos disso, Tennesse Williams escrevia sobre ele próprio enquanto Tchékov escrevia sobre os outros. Na verdade é tudo mais ou menos o mesmo e não há nisto qualquer juízo de valor, em ambos os casos pretende-se a universalidade da arte e, assim, Lorca foi universal ao escrever sobre ele próprio, mas Yerma é, talvez, a personagem mais autobiográfica que escreveu. Ela que é, em muitos momentos, esse Lorca ao mesmo tempo forte e frágil, ao mesmo tempo obrigado a uma moral e instigado a lutar contra ela, esse Lorca que é incapaz de parir e que é acusado de ser homossexual sem que tenha como contrariar isso, apenas porque não é contrariável. Yerma é Lorca em muitos momentos ou Lorca é Yerma em quase todos. É assim a literatura. É assim a vida. De certa maneira, somos todos «o maricas do laço» porque é muito difícil fazer parte de alguma coisa e, sobretudo, é muito difícil ser aceite na normalidade das coisas quando se sai fora dela.
Há muitos Lorcas e há muitas Yermas, não num sentido literal, mas metafórico, resta saber se, hoje, compreendemos o que Lorca escreveu no longínquo ano de 1934, sobre nós, uma vez que Lorca é Yerma e Yerma somos nós.

Miguel Graça

interpretação
Beatriz Domingues, Damian Iacob, Francisco Monteiro Lopes, Hugo Narciso, João Lara, João Pecegueiro, Luiz Rizo, Marco Sá Pedroso, Nuno Perestrelo, Renato Godinho, Renato Pino, Rita Calçada Bastos, Rita Silvestre, Rodrigo Cachucho, Rodrigo Tomás, Sara Matos, Sérgio Silva, Susana Luz, Teresa Côrte-Real

músicos
canto – Diego el Gavi
violino – Denys Stetsenko
flautas – Ahmed Suleiman
tempura, charamela, guitarra, percurssões, cumbush – Pedro Jóia
gravado misturado e masterizado no estúdio Gravissom por Fernando Gomes

distribuição
Yerma – Sara Matos
Juan – Renato Godinho
María – Rita Silvestre
Víctor – Rodrigo Tomás
Mulher Pagã – Rita Calçada Bastos
Primeira Lavadeira – Hugo Narciso
Segunda Lavadeira – Damian Iacob
Terceira Lavadeira – Marco Sá Pedroso
Quarta Lavadeira – Francisco Monteiro Lopes
Quinta Lavadeira – Rodrigo Cachucho
Sexta Lavadeira – Nuno Perestrelo
Primeira Cunhada – João Pecegueiro
Segunda Cunhada – Renato Pino
Primeira Rapariga – Beatriz Domingues
Segunda Rapariga – Susana Luz
Dolores – Teresa Côrte-Real
Primeira Velha – Luiz Rizo
Segunda Velha – Sérgio Silva
Primeira Mulher – Susana Luz
Segunda Mulher – Beatriz Domingues
Primeiro Homem – Sérgio Silva
Segundo Homem – Luiz Rizo
Macho – João Lara
Fêmea – Beatriz Domingues
Voz – Diego El Gavi

agradecimentos
Dr. António Ramalho, Leila Gomes, Leocádia Silva, Sofia Patrão, Escola Profissional de Teatro de Cascais, Museu Nacional do Teatro

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 166ª produção 2020 | coprodução Escola Profissional de Teatro de Cascais
CAMINO REAL de Tennessee Williams

versão | dramaturgia
Graça P. Corrêa
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
coreografia
Natasha Tchitcherova
canto e voz
Ana Ester Neves
desenho de som
Hugo Neves Reis
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
direcção de montagem
Manuel Amorim
montagem
Rui Casares
assistência à montagem
Jorge Saraiva

mestra de guarda-roupa
Rosário Balbi
execução de guarda-roupa
Luísa Nogueira, Mila Cunha
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
produção
Raul Ribeiro
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
assistência de figurinos, adereços e maquilhagem
Ricardo Reis
assistência ao espectáculo
David Balbi, Sofia Ramos
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro

interpretação
Francisco Monteiro Lopes, João Pecegueiro, Leandro Paulin, Luiz Rizo, Renato Pino, Rodrigo Cachucho, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real
e Ana Garcia, Baltasar Marçal, Beatriz Domingues, Carolina Ferrão, Damian Iacob, Daniela D’or, Diogo Guimarães, Diogo Letra, Diogo Nunes, Francisca Portela, Gabriela Neves, Inês Saramago, Inês Proença, Inês Ribeiro, Izabela Reis, Jaime Gamboa, Lara Santos, Lara Soares, Leandro da Costa, Marco Sá Pedroso, Maria Almeida, Maria Fonseca, Mariana Lopes, Matilde Graça, Nuno Perestrelo, Rita Roque, Rosana Marinho, Samanta Correia, Sara Jorge, Sofia Morais, Susana Luz, Tânia Ferreira, Tomás Canteiro (finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais)
Carolina Faria, Gonçalo Almeida, Iris Cañamero, Laura Baptista, Rivania Saraiva, Rodrigo Silva (alunos da Escola Profissional de Teatro de Cascais)

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

distribuição
Don Quixote – Francisco Monteiro Lopes
Sancho Panza – Leandro Paulin
Gutman – João Pecegueiro | Diogo Nunes | Diogo Letra
Aurora – Jaime Gamboa | Leandro Da Costa | Daniela D’or
Cacatua 2 – Matilde Graça | Gabriela Neves | Susana Luz
Guarda 1 – Rodrigo Cachucho | Tomás Canteiro | Marco Sá Pedroso
Guarda 2 – Diogo Letra | João Pecegueiro | Diogo Nunes
Jacques Casanova – Sérgio Silva
Prudence Duvernoy – Teresa Côrte-Real
Olímpia – Rosana Marinho | Mariana Lopes | Francisca Portela
Rosita – Ana Mendes | Izabela Reis | Ana Mendes
Oficial – Leandro Paulin
Sobrevivente – Laura Baptista
Vendedora 1 – Rivania Saraiva
Vendedora 2 – Tânia Ferreira
Vendedora 3 – Lara Santos | Samanta Correia | Maria Fonseca
Empregado de Mesa – Mariana Lopes | Lara Soares | Mariana Lopes
La Madrecita – Daniela D’or Daniela D’or Inês Saramago
Sonhadora – Íris Cañamero
A Cigana – Samanta Correia | Maria Fonseca | Lara Santos
Kilroy – Tomás Canteiro | Marco Sá Pedroso | Rodrigo Cachucho
Ama – Carolina Faria
Abdullah – Damian Iacob/Gonçalo Almeida | Jaime Gamboa | Nuno Perestrelo
Esmeralda – Beatriz Domingues | Inês Proença | Maria Almeida
Lord Mulligan – Baltasar Marçal | Baltasar Marçal | Leandro Da Costa
Lady Mulligan – Sara Jorge | Sara Jorge | Sofia Morais
Vagabundo – Diogo Guimarães | Diogo Guimarães | Jaime Gamboa
Barão de Charlus – Luiz Rizo
Lobo – Rodrigo Silva
Sra. Ratt – Carolina Ferrão | Carolina Ferrão | Rita Roque
Penhorista – Francisca Portela | Inês Ribeiro | Izabela Reis
Marguerite – Susana Luz | Matilde Graça | Gabriela Neves
Lord Byron – Renato Pino
Hóspede 1 – Lara Santos | Samanta Correia | Maria Fonseca
Hóspede 3 – Inês Saramago | Inês Saramago | Sara Jorge
Hóspede 4 – Tânia Ferreira | Rosana Marinho | Rosana Marinho
Hóspede 5 – Inês Proença | Maria Almeida | Beatriz Domingues
Hóspede 6 – Diogo Nunes | Diogo Letra | Tomás Canteiro
Saltimbanco Corcunda – Rivânia Saraiva
Agente de Viagens Rita Roque | Rita Roque | Carolina Ferrão
Piloto – Nuno Perestrelo | Nuno Perestrelo | Damian Iacob/Gonçalo Almeida
Passageiro – Leandro Paulin
Passageira – Laura Baptista
Instrutor de Medicina Legal – Lara Soares | Ana Mendes | Lara Soares
Aluno de Medicina Legal – Tânia Ferreira
Um Jovem Silencioso – Rodrigo Silva
Varredor – Leandro Paulin
Ajudantes Cigana – Rodrigo Silva,Nuno Perestrelo | Rodrigo Silva, Nuno Perestrelo | Rodrigo Silva, Gonçalo Almeida
Mulheres Ciganas – Inês Proença, Maria Almeida, Lara Santos, Maria Fonseca, Laura Baptista
Beatriz Domingues, Maria Almeida, Lara Santos, Samanta Correia, Laura Baptista
Beatriz Domingues, Inês Proença, Maria Fonseca, Samanta Correia, Laura Baptista
Homens Ciganos – Marco Sá Pedroso, Nuno Perestrelo, Diogo Nunes
Gonçalo Almeida, Nuno Perestrelo, Diogo Letra
Gonçalo Almeida, Tomás Canteiro, Diogo Guimarães

TEC Teatro Experimental de Cascais 165ª produção | 2020
BRUSCAMENTE NO VERÃO PASSADO de Tennessee Williams

versão | dramaturgia
Graça P. Corrêa
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
desenho de luz
Rui Monteiro
desenho de som surround
Hugo Neves Reis
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
direcção de montagem
Manuel Amorim
montagem
Rui Casares

operação e montagem de luz

Jorge Saraiva

mestra de guarda-roupa

Rosário Balbi

fotografias de cena

Ricardo Rodrigues

produção

Raul Ribeiro

secretariado

Maria Marques

contabilidade

Ana Landeiroto

bilheteira

Catarina Chora

assistência ao espectáculo

Gonçalo Braga, Marco Sá Pedroso

manutenção de guarda-roupa

Clarisse Ribeiro

interpretação
Bárbara Branco, Bernardo Souto, João Gaspar, Lídia Muñoz, Luísa Salgueiro, Manuela Couto, Teresa Côrte-Real

distribuição
VIOLET VENABLE mãe de Sebastian – MANUELA COUTO
Dr. CUKROWICZ psiquiatra – BERNARDO SOUTO
Miss FOXHILL secretária da Sra. Venable – LÍDIA MUÑOZ
GEORGE HOLLY irmão de Catharine – JOÃO GASPAR
Sra. HOLLY mãe de Catharine – TERESA CÔRTE-REAL
CATHARINE HOLLY sobrinha da Sra. Venable – BÁRBARA BRANCO
Irmã FELICITY cuidadora de Catharine em – St. Mary LUÍSA SALGUEIRO

Bruscamente no Verão Passado é considerado o texto cénico mais chocante de Tennessee Williams, sendo frequentemente o alvo favorito dos detratores da sua dramaturgia. Na época em que estreou, em 1958, a peça foi apreciada pela sua estrutura dramática aparentemente simples, mas ao mesmo tempo detestada pelo seu conteúdo “perturbador” de homossexualidade, violação, loucura e canibalismo. Poucos souberam reconhecer que se trata de um dos “romances Góticos mais férteis e rigorosamente compostos por Williams”, nas palavras de Vincent Canby, critico do New York Times; e que contém algumas das cenas mais poéticas e evocativas da obra de Williams. Bruscamente no Verão passado é uma história envolta em mistério. Tal como o Dr. Cukrowicz, psiquiatra que é convidado a dar o seu veredicto sobre o estado psíquico de Catharine, somos levados enquanto espectadores a entrar na estranha casa de Violet Venable e a descobrir lentamente o caminho para a verdade do que aconteceu com o seu filho Sebastian Venable, falecido subitamente no Verão passado em circunstâncias atrozes e inexplicáveis. Tal como Cukrowicz e Violet, todas as restantes personagens da peça parecem-nos atormentadas por um “horror” interno, contra o qual lutam para esquecer ou manter à distância ideias e experiências que não querem tornar conscientes.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 164ª produção | 2019
LULU de Frank Wedekind

versão | dramaturgia
Miguel Graça
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
desenho de luz
Rui Monteiro
desenho som surround
Hugo Neves Reis
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
assistência de desenho de luz
Zeca Iglésias
direcção de montagem
Manuel Amorim
direcção de cena
Rodrigo Aleixo
contra-regra | montagem
Rui Casares
assistência de montagem | operação de luz
Jorge Saraiva
operação de som
Hugo Neves Reis
execução de figurinos
Rosário Balbi

costura
Conceição Peixoto, Fátima Ribeiro, Luísa Nogueira, Palmira Abranches, Teresa Balbi
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro
assistência ao espectáculo
Filipe Feio, Gonçalo Almeida, Hugo Narciso, Patrícia Fonseca
assistência de adereços
Ricardo Reis
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
registo vídeo do espectáculo
MiguelÂngelo Audiovisuais
produção | comunicação
Paula Fernandes
produção executiva
Raul Ribeiro
bilheteira
Susana Clímaco (Complet’Arte)
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
assessoria jurídica
Isabel Almeida

interpretação
Bárbara Branco, Diogo Mesquita, Elmano Sancho, Francisco Monteiro Lopes,
Isac Graça, Joana Bernardo, João de Brito, João Pecegueiro, Luiz Rizo, Miguel Loureiro,
Rafael Carvalho, Rita Calçada Bastos, Rodrigo Cachucho, Ruy de Carvalho, Sérgio Silva

Biografias da Equipa

distribuição
Lulu – Bárbara Branco
Condessa Martha Geschwitz – Rita Calçada Bastos
Edvard Schwarz, pintor – Miguel Loureiro
Dr. Schöning, editor – Elmano Sancho
Alwa Schöning, seu filho, dramaturgo – Isac Graça
Dr. Goll – Luiz Rizo
Schigolch – João de Brito
Henriette, criada – Joana Bernardo
Dr. Bernstein – Rodrigo Cachucho
Rodrigo Quast, homem mais forte do mundo no Circo Belle Union – Diogo Mesquita
Puntschuh, banqueiro – Sérgio Silva
Gendarmes – Francisco Monteiro Lopes | Rodrigo Cachucho
Ferdinand, moço de estrebaria – João Pecegueiro
Criados – Francisco Monteiro Lopes | Rodrigo Cachucho
Casti-Piani – Miguel Loureiro
Mr. Hopkins – Ruy de Carvalho
Prostituta – Joana Bernardo
Kungu Poti – Rafael Carvalho
Jack – Elmano Sancho
Anjos – Francisco Monteiro Lopes | Rodrigo Cachucho

sinopse
Escrita pelo dramaturgo alemão Frank Wedekind, A Caixa de Pandora, de 1904, é a segunda parte do díptico Lulu, cuja primeira parte, de 1895, O Espírito da Terra, tinha já chocado o público da época pela forma crua e directa como tratava temas pouco abordados até à altura, como a homossexualidade, a pedofilia, o sadismo e a liberdade sexual.
Lulu, a personagem central, é ainda hoje alvo das mais variadas interpretações pela crítica, sendo ao mesmo tempo vista como um símbolo da femme fatale, sem escrúpulos, habilidosamente sedutora e sem sentimentos, uma espécie de visão misógina que Wedekind tinha do feminino, e ao mesmo tempo como uma das primeiras vozes de revolta contra a objectificação das mulheres.
Mais de um século depois da estreia, A Caixa de Pandora continua a ser uma peça polémica e actual e que nesta produção do Teatro Experimental de Cascais voltará a contar com a encenação de Carlos Avilez e as participações de Bárbara Branco, Elmano Sancho, Miguel Loureiro, Rita Calçada Bastos e Ruy de Carvalho entre outros actores.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 163ª produção | 2019
QUANDO JESUS VOLTOU À TERRA de Armando Martins

encenação
Rodrigo Aleixo
espaço cénico | figurinos
Fernando Alvarez
compositor de música original
João Gamory
apoio vocal
FF
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
montagem som/vídeo | operação som/vídeo
Hugo Neves Reis
montagem e operação luz
Jorge Saraiva
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
registo vídeo do espectáculo
MiguelÂngelo Audiovisuais
produção | comunicação
Paula Fernandes
produção executiva
Raul Ribeiro
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro
apoio ao espectáculo
Sara Pacheco

interpretação
Carolina Faria, Francisco Monteiro Lopes, Gonçalo Almeida, Gonçalo Braga, Hugo Narciso, João Klymenko, Leandro Paulín, Luiz Rizo, Marco Sá Pedroso, Maria Freire, Rafael Carvalho, Rodrigo Cachucho, Teresa Jerónimo.

distribuição
Jesus – Rafael Carvalho
Um Jovem – Hugo Narciso
O Soldado – Gonçalo Almeida
O Pacifista – Leandro Paulin
O Presidente da Assembleia da ONU – Luiz Rizo
1º delegado da ONU – Francisco Monteiro Lopes
2º delegado da ONU – Leandro Paulin
3º delegado da ONU – Rodrigo Cachucho
Uma Voz da galeria – Teresa Jerónimo
Uma Jovem – Carolina Faria
O Delegado do Vaticano – Gonçalo Braga
Um Filho – Francisco Monteiro Lopes
O Automobilista – Rodrigo Cachucho
A Prostituta – Teresa Jerónimo
O Mendigo – Francisco Monteiro Lopes
Narradores – Carolina Faria, Francisco Monteiro Lopes, Gonçalo Braga, Gonçalo Almeida, Hugo Narciso, João Klymenko, Leandro Paulín, Luiz Rizo, Marco Sá Pedroso, Maria Freire, Rodrigo Cachucho, Teresa Côrte-Real, Teresa Jerónimo

“Um dia Jesus resolveu descer do Céu e voltar à Terra para ver como estava o mundo ao fim de tantos anos… e cada vez que Jesus saía da igreja ficava muito desapontado…” Foi este o tema de uma redacção, dado por um professor italiano aos seus alunos, que inspirou Armando Martins Janeira para escrever a peça teatral QUANDO JESUS VOLTOU À TERRA, um mistério infantil.

A religião e a crença é muitas vezes discutida e colocada em dúvida pelos mais, ou menos, cépticos. Muito já se escreveu sobre as mensagens, as interpretações … e há cada vez mais dúvidas. Se Jesus existe, onde estava quando aconteceram as maiores catástrofes, os maiores atentados e crimes contra a humanidade? Existem nas diferentes religiões múltiplas formas de crença, mas muitas crêem esperançosamente no regresso de Jesus à terra. Estará próximo esse regresso? Para quando?
Este texto e este espectáculo não irão dar respostas a estas nem outras questões, nem é o pretendido. Tenta-se apenas, através de uma ficção da parusia, discutir e pensar sobre o Homem. A Humanidade evoluí de dia para dia, e a essa velocidade vêem-se também as maiores atrocidades cometidas pelo Homem.
Através deste mistério infantil, e da imaginação de jovens adolescentes abordaremos questões globais, fazendo recordar e pensar.
O elenco do espectáculo é composto maioritariamente por jovens actores, uns formados e outros ainda em formação, da Escola Profissional de Teatro de Cascais, e também pelos actores residentes do Teatro Experimental de Cascais.
A encenação é de Rodrigo Aleixo, jovem encenador, também formado pela Escola Profissional de Teatro de Cascais, que tem vindo nos últimos anos a dar os primeiros passos na encenação e colabora de forma regular com o Teatro Experimental de Cascais, enquanto assistente de encenação de Carlos Avilez.
O espectáculo realizar-se-á no espaço exterior da Casa Sommer – Arquivo Municipal, nos dias 26 e 27 de Setembro às 21h30, entrada livre.
Este espectáculo será também uma forma de homenagear o autor da peça, Armando Martins Janeira, diplomata, escritor, sociólogo e professor, figura influente da cultura em Portugal. Embaixador de Portugal em Tóquio, entre 1964 e 1971, foi muito importante nas ligações diplomáticas entre Portugal e Japão, fundando o Instituto dos Estudos Orientais e a Associação de Amizade Portugal-Japão.

agradecimentos
Embaixatriz Ingrid Bloser Martins, FF Fernando Fernandes, João Pecegueiro
Casino Estoril, Escola Profissional de Teatro de Cascais, Museu do Mar, Teatro Praga
E aos funcionários do Arquivo Histórico Municipal de Cascais – Casa Sommer

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 162ª produção | 2019
Co-produção Escola Profissional de Teatro de Cascais
* integra o 36º Festival de Almada (05 a 18 de Julho)
O SONHO de August Strindberg

versão | dramaturgia
Graça P. Corrêa
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
coreografia
Natasha Tchitcherova
voz | canto
Ana Ester Neves
apoio ao movimento
Cláudia Nóvoa e David Chan
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
desenho som surround | operação de som
Hugo Neves Reis
operação de luz
Jorge Saraiva
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
execução de figurinos
Rosário Balbi
fotografias de ensaio e cena
Ricardo Rodrigues
registo vídeo do espectáculo
MiguelÂngelo Audiovisuais
produção | comunicação
Paula Fernandes
produção executiva
Raul Ribeiro
secretariado
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
bilheteira
Sheila Madeira
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro
assistência de maquilhagem e adereços
Bruna Ortega e Sofia Shan

interpretação
com Miguel Amorim, Luiz Rizo, Renato Pino, Ruy de Carvalho, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real
com os finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais André Miguel, Beatriz Alencar, Beatriz Beja, Beatriz Gonçalves, Beatriz Guimarães, Beatriz Oliveira, Bruna Lima, Bruno Cruz, Carolina Ferraz, Catarina Chora, Catarina Mendonça, Catarina Silva, Constança Antunes, Diogo Viegas, Fernanda Guimarães, Francisco Mendes, Francisco Monteiro Lopes, Inês Chaveiro, Inês Lourenço, Inês Rocha, Inês Tiago Silva, Isabel Marques Mendes, Joana Goldschmidt, João Fialho, João Klymenko, Kuka Rosa, Leandro Paulin, Madalena Ghira, Margarida Rainho, Mariana Castro, Mariana Fonseca, Mariana Gonçalves, Mariana Guerreiro, Rafael Carvalho, Rita Boavida, Sara Rosa, Sofia Ramos, Teresa Jerónimo
e os alunos do 1º e 2º ano Baltasar Marçal, Beatriz Domingues, Carlota David, Carlota Guerreiro, Carolina Basto, Carolina Faria, Carolina Flores, Daniela D’Or, Daniela Miranda, Diogo Letra, Diogo Nunes, Filipe Feio, Gonçalo Braga, Gonçalo Peres, Henrique Caetano, Hugo Narciso, Inês Proença, Inês Ribeiro, Inês Saramago, Jaime Pinto Gamboa, Joana Raposo, Lara Soares, Laura Baptista, Leonor Carvalho, Madalena Madruga, Madalena Marques, Marco Sá Pedroso, Marco Teixeira, Maria Almeida, Maria Freire, Pietro Pianetti, Raquel Ferradosa, Rita Roque, Rita Vicente, Samanta Correia, Sara Filipe, Susana Luz, Tomás Garcia

distribuição
Indra – Ruy de Carvalho
Agnes – Beatriz Beja, Beatriz Oliveira, Inês Lourenço, Inês Tiago Silva
Âgnés – Catarina Chora, Inês Chaveiro, Beatriz Alencar, Teresa Jerónimo
Guardas de Honra – Filipe Feio | Hugo Narciso| Gonçalo Braga | Tomás Canteiro
Vidraceiro – Francisco Mendes, Leandro Paulin, João Fialho, Francisco Monteiro Lopes
Duplos Vidraceiros – Marco Sá Pedroso | Baltasar Marçal | Diogo Letra | Diogo Nunes | Henrique Caetano
Oficial Miguel Amorim, Rafael Carvalho, Diogo Viegas
Rapaz que dá arma a Oficial – Tomás Canteiro
Mãe / Dama Coquete / Mãe Edite – Teresa Côrte Real
Pai / Chanceler / Reformado – Sérgio Silva
Lina – Bruna Lima, Mariana Gonçalves, Catarina Mendonça, Fernanda Guimarães
Paredes – Daniela Miranda e Madalena Marques, Carolina Bastos e Laura Baptista, Madalena Madruga e Joana Raposo, Samanta Correia e Rita Roque, Inês Ribeiro e Raquel Ferradosa
Rapazes com Adereços – Filipe Feio (Pilha de Camisas), Hugo Narciso (Vela), Baltasar Marçal (Xaile), Marco Teixeira e Lara Soares (Caixão)
Casais (Duplos do Pai e Mãe) – Gonçalo Braga e Beatriz Domingos, Gonçalo Almeida e Rita Vicente, Henrique Caetano e Inês Proença, Beatriz Gonçalves e André Miguel, Carolina Ferraz e Tomás Canteiro, Margarida Rainho e Marco Sá Pedroso
Porteira do Teatro – Madalena Ghira, Joana Goldschmidt, Mariana Fonseca, Isabel Marques Mendes
Afixa-Cartazes – Carolina Ferraz, André Miguel, Carolina Ferraz, João Fialho
Duplos Afixa-Cartazes – Marco Sá Pedroso | Baltasar Marçal | Diogo Letra | Diogo Nunes | Henrique Caetano
Actrizes / Coristas – Carlota David | Maria Almeida | Susana Luz | Carolina Flores
Rapazes com Adereços – Diogo Letra (Colcha), Pietro Pianetti(Cadeira), Jaime Pinto Gamboa (Agulha), Marco Teixeira (Mantilha)
Raparigas com Adereços – Daniela D’or (Balde), Inês Figueiredo (Camaroeiro)
Primavera – Leonor Carvalho
Raparigas com Cestos de Fruta – Madalena Lago | Carlota Guerreiro | Carolina Basto | Laura Batista
Inverno – Pietro Pianetti
Rapariga com Vela – Lara Soares
Outono – Carlota Guerreiro
Vitória / Ela / Esposa Recém-Casada – Beatriz Gonçalves, Carolina Ferraz, Margarida Rainho
Bailarina/o – João Klymenko, Catarina Silva, Fernanda Guimarães, Maria Freire
Cantora – Beatriz Guimarães, Madalena Ghira
Cantoras – Daniela D’or | Inês Saramago | Daniela Miranda | Madalena Marques
Ponto do Teatro – Margarida Rainho, Mariana Castro, Bruno Cruz, Rita Boavida
Ele / Marido Recém-Casado – André Miguel, Tomás Canteiro, Marco Sá Pedroso
Figurantes (Marcha Triunfal | Aída de Verdi) – Beatriz Alencar, Beatriz Beja, Beatriz Gonçaves, Beatriz Oliveira, Bruna Lima, Catarina Chora, Catarina Mendonça, Catarina Silva, Diogo Nunes, Fernanda Guimarães, Inês Chaveiro, Inês Lourenço, Inês Rocha, Inês Tiago Silva, Isabel M. Mendes, Joana Goldschimidt, João Klymenko, Kuka Rosa, Madalena Ghira, Margarida Rainho, Mariana Castro, Mariana Fonseca, Mariana Gonçalves, Mariana Guerreiro, Pietro Pianetti, Rita Boavida, Rita Conceição, Teresa Jerónimo
Dançarinas – (Dança Escravas | Aída de Verdi) Daniela D’or | Rita Vicente | Carolina Basto | Beatriz Domingues | Raquel Ferradosa | Lara Soares |Carolina Faria | Susana Luz | Lara Baptista | Carlota Guerreiro | Samanta Correia | Joana Raposo | Rita Roque | Inês Ribeiro | Carlota David
Coro – (Mestres-Cantores de Wagner) Tomás Canteiro | Marco Sá Pedroso | Marco Teixeira | Gonçalo Peres | Hugo Narciso | Diogo Letra | Baltasar Marçal | Jaime Pinto Gamboa | Henrique Caetano | Filipe Feio | Maria Almeida | Madalena Marques | Madalena Madruga | Sara Filipe | Inês Saramago | Carolina Flores | Leonor Carvalho | Daniela Miranda | Maria Freire
Agentes da Polícia – Inês Proença, Gonçalo Braga
Advogado – Francisco Monteiro Lopes, Renato Pino, Leandro Paulin

distribuição
2 Rapazes com Adereços – Filipe Feio (Secretária), Hugo Narciso (Cadeira)
Secretário 1 / Carvoeiro 2 – Leandro Paulin, Francisco Monteiro Lopes
Secretário 2 / Carvoeiro 1 – Diogo Viegas, Rafael Carvalho
Cego / Don Juan Luíz Rizo
Arautos com Coroas de Espinhos – Hugo Narciso | Diogo Letra | Tomás Canteiro | Marco Sá Pedroso
Arautos – Jaime Pinto Gamboa | Henrique Caetano | Baltasar Marçal | Filipe Feio | Marco Teixeira | Gonçalo Braga | Diogo Nunes | Pietro Pianetti | Leonor Carvalho | Daniela Miranda | Madalena Lago | Madalena Marques | Maria Freire| Sara Filipe | Carolina Flores | Maria Almeida
Cristo c/ Manto – Gonçalo Almeida
Raparigas com Cruzes – Beatriz Domingues | Inês Saramago | Carolina Basto | Carlota David
Carpideiras – Beatriz Alencar | Beatriz Beja | Catarina Chora | Inês Lourenço | Inês Tiago Silva | Teresa Jerónimo
Edite – Sofia Ramos, Constança Antunes
Decano Teologia – Joana Goldschmidt, Mariana Fonseca, Isabel Marques Mendes, Mariana Gonçalves
Decano de Filosofia – Sara Rosa, Sofia Ramos, Constança Antunes
Decano de Medicina – Kuka Rosa, Rita Boavida, Mariana Castro, Catarina Silva
Decano de Direito – Inês Rocha, Sara Rosa, Bruna Lima, Catarina Mendonça
Kristin Catarina Silva, Kuka Rosa, Inês Rocha, Beatriz Guimarães
Mestre Escola – Constança Antunes, Beatriz Guimarães, Mariana Guerreiro, Carolina Ferraz
Mestre de Quarentena – Baltasar Marçal, Mariana Guerreiro, Sara Rosa, Diogo Letra
Poeta – João Fialho, João Klymenko
Figurantes Praia da Morte – (Guilhotina) Daniela D’Or | Marco Sá Pedroso ou Tomás Canteiro, (Cestos de Folhas Secas) Carolina Basto | Joana Raposo, (Chapéus Pretos) Susana Luz | Rita Vicente | Carlota Guerreiro | Rita Roque, (Muçulmanos e Muçulmanas) Gonçalo Braga | Gonçalo Almeida | Samanta Correia | Lara Soares, (Barco 1) Jaime Pinto Gamboa | Sara Filipe | Inês Ribeiro, (Barco 2) Raquel Ferradosa | Laura Baptista | Inês Saramago, (Máscaras) Inês Proença | Maria Freire | Beatriz Domingues | Leonor Carvalho | Carolina Flores, ( Máscaras) Daniela Miranda | Madalena Marques | Madalena Madruga | Maria Almeida
Criadas – Filipe Feio | Marco Teixeira | Hugo Narciso | Carlota David | Diogo Nunes
Chapéus Brancos – Beatriz Beja, Beatriz Oliveira, Bruno Cruz, Catarina Chora, Catarina Silva, Fernanda Guimarães, Inês Rocha, Inês Chaveiro, Mariana Guerreiro
Raparigas que Dançam Valsa – Daniela Miranda | Madalena Marques | Madalena Madruga | Maria Almeida | Susana Luz| Inês Proença | Maria Freire | Beatriz Domingues | Leonor Carvalho | Carolina Flores
Oficial da Marinha – Gonçalo Braga
Alice – Carolina Faria
Mulher das Bolas com Creme – Isabel Marques Mendes, Joana Goldschimidt
Alunos – André Miguel, Beatriz Alencar, Catarina Chora, Henrique Caetano, Inês Lourenço, Inês Tiago Silva, Isabel Marques Mendes, Joana Golschimidt, João Klymenko, Madalena Ghira , Marco Sá Pedroso, Mariana Fonseca, Renato Pino, Teresa Jerónimo, Tomás Canteiro
Amigo da Dama Coquete – Diogo Letra, Baltasar Marçal
Rapaz que leva cadeira de rodas – Henrique Caetano
Dama – Rita Vicente
Cavalheiro – Henrique Caetano
Três Crianças – Gonçalo Braga | Inês Proença | Maria Freire
Tripulação do Navio – Todos 1º e 2º Ano
Rapariga com Búzio – Maria Freire
Rapaz com Globo – Gonçalo Almeida
Bem-Pensante – Filipe Feio

O Sonho que Sonhei…
Este espetáculo significa para mim o sonho unificador de uma longa viagem no teatro. Por isso me sinto grato e imensamente feliz de que este Sonho faça parte do Festival Internacional de Almada 2019, no mesmo ano em que prestam homenagem à minha vida e obra no Teatro, através de uma exposição concebida por José Manuel Castanheira.
O Sonho que agora apresentamos é o de August Strindberg, escrito em 1901 e apresentado pela primeira vez na Suécia, em 1907. Com versão e dramaturgia de Graça Corrêa, trata-se de um texto precursor do expressionismo, do surrealismo e do Absurdo no teatro, de uma partitura de fragmentos que questiona o sentido da existência humana e a presença do Sagrado na vida e na morte.
Assim como o título original de Strindberg pode ser traduzido como “Uma peça que sonhei”, este é também o sonho que projetei e imaginei como encenador, num ano em que celebro 63 anos de teatro. Na terra deste Sonho, evoco as memórias de outras peças que encenei no TEC, muitas delas de um teatro eminentemente teatral, frequentemente absurdo ou de nonsense, através de reminiscências visuais e artefactos cénicos da minha viagem, num espaço composto pelo cenógrafo e figurinista Fernando Alvarez. Sonhamos por isso com as paisagens de Hieronymus Bosch e do próprio Strindberg (em pinturas lindíssimas que recentemente descobrimos); e com as imagens perturbadoras de Graça Morais e as mulheres angustiadas de Paula Rego, artistas de referência no meu trabalho criativo. Evoco igualmente, neste Sonho, ambientes sonoros e musicais e momentos marcantes: de canto, com o apoio da cantora lírica Ana Ester; e de dança, concebida pela bailarina-coreógrafa Natasha Tchitcherova.
Este Sonho é um verdadeiro encontro de vários sonhos. No âmbito do rejuvenescimento do nosso público e do lançamento de novos valores nas áreas da representação-como atesta o elevado número de atores que se formaram desde há 25 anos na EPTC em articulação com o TEC e que atualmente se destacam no teatro, no cinema e na ficção televisiva-este espetáculo coincide com a prova final de aptidão profissional de trinta e nove alunos finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais. O colectivo deste espetáculo conta com atores profissionais do TEC, de uma companhia com quase 54 anos de existência; e ainda com a interpretação do ator de prestígio e talento incontestáveis, Ruy de Carvalho. Numa verdadeira celebração do teatro no teatro, o elenco é complementado com a participação de trinta e nove alunos não-finalistas da EPTC, consolidando a perspectiva de integrar a formação com a produção teatral, que prosseguimos há 15 anos.
Desafiado pela estética onírica e violentamente absurda que sempre me apaixonou, este meu Sonho é como uma obra-vida da qual desconheço afinal o fim, porque estará em continua transformação, à espera do encontro com cada um dos espetadores que o irão rematar, usando da sua própria imaginação.

Carlos Avilez, Maio 2019

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 161ª produção | 2019
SOBREVIVENTES de Tito Lívio

encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
direcção de montagem
Manuel Amorim
montagem
Rui Casares
piano | operação de som
Hugo Neves Reis
montagem | operação de luz
Jorge Saraiva
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
fotografias de ensaios e cena
Ricardo Rodrigues

registo vídeo do espectáculo
MiguelÂngelo Audiovisuais
produção | comunicação
Paula Fernandes
produção executiva
Raul Ribeiro
secretariado | comunicação
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro
bilheteira
Sheila Madeira
assistência ao espectáculo
Rodrigo Cachucho

interpretação
Domingos Pinto Coelho, João Gaspar, Maria José Paschoal, Paula Sá, Soraia Tavares, Teresa Côrte-Real

As mulheres continuam, diariamente, a ser discriminadas por todo o mundo. No emprego, salários, direitos e privilégios, padrões de comportamento, numa educação e moral sexistas, no seio das várias igrejas, em casa e no amor, nas empresas e na politica, impedem a educação e visibilidade e , portanto, a participação plena em sociedade e o conhecimento. Enfim na vida de todos os dias e em todos os lugares.
Esta peça é uma homenagem a essas mulheres maltratadas pelos homens ou pela sociedade em que vivem, mas que, apesar dos seus traumas e dores, souberam seguir em frente e encontrar a sua própria voz e caminho. Essas são as verdadeiras heroínas a que dedico esta peça num panorama teatral em que tão pouco se escreve, tomando-as, não como objecto distante e desconhecido, mas, sim, como autêntico sujeito das suas próprias vidas e histórias.

Tito Lívio

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 160ª produção | 2019
O BEIJO DE JUDAS de David Hare

tradução | dramaturgia
Graça P. Corrêa
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
desenho som surround | operação de som
Hugo Neves Reis
assistência de ensaios | operação de luz
Jorge Saraiva
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
execução de figurinos
Rosário Balbi
costura
Conceição Peixoto, Fátima Figueiredo, Luísa Nogueira, Palmira Abrantes

costura de cortinas de cena
Anabela Costa
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
registo vídeo do espectáculo
MiguelÂngelo Audiovisuais
produção | comunicação
Paula Fernandes
produção executiva
Raul Ribeiro
secretariado | comunicação
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro
bilheteira
Sheila Madeira
assistência ao espectáculo
Beatriz Alencar, Leandro Paulín, Marco Sá Pedroso

interpretação
Joana Bernardo, João Gaspar, Miguel Amorim, Renato Godinho, Rodrigo Paganelli, Sérgio Silva, Tadeu Faustino

distribuição
Phoebe – Joana Bernardo
Arthur – Miguel Amorim
Moffatt – Sérgio Silva
Robert – Ross Tadeu Faustino
Alfred – Douglas João Gaspar
Oscar – Wilde Renato Godinho
Galileo – Rodrigo Paganelli

Escrita em 1998 pelo famoso dramaturgo britânico David Hare, a peça “Judas Kiss” ou “O Beijo de Judas” retrata dois momentos fundamentais na vida trágica do dramaturgo, romancista e crítico de arte, Oscar Wilde: o dia em que Wilde, após ter tomado conhecimento do veredicto de culpado por indecência flagrante e sentença a dois anos de prisão, mesmo assim decidiu não fugir de Inglaterra e consequentemente foi detido; e a noite, dois anos depois da pena cumprida e já em Itália, em que o seu amante (Lord Alfred Douglas ou Bosie), por quem Wilde tudo arriscou, acaba por o trair.
Trata-se de um texto comovente e infundido de indignação perante as consequências terríveis de uma posição ética intransigente – por parte de Oscar Wilde – num mundo social e íntimo marcado pelo medo e pela conformidade. De forma brilhante, a personagem de Oscar Wilde que nos surge retratada por Hare é multifacetada: alguém que tanto pode ser admirado pela sua integridade e convicção moral, como também lamentado pela sua tendência para a autodestruição.
David Hare é um dramaturgo britânico contemporâneo dos mais conhecidos, traduzidos e encenados internacionalmente. A sua obra é vasta e de enorme valor dramatúrgico, sendo composta por mais de três dezenas de peças de teatro e vários guiões cinematográficos, na sua maior parte de estética realista.
Em “O Beijo de Judas”, o dramaturgo explora dois incidentes na vida de Oscar Wilde dos quais pouco sabemos, para criar um texto cujo verdadeiro tema é o amor e a traição. A peça foi pela primeira vez produzida pelo Almeida Theatre, estreando-se no Playhouse Theatre de Londres, em Março de 1998.

O contexto da peça
Em 1895, o Marquês de Queensberry – encolerizado pelos boatos sobre a relação amorosa do seu filho Lord Alfred Douglas com o dramaturgo irlandês Oscar Wilde – entrou no clube que Wilde habitualmente frequentava e deixou-lhe um recado escrito, acusando-o de ser sodomita. Quando Wilde decidiu responder a este desafio, através de um processo criminal por difamação contra Queensberry, o Marquês retaliou com uma lista de jovens dispostos a testemunhar contra Wilde, os quais mandou procurar por toda a cidade de Londres. Apesar de ter conhecimento desta lista comprometedora, Wilde insistiu no seu caso contra o Marquês. Dois dias depois do seu processo de difamação ter sido rejeitado, o próprio Wilde tornou-se réu de um processo público de acusação, nos termos da Secção 11 do Acto de Emenda à Lei Criminal de 1886, o qual considerava uma ofensa criminal todos os “actos de indecência flagrante com outras pessoas do sexo masculino”. A 19 de maio de 1897, Wilde foi libertado após dois anos na prisão. Partiu imediatamente para o estrangeiro e nunca mais voltou a Inglaterra até à sua morte, que ocorreu em 1900.

Graça P. Corrêa

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 159ª produção | 2018
NINGUÉM É GARRETT de José Jorge Letria

encenação
Rodrigo Aleixo
espaço cénico | figurinos
Fernando Alvarez
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
montagem
Jorge Saraiva
montagem som | operação de som
Hugo Neves Reis
execução de figurinos
Rosário Balbi

fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
registo vídeo do espectáculo
MiguelÂngelo Audiovisuais
secretariado | comunicação
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro
bilheteiro/apoio ao espectáculo
Marco Sá Pedroso
imagem do cartaz
Fernando Alvarez

interpretação
Beatriz Beja, João Pecegueiro, Luiz Rizo, Pedro Russo, Rodrigo Cachucho, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real

distribuição
Gomes de Amorim – João Pecegueiro
Gonçalves – Rodrigo Cachucho
Criado – Pedro Russo
Almeida Garrett – Luiz Rizo
Maria Adelaide – Beatriz Beja
Rosa de Montufar – Teresa Côrte-Real
Alexandre Herculano – Sérgio Silva

sinopse
Ninguém é Garrett decorre em 1854, na confortável sala de estar da nova casa de Almeida Garrett em Santa Isabel, Lisboa, naqueles que serão os seus últimos dias de vida. Gomes de Amorim e Gonçalves, dois amigos de Garrett até à sua morte, preparam tudo ansiosamente para receber o autor, de modo a que nada lhe falte.
Num texto que nos fala de relações e Amizade, é-nos dada a conhecer a forte ligação com os escritores Gomes de Amorim e Alexandre Herculano. Bem como a paixão sofrida que mantém com Rosa de Montufar, a Viscondessa da Luz, com quem trocou as mais lindas cartas de amor.
O Teatro Experimental de Cascais volta assim a levar a cena um texto inédito de José Jorge Letria, regressando ao Museu Condes de Castro Guimarães, espaço emblemático de Cascais, com uma encenação de Rodrigo Aleixo, jovem encenador saído da Escola Profissional de Teatro de Cascais.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 158ª produção | 2018
PETER E ALICE de John Logan

tradução | dramaturgia
Miguel Graça
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
coreografia
Natasha Tchitcherova
direcção de montagem
Manuel Amorim
chefia de montagem | contra-regra
Rui Casares
desenho som surround | operação de som
Hugo Neves Reis
operação de luz
Jorge Saraiva

assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
execução de figurinos
Rosário Balbi
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
registo vídeo
Miguel Ângelo Audiovisuais
secretariado | comunicação
Inácia Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro
assistência de cenografia, figurinos e adereços
Gabriela Gomes, Irina de Falco, Ricardo Reis

interpretação
Bruno Bernardo, João de Brito, José Condessa, Lia Gama, Luís Lobão, Madalena Almeida, Miguel Amorim

distribuição
Peter Llewelyn Davies – José Condessa
Alice Liddel Hargreaves – Lia Gama
Lewis Carroll (Rev. Charles Dodgson) – Luís Lobão
James W. Barrie – João de Brito
Peter Pan – Bruno Bernardo
Alice no País das Maravilhas – Madalena Almeida
Arthur Davies – Miguel Amorim
Reginald Hargreaves – Miguel Amorim
Michael Davies – Miguel Amorim

Peter e Alice
Baseada num breve encontro em 1932 entre Peter Llewelyn Davies, um dos rapazes que deu origem a Peter Pan, e Alice Liddell Hargreaves, a inspiração para Alice no País das Maravilhas, Peter e Alice é uma peça marcada pelo confronto entre a memória e a fantasia, entre a juventude e a velhice, e o sonho e a realidade.
Escrita em 2013 pelo dramaturgo americano John Logan, autor de peças como Vermelho e de diversos argumentos cinematográficos que já lhe valeram várias nomeações para o Oscar, a obra explora a questão da identidade, de quem somos verdadeiramente, se apenas o que os outros vêem e julgam saber sobre nós, ou algo mais profundo, oculto, que define a nossa real essência. É nesse sentido que surge a pergunta que se mantém ao longo de todo o texto: quem é mais real, Peter Davies ou Peter Pan, Alice Liddell ou Alice no País das Maravilhas?
De referir que Peter e Alice marca também o regresso de Lia Gama ao palco do Teatro Experimental de Cascais em mais uma encenação de Carlos Avilez.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 157ª produção | 2018
O MARINHEIRO de Fernando Pessoa

encenação
Carlos Avilez
figurinos
Fernando Alvarez
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
desenho som e operação som
Hugo Neves Reis
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo

fotografias
Ricardo Rodrigues
registo vídeo
MiguelÂngelo Audiovisuais
secretariado | comunicação
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
apoio ao espectáculo
Gabriela Gomes, Irina de Falco e Ricardo Reis
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro

interpretação
João Pecegueiro, José Matos de Oliveira, Rafael Carvalho

distribuição
Primeira Veladora – José de Matos Oliveira
Segunda Veladora – João Pecegueiro
Terceira Veladora – Rafael Carvalho

A peça O Marinheiro foi escrita nos dias 12 e 13 de Outubro de 1913 e nunca chegou a ser representada na presença do autor. Mesmo hoje, são poucas as encenações desta peça a que Fernando Pessoa subintitulou «drama estático». O Marinheiro é uma das obras mais reveladoras de uma das muitas facetas daquele que Harold Bloom considerou como um dos autores chave do cânone ocidental.

espectáculo integrado em CASCAIS2018-Capital Europeia da Juventude

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 156ª produção | 2018
CRISTO RECRUCIFICADO de Nikos Kazantzakis

adaptação e dramaturgia
Graça P. Corrêa
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos | adereços
Fernando Alvarez
coreografia
Natasha Tchitcherova
desenho de luta
David Chan
voz e canto
Ana Ester Neves
contexto histórico | apoio à dramaturgia
Ana Coelho, Miguel Graça
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
desenho som surround | operação som
Hugo Neves Reis
assistência de ensaios | operação luz
Jorge Saraiva
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
mestra de costura
Rosário Balbi
costura
Estela Costa, Luísa Nogueira
fotografias de ensaios e cena
Ricardo Rodrigues
registo vídeo
MiguelÂngelo Audiovisuais
secretariado | comunicação
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
bilheteiro
Rodrigo Aleixo
apoio ao espectáculo
Inês Pantaleão, Rúben Costa
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro
imagem do cartaz
José Rodrigues
co-produção
Escola Profissional de Teatro de Cascais

agradecimentos
Eugénio Roque | Associação Humanitária dos Bombeiros dos Estoril | Leroy Merlin | Loja do Cavalo | Fundação José Rodrigues | Pastelaria Guerreiro

interpretação
com David Balbi, Henrique Carvalho, João Craveiro, João Pecegueiro, João Santos, José Condessa, José Matos de Oliveira, Luiz Rizo, Pedro Russo, Renato Pino, Ricardo Castro, Ruy de Carvalho, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real, Tobias Monteiro
com os finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais Alicia Murraças, Ana Marta Martins, Bárbara Branco, Beatriz Castel-Branco, Beatriz Dobbins, Bernardo Mayer, Caio Almeida, Cátia Pimpista Mendes, Daniela Santos, Dany Marques, Duarte Arriaga, Ema Pais, Eva Dória, Filipa Marques, Filipa Santos, Francisca Homem, Francisca Santos Joaquim, Gabriela Camarneiro, Inês Lopes, Jéssica Fernandes, Joana Bernardo, Joana Soares, Joaquim Lopes, Júlio Magro, Karina Ramos Fortes, Larisa Balazs, Leonor Gaudêncio Grilo, Luís Coimbra, Maria Andrade, Maria Romana, Maria Roque, Mariana Lameirão, Mariana Recto, Marisol Oliveira, Martina Costa, Patrícia Fonseca, Rita Mata, Rita Ramalho, Solange Neto, Vanessa Abrantes, Vasco Rafael
e os alunos do 1ª e 2º ano André Miguel, Baltasar Marçal, Beatriz Alencar, Beatriz Beja, Beatriz Gonçalves, Bruno Cruz, Carolina Ferraz, Catarina Chora, Catarina Silva, Constança Antunes , Diogo Nunes, Diogo Viegas, Francisca Portela-Santos, Francisco Monteiro Lopes, Inês Chaveiro, Inês Saramago, Inês Silva, Joana Goldschmidt, Jaime Pinto Gamboa, Joana d’Oliveira, João Fialho, João Klymenko, Leandro Paulin, Marco Sá Pedroso, Margarida Rainho, Maria Almeida, Mariana Fonseca, Mariana Lopes, Matilde Santos, Rafael Carvalho, Sara Pacheco, Sara Rosa, Sofia Ramos, Teresa Jerónimo, Tomás Canteiro

distribuição
Agá – João Craveiro
Youssufaki – Dany Marques, Pedro Russo
Hussein Muchtar – David Balbi
Ibraim – João Fialho
Marta – Cátia Pimpista Mendes, Ema Pais, Francisca Homem, Leonor Gaudêncio Grilo, Patrícia Fonseca
Kostantis – Caio Almeida
Alexa – Filipa Marques, Maria Roque, Martina Costa, Patrícia Fonseca, Solange Neto
Dimitri – Francisco Monteiro Lopes, Vasco Rafael
Professor – Ruy de Carvalho
Padre Grigori – Sérgio Silva
Mariori – Filipa Santos, Francisca Santos Joaquim, Inês Lopes, Mariana Recto, Joana Bernardo, Rita Ramalho
Panayotis – Henrique Carvalho, Júlio Magro
Yannakos – Duarte Arriaga, José Matos de Oliveira
Michelis – Dany Marques, Pedro Russo, Vasco Rafael
Manolios – Bernardo Mayer, João Pecegueiro, José Condessa
Katerina – Bárbara Branco, Larisa Balazs, Maria Andrade, Maria Romana, Mariana Lameirão
Maria Madalena – Bárbara Branco, Maria Andrade, Solange Neto
Mãe Refugiada – Bárbara Branco, Duarte Arriaga, Leonor Gaudêncio Grilo
Nikólio – Joaquim Lopes
Lénio – Ana Marta Martins, Beatriz Castel-Branco, Daniela Santos, Gabriela Camarneiro, Joana Soares, Maria Roque
Patriárquias – Luiz Rizo
Capitão-Tempestade – Ricardo Castro
Madalénio – Teresa Côrte-Real
Ladas – Renato Pino
Penélope – Ema Pais, Cátia Pimpista Mendes, Larisa Balazs
Mulher 1 – Likovrissi Daniela Santos, Mariana Recto
Mulher 2 – Likovrissi Joana Bernardo, Martina Costa
Mulher 3 – Likovrissi Alícia Murraças, Beatriz Dobbins, Eva Dória, Jéssica Fernandes, Karina Ramos Fortes, Vanessa Abrantes
Mulher 4 – Likovrissi Eva Dória, Filipa Santos, Marisol Oliveira
Perséfone – Alícia Murraças, Eva Dória, Beatriz Dobbins, Jéssica Fernandes, Karina Ramos Fortes, Vanessa Abrantes
Antonis – João Santos
Dimos – Leandro Paulin
Padre – Photis Tobias Monteiro
Lukas – Luís Coimbra
Mulher 5 Refugiada – Maria Romana, Rita Mata, Rita Ramalho
Mulher 6 Refugiada – Leonor Gaudêncio Grilo, Mariana Lameirão
Mulher 7 Refugiada – Francisca Homem, Francisca Santos Joaquim
Despínio – Gabriela Camarneiro, Inês Lopes

Considerado um dos escritores gregos mais importantes do século XX, Nikos Kazantzakis nasceu em 1883 na ilha de Creta (ainda sob o domínio turco), e faleceu de leucemia na Alemanha em Outubro de 1957; finalizou o curso de Direito na Universidade de Atenas e estudou Filosofia na Universidade de Sorbonne, em Paris. Tendo vivido uma boa parte de sua vida fora da Grécia, Kazantzakis escreveu ensaios filosóficos, poemas, peças de teatro, livros de viagem e vários romances, entre os quais se destacam: Vida e proezas de Aléxis Zorbás (1946), que deu origem ao famoso filme Zorba, o Grego (1964); A Última Tentação de Cristo (1955), adaptado ao cinema por Martin Scorsese (1988); e Cristo Recrucificado (1954). A acção de Cristo Recrucificado decorre em 1922-23 na região da Anatólia, na aldeia Grega de Licovrissi (local inventado pelo autor), a qual está sob o domínio Turco desde o armistício da Primeira Grande Guerra. Nesta comunidade cristã ortodoxa, a cada sete anos, cabe ao Conselho dos Notáveis designar os habitantes que irão encarnar as figuras bíblicas da Paixão de Cristo durante a Semana Santa. Por coincidência ou predestinação, assim que os encarregam de representar estes papéis, o pastor Manólios (Cristo), o taberneiro Kostantis (Tiago), o almocreve Yannakos (Pedro) e o jovem proprietário Michelis (João) são confrontados com uma multidão de refugiados Gregos, esfomeados e doentes, que tendo sido expulsos da sua aldeia pelos Turcos, caminham há mais de três meses em busca de hospitalidade e auxílio humanitário. Com a chegada dos refugiados, a aldeia irá dividir-se em dois campos opostos de acção ética: a de uma “moral fechada” ou “religião estática”, convencional; e a de uma “ética aberta”, ou experiência mística “dinâmica”, revolucionária. Em França, o romance de Kazantzakis foi imediatamente adaptado ao cinema com o título Celui qui doit mourrir (Aquele que deve morrer), realizado por Jules Dassin em 1957; e pouco depois ao teatro, numa versão da autoria de François Daviel publicada no Avant-Scène em 1962. Carlos Avilez foi convidado por Amélia Rey-Colaço a encenar essa adaptação no Teatro Nacional em 1968, mas a realização da peça não foi autorizada pela censura. Cinquenta anos depois, no contexto das vagas de migração globais, em que a cada minuto vinte-e-quatro seres humanos estão a ser violentamente desalojados (por razões políticas, religiosas, económicas e ambientais), a obra de Kazantzakis adquire uma actualidade premente. Na nova adaptação do romance ao teatro que agora apresentamos, optei não só por retomar episódios cruciais previamente omitidos na versão francesa, mas sobretudo por destacar e dar visibilidade a personagens femininas cujas acções na esfera doméstica e social (ou manifesta falta delas) tinham sido abreviadas ou até mesmo esquecidas. Neste sentido, é importante verificar como Kazantzakis denuncia o medo que atravessa e envenena as relações humanas na esfera doméstica, enquanto motor secreto do autoritarismo característico das sociedades patriarcais. Com efeito, embora nos fale de experiências etnográficas específicas a um determinado contexto social, Cristo Recrucificado adopta uma postura universalista para abordar a questão dos migrantes e refugiados, em que a migração forçada de seres humanos é retratada como o resultado de interesses socioeconómicos e políticos à escala global. Deste modo, o texto oferece uma reflexão ética extremamente actual sobre a corrupção e a manipulação social exercida por líderes políticos populistas e religiosos fanáticos, assim como uma reflexão sobre os conceitos filosóficos e práticas existenciais de identidade, alteridade e empatia.Influenciado pela filosofia vitalista de Henri Bergson, cujas palestras frequentou em Paris, nesta sua obra Kazantzakis sugere que matéria e espírito são indistintos; e que o conhecimento tanto pode ser possibilitado pela inteligência como através da intuição. Uma intuição que pressupõe uma afinidade com a totalidade de tudo o que vive e portanto dá lugar à experiência mística, cujo critério distintivo não é nem contemplação nem êxtase, mas sim acção atravessada pelo élan vital original, pelo élan do amor.

Graça P. Corrêa

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 155ª produção | 2018
UM RAPAZ CHAMADO RUPERT PARTIU-TE O NARIZ COM UM PAU? de Guilherme Pelote
Prémio Teatro Jovem TEC | Cascais 2018

dramaturgia
Miguel Graça
encenação
Carlos Avilez
cenografia e figurinos
Fernando Alvarez
coreografia
Natasha Tchitcherova
desenho de luta
David Chan
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra e montagem
Rui Casares
desenho som surround e operação som
Hugo Neves Reis
assistência de ensaios e operação luz
Jorge Saraiva
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo

assistência de contraregra
David Balbi
costura
Rosário Balbi
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
registo vídeo
Miguel Ângelo Audiovisuais
secretariado e comunicação
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
bilheteiro
Rodrigo Aleixo
apoio ao espectáculo
Nádia Hanyeli, Patrícia Fonseca
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro

espectáculo integrado em
CASCAIS2018-Capital Europeia da Juventude

interpretação
Bárbara Branco, Beatriz Achemann, Djucu Dabó, Joana Bernardo, João Pecegueiro, José Condessa, José Matos de Oliveira, Luiz Rizo, Mariana Pinheiro, Rita Calçada Bastos, Rita Sombreireiro, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real

distribuição
Ele/Billy – José Condessa
Ela – Bárbara Branco
Mr. Robertson – Sérgio Silva
Mrs. Robertson – Teresa Côrte-Real
Rupert – João Pecegueiro
Flynn – José Matos De Oliveira
Fiona – Rita Sombreireiro
Ralph – Sérgio Silva
Louise – Teresa Côrte-Real
Maxy – Luiz Rizo
Franny – Rita Calçada Bastos
Cissy – Djucu Dabó
Mathilda – Joana Bernardo
Jenny – Mariana Pinheiro
Lyndsay – Beatriz Achemann
Voz Off – Maria Marques

agradecimentos
Filipa Basto, Olga José, Rafael Pelote

Numa peça que se situa nos dias de hoje, são muitas as referências do passado e presente que contribuíram para o desenrolar da ação de Um rapaz chamado Rupert partiu-te o nariz com um pau? Tudo começou no aeroporto, um espaço com muitas particularidades, onde a necessidade de descrever o meu comportamento e interação com o local numa folha em branco começou a florescer. Estando sozinho no aeroporto, uma personagem feminina surgiu e sentou-se ao meu lado. Uma relação começou a desenvolver-se e, rapidamente, a imaginação transportou a história a outros lugares, um clube de jazz e um cinema onde no espaço de uma semana dois desconhecidos partilhavam o mesmo destino em direção a Londres. Um escritor e a personagem da sua peça, dois seres fictícios. Com três espaços definidos, como é que o passado de um ser humano influencia o seu comportamento perante os outros e perante estes mesmos locais? Partindo desta ideia surgiu um recreio, um baile e um jantar de família, três acontecimentos do passado com influência direta no comportamento do escritor perante a personagem que vai escrevendo e perante os espaços onde a ação se desenrola. Nesta perspetiva, pode-se então concluir que a peça aborda temas como a incapacidade de nos relacionar com outros seres humanos e a necessidade de encontrar um refúgio onde seja possível expressar os ideais que nos caracterizam, visto que conflitos surgem por discórdia de ideais ou inveja dos atributos de outro ser humano, maioritariamente. Somos todos diferentes. Dentro destas temáticas e desenvolvendo uma linguagem própria, obras como A vida é sonho e Carnage serviram como inspiração de suporte para os temas abordados na peça. A primeira, obra de Calderón de la Barca, questiona se um sonho não é mais real que a realidade, e se a própria realidade não é um sonho. A segunda, filme de Roman Polanski, explora o comportamento infantil de quatro adultos que tentam encontrar uma solução pacífica entre ambos, quando os filhos se envolveram numa disputa e um atingiu o outro na cara com um pau. Ambos ajudaram na relação fictícia/sonhadora entre o escritor e a personagem e o momento em que Rupert atinge Billy com um pau, respetivamente. Por consequência, a visão pessimista e sarcástica de Woody Allen em relação à existência, o ritmo frenético de Aaron Sorkin ou o humor negro de Martin McDonagh, são igualmente fontes de inspiração num estilo com o qual me identifico. Assim sendo, concluo transmitindo que a peça é direcionada para os dias de hoje em termos de temáticas e estética, referências materiais expostas na ação, sendo que o objetivo de “esticar” a realidade ao máximo, utilizando situações extravagantes, mas inerentes à condição humana, é talvez o princípio de maior importância que serviu de guia para escrever a peça.

Guilherme Pelote

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 154ª produção | 2018
AS YOU LIKE IT
COMO VOS APROUVER de William Shakespeare

tradução
Fátima Vieira
dramaturgia
Miguel Graça
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
música original
Tiago Machado
coreografia | movimento
Natasha Tchitcherova
desenho de lutas
David Chan
apoio vocal
FF
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
desenho som surround | operação de som
Hugo Neves Reis
assistência de ensaios | operação de luz
Jorge Saraiva

assistência de encenação | bilheteiro
Rodrigo Aleixo
assistência à contra-regra
David Balbi
execução de figurinos
Rosário Balbi
costura
Fátima Ribeiro, Filomena Paulo, Helena Figueiredo, Luísa Nogueira, Marta Vieira
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
registo vídeo
MiguelÂngelo Audiovisuais
secretariado | comunicação
Maria Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro
assistência ao espectáculo
Marisol Oliveira, Nádia Hanyeli

espectáculo integrado no protocolo celebrado com
o CETAPS-Centre for English, Translation, and Anglo-Portugueses Studies da Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade do Porto

interpretação
Bárbara Branco, Francisco Côrte-Real, João de Brito, João Fialho, João Pecegueiro, João Santos, José Condessa, José Matos de Oliveira, Luiz Rizo, Maria Ana Filipe, Pedro Peças, Pedro Russo, Rafael Carvalho, Renato Godinho, Renato Pino, Ricardo Castro, Rita Sombreireiro, Ruy de Carvalho, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real e Tomás Alves

distribuição
Orlando de Boys – José Condessa
Adão – Ruy De Carvalho
Olívio de Boys – João De Brito
Dinis – João Santos
Carlos – Francisco Côrte-Real
Rosalinda/Ganimedes – Bárbara Branco
Célia/Aliena – Maria Ana Filipe
Bitolas – Renato Godinho
Le Beau – Renato Pino
Duque Frederico – Sérgio Silva
1º Nobre – Pedro Russo
2º Nobre – José Matos Oliveira
Duque Sénior – Luiz Rizo
Amiens – Pedro Peças
Corino – Ricardo Castro
Sílvio – João Pecegueiro
Jaques – Tomás Alves
Aurora – Teresa Côrte-Real
Sr. Olívio Borratexto – Pedro Peças
Febe Rita – Sombreireiro
Guilherme – João Santos
Primeiro Couteiro – Renato Pino
1º Pajem – José Matos Oliveira
2º Pajem – Pedro Russo
Jacques de Boys – Renato Pino
Himeneu – Rafael Carvalho
A Personagem – João Fialho

agradecimentos
Paula Fialho, Sociedade Estoril-Sol

Não tenho conhecimento de algum tradutor português de As You Like It que tenha tido a irreverência de seguir a sugestão de George Bernard Shaw sobre a difícil interpretação desta difícil comédia de Shakespeare. Com a tónica no you, Shaw defendia que a peça é como “nós” (o público) gostamos: cheia de “bons” e “maus” (pessoas e lugares) quase infantis, de amores eternos nascidos apenas de um olhar e de redenções inexplicáveis motivadas por um encontro casual ou uma simples mudança de humor. O título é, aliás, motivo de discussão. Desde a Antiguidade que a regra era quase sempre cumprida: o nome do herói trágico anunciava uma tragédia (Rei Lear ou Hamlet), enquanto que o motivo do enredo determinava o título da comédia (Sonho de uma Noite de Verão ou Muito Barulho por Nada). Nesse sentido, parece que o desenrolar da acção é “como nós gostamos” ou então, no máximo, como sugere Harold Bloom, como Rosalinda gosta, uma vez que ela se apresenta como uma espécie de Próspero sem artes mágicas, manipulando os amores que vão nascendo e crescendo entre os vários pares de amantes. Mas se nos inclinarmos para a primeira hipótese, de que será, então, que nós gostamos, o que quereremos ver em cena para depois vermos na vida? Shakespeare, profundo conhecedor do ser humano, apresenta uma resposta muito clara a essa pergunta: gostamos sobretudo da vitória do Bem sobre o Mal – de finais felizes – e para isso é preciso que exista Amor (já agora, com muita tensão sexual) e não desamor. O problema é que se tudo fosse tão simples a nossa existência estaria rodeada de felicidade e, assim, a acção da peça termina antes da consumação dos casamentos e antes de todos (ou quase todos) abandonarem a Floresta de Arden – local imaginário, uma espécie de antigo Éden onde quase tudo é perfeito e a ausência de intrigas permite o desenrolar de todos estes amores – como se Shakespeare nos quisesse dizer que mesmo sendo a acção como nós gostamos (ou melhor, como nós gostaríamos que ela fosse), ela não corresponde à realidade.
Mas As You Like It não é, obviamente, apenas um lamento irónico de um autor que quer servir a vontade do público. O texto, que tem como principal tema o Amor, apresenta-o de diversas formas, por vezes até contraditórias, pondo em evidência a relação de Rosalinda/Ganimedes com Orlando e assim, a questão de género, mas que podemos alargar para credo, idade, cor da pele ou qualquer outro tipo de entraves que não sejam o da vontade própria, uma vez que o Amor – e essa parece ser a grande mensagem de Shakespeare (como de resto é bem sublinhado na encenação de Carlos Avilez) – é indiferente a essas diferenças.
Porém, no fim, no meio de toda a celebração amorosa, surge Jaques, o melancólico Jaques que prefere a solidão utópica de Arden ao regresso à realidade e, assim, ao mesmo tempo, a peça é mordaz e universalmente verdadeira porque é como todos nós gostamos, quer acreditemos ou não no triunfo do Amor.
Inserido na Capital Europeia da Juventude-Cascais 2018, o espectáculo As You Like It conta, como é habitual nas produções do TEC, com um elenco muito jovem. De assinalar que dos 21 actores e actrizes que estão em cena 15 formaram-se ou estão a formar-se na Escola Profissional de Teatro de Cascais.

Miguel Graça

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 153ª produção | 2017
AUTO D'EL-REI SELEUCO de Luís de Camões

encenação
Carlos Avilez
espaço cénico | figurinos
Fernando Alvarez
composição de canções originais
Hugo Neves Reis
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
operação de som
Hugo Neves Reis
operação de luz
Jorge Saraiva
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
secretariado
Inácia Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro

interpretação
Catarina Silva, Caio Almeida, João Fialho, João Pecegueiro, João Santos, José Matos de Oliveira, Luís Duran, Luiz Rizo, Pedro Peças, Pedro Russo, Renato Pino, Rita Sombreireiro, Rúben Costa, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real

distribuição por ordem de entrada em cena
Estácio da Fonseca, Mordomo – Renato Pino
Lançarote, moço – João Pecegueiro
Martim Chichorro – João Santos
Ambrósio, escudeiro – João Fialho
Representador – Sérgio Silva
El-Rei Seleuco – Luiz Rizo
Rainha Estratónica – Rita Sombreireiro
Príncipe Antíoco – Pedro Russo
Leocádio, pagem do Princípe – Luís Duran
Moça da Câmara – Catarina Silva
Porteiro da Cana – José Matos de Oliveira
Alexandre da Fonseca, músico – Caio Almeida
Frolalta, criada da Rainha – Teresa Côrte-Real
Físico – Pedro Peças
Sancho, moço do Físico – Rúben Costa

O Auto del-Rey Seleuco, consta do próprio conteúdo ter sido representado em Lisboa, em casa do cavaleiro-fidalgo Estácio da Fonseca, reposteiro de D. João III, a quem deveu a nomeação de almoxarife dos Paços da Alcáçova e recebedor dos dinheiros das aposentadorias da corte. Como logo na apresentação do auto, O Mordomo ou Dono da Casa aluda à festival noite que está decorrendo, e, em que o auto põe remate o mesmo Dono da Casa, agora já designado por seu nome – Estácio da Fonseca – Martim Chinchorro convide os assistentes a festejar os noivos, julgou Storck ser finalidade da festa a celebração, não da noite de Natal, como pensou Teófilo Braga, mas dum noivado. E os noivos seriam chamados, ele Mendes e ela Gonçalves, precisamente os dois patronímicos daquela cantiga – Com vossos olhos Gonçalves… / Este meu coração Mendes – que mais tem suscitado a lucubrações os exegetas camonianos.(…)
O local da representação deste auto não permite estabelecer a sua data, senão na época do esplendor palaciano da vida do Poeta. Alude-se nela aos Apóstolos, designação porque eram conhecidos os Jesuítas, vindos para Portugal em 1540. Camões julga-se ter vindo de Coimbra para Lisboa em 1542, iniciando então a sua frequentação da Corte e dos salões aristocráticos. Será assim este termo a quo, devendo fixar-se o termo ad quem no ano da sua partida para a Índia, senão no da partida para Ceuta. Prazo largo, de vagos limites, mas… não há possibilidade de mais encurtar nem melhor precisar.
O Auto del-Rey Seleuco teatraliza o episódio, contado por Plutarco, sobre a paixão de Antíoco por Estratonice, mulher del-Rei Seleuco, seu pai. Conta o biógrafo que, como o príncipe declarasse um dia que o seu mal era um desejo culposo, mas que não imaginava maneira de lhe pôr termo, e, sob color de doença que lhe provocava fastio, se privasse da alimentação e dos cuidados que carecia, o médico Erasístrato em breve reconheceu que era o amor a causa do mal. Para se certificar de qual era o objecto de tal sentimento, ficou por todo um dia junto do príncipe, nele observando quando qualquer pessoa lhe entrava no quarto, a reacção da sua alma através dos movimentos e afecções do seu corpo. Quando o visitava Estratonice, só ou acompanhada do rei, logo no príncipe, calmo em todas as outras ocasiões, se tornavam sensíveis todos os efeitos descritos por Safo: o suspender da fala, o sombrear dos olhos, o rebentar do suor, o alterar do pulso, enfim, a angústia, o tremor, a palidez da alma subjugada. A conclusão que disso o médico tirou confirmava-se a circunstância de que só o amor destes podia assim provocar a tortura silenciosa ante o impossível e o inconfessável.(…)

in obras completas
por Prof. Hernani Cidade

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 152ª produção | 2017
PETER PAN versão Miguel Graça
a partir de James W. Barrie

encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
coreografia movimento
Mónica Alves
coreografia luta
Eugénio Roque
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
desenho som surround | operação de som
Hugo Neves Reis
assistência de ensaios | operação de luz
Jorge Saraiva
estagiário de encenação
Rodrigo Aleixo
mestra de guarda-roupa
Rosário Balbi
execução de costura
Estela Costa, Helena Figueiredo, Luísa Nogueira, Palmira Abranches, Teresa Balbi
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
secretariado
Inácia Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
funcionário de bilheteira
Rodrigo Aleixo
assistência ao espectáculo
Marisol Oliveira | Patrícia Fonseca
manutenção de figurinos
Clarisse Ribeiro

interpretação (Centro Colombo, Set. 2017)
André Marujo, Bárbara Branco, Caio Almeida, Catarina Robim, Catarina Silva, FF (Peter Pan), Henrique Carvalho, Hugo Nicholson Teixeira, João Fialho, João Pecegueiro, João Santos, José Matos de Oliveira, Luís Duran, Luiz Rizo, Maria Roque, Pedro Peças, Pedro Russo, Rafael Santos, Renato Pino, Rúben Costa, Rúben Teixeira, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real, Teresa Jerónimo
e a participação especial de Ruy de Carvalho

interpretação (Teatro Municipal Mirita Casimiro, Nov. e Dez. 2017)
André Marujo | Bárbara Branco | Catarina Silva | Diogo Martins | Hugo Nicholson Teixeira | João Fialho | João Pecegueiro | João Santos | José Condessa (Peter Pan) | José Matos de Oliveira | Luís Duran | Luiz Rizo | Maria Roque | Pedro Peças | Pedro Russo | Renato Pino | Rafael Santos | Rúben Costa | Sérgio Silva | Teresa Côrte-Real | Teresa Jerónimo
e a participação especial de Ruy de Carvalho

distribuição
Narrador – Ruy de Carvalho
Peter Pan – FF (Centro Colombo) / José Condessa (Cascais)
Nana – Pedro Peças
Wendy – Bárbara Branco
Michael – Pedro Russo
John – João Pecegueiro
Sra. Darling | Sereia – Teresa Côrte-Real
Sr. Darling | Crocodilo – Sérgio Silva
Sininho – José Matos de Oliveira
Adeusinho – João Fialho
Maizómenos – Hugo Nicholson Teixeira
Capitão Gancho – Luiz Rizo
Estrelado – Diogo Martins
Viscoso – Renato Pino
Lily Tigresa – Teresa Jerónimo
Indios | Fadas | Rapazes perdidos – André Marujo | João Santos | Luís Duran | Rúben Costa
Sereia/Criada – Catarina Silva
Jovens – Maria Roque | Rafael Santos

agradecimentos
Paula Rego | Marlborough Fine Art | Astrid Sauer | Catarina Alfaro | Paula Fialho

Tal como Hamlet
Tal como Hamlet, Ulisses ou Dom Quixote, Peter Pan é uma personagem maior que a obra onde nasceu, pertencendo agora a um imaginário mitológico onde se inserem figuras literárias que preenchem a nossa imaginação mesmo que essa imagem seja muito diferente da original. Dito por outras palavras, ainda que a maior parte das pessoas não tenho lido Hamlet, Odisseia ou D. Quixote, há uma ideia reminiscente sobre cada uma das três personagens, e o mesmo se passa com Peter Pan, mesmo sem ler a obra de J. M. Barrie, todos sabemos alguma coisa sobre Peter Pan, nem que seja que este rapaz que habita a Terra-do-Nunca diz repetidamente: «don’t grow up, it’s a trap», algo que Peter Pan nunca diz e que J. M. Barrie nunca escreveu.
Criada em 1902, a personagem de Peter Pan surge pela primeira vez em The Little White Bird, um romance de Barrie, para dois anos mais tarde ganhar a dimensão que lhe conhecemos na peça Peter Pan, or the Boy Who Wouldn’t Grow up, adaptada para um outro romance em 1911, intitulado Peter and Wendy.
Na verdade, Wendy é a mais interessante personagem da história, uma vez que, ao contrário de Peter, está efectivamente interessada em conhecer o mundo que a rodeia, em descobrir o que se encontra no desconhecido, ao passo que ele – que se resume a um egocêntrico incapaz de perceber que há algo mais para além dos seus desejos egoístas – está disposto a abdicar de tudo (o Amor, primeiro, e, no final, de forma ainda mais trágica, da Memória) em nome de uma identidade vazia em que tudo é uma aventura, desde que se seja o protagonista.
Peter Pan é, nesse sentido, o confronto entre a tragédia de alguém que se recusa a viver a vida normal das pessoas normais (Peter) e de outra (Wendy) que quer apenas a normalidade da vida normal. E nós, como não alcançamos uma coisa nem outra, porque não conseguimos alcançar nem uma nem outra coisa, somos ao mesmo tempo Peter e ao mesmo tempo Wendy, a querer viver fechados e separados do mundo, e a querer integrar-nos e a fazer parte de qualquer coisa, sempre à procura da Terra-do-Nunca.

Miguel Graça

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 151ª produção | 2017
OS IRMÃOS KARAMAZOV de Fiódor Dostoiévski
versão dramatúrgica Graça P. Corrêa
a partir da adaptação de Jacques Copeau e Jean Croué | tradução Júlio de Magalhães
e do romance original | tradução Maria Franco

encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
coreografia
Natasha Tchitcherova
voz
Ana Ester Neves
contexto histórico
Ana Coelho
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
desenho som surround | operação de som
Hugo Neves Reis
assistência de ensaios | operação de luz
Jorge Saraiva
assistência de encenação
Rodrigo Aleixo
cortineiro
Fernando Ataíde
execução de figurinos
Rosário Balbi
costura
Anabela Lopes | Emília da Cunha | Estela Costa | Helena Fonseca | Luísa Nogueira | Palmira Abranches | Teresa Balbi
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
secretariado
Inácia Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
bilheteiro
Rodrigo Aleixo
apoio ao espectáculo
Catarina dos Reis | Marisol Oliveira
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro
co-produção
Escola Profissional de Teatro de Cascais

interpretação
Henrique Carvalho | José Condessa | Luiz Rizo | Miguel Amorim | Renato Pino | Sérgio Silva | Teresa Côrte-Real
e Ruy de Carvalho
com os finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais
Ana Calvete, Ana Júlia Torrão, Ana Sofia Pereira, André Marujo, Beatriz Achemann, Beatriz Costa, Binete Undonque, Catarina Lopes, Catarina Romba, Constança Carvalho Neto, Daniel Cepas, David Guedes, Inês Pantaleão, Joana Constantino, Joana Velez, João Santos, João Pecegueiro, José Matos de Oliveira, Leonor Alecrim, Lucas Garcia, Luís Duran, Madalena Guerreiro, Madalena João, Maria Ana Venâncio, Mariana Abrantes, Mariana Pinheiro, Mariana Possolo, Matilde Navas, Nádia Hanyeli, Nicole Amado, Pedro Peças, Rita Bettencourt Paixão, Rita Schneider Demel, Rita Sombreireiro, Rodrigo Coelho, Rúben Costa, Sybil Bertrand, Sebastião de Andrade
e os alunos do 1ª e 2º ano
Bárbara Branco, Caio Almeida, Catarina Silva, Cátia Mendes, Constança Antunes, Diogo Carmona, Filipa Marques, Francisca Rodrigues, Joana Bernardo, João Guerreiro, Joaquim Alves, Júlio Magro, Larisa Balazs, Leonor Gaudêncio Grilo, Maria Roque, Mariana Recto, Margarida Raínho, Patrícia Fonseca, Rafael Santos, Teresa Jerónimo, Vasco Rafael

agradecimentos
David Chan | Eugénio Roque | José António Santos | Miguel Graça | Renato Morais | Vitor Hugo | Centro de Enfermagem do Monte Estoril | Funalcoitão | RDP Antena 2

distribuição
Starets Zocima – Luiz Rizo
Alexei Karamazov (Aliocha) – André Marujo, Miguel Amorim, Ruben Costa
Dmitri Karamazov – Henrique Carvalho, João Pecegueiro
Smerdiakov – Pedro Peças, Renato Pino
Ivan Karamazov – José Condessa, José Matos de Oliveira
Fyodor Karamazov – Ruy de Carvalho
Monge Paisius – José Matos de Oliveira, Pedro Peças
Monge Iosif – Sebastião de Andrade, João Santos, Lucas Garcia, David Guedes
Mulher Crente 1 – Inês Pantaleão, Beatriz Costa, Matilde Navas, Madalena Guerreiro
Mulher Crente 2 – Ana Calvete, Joana Velez, Mariana Abrantes, Sybil Bertrand
Mulher Crente 3 – Mariana Abrantes, Catarina Lopes, Maria Ana Venâncio, Nicole Amado
Mulher Crente 4 – Joana Constantino, Rita Schneider Demel, Catarina Romba, Ana Sofia Pereira
Mulher Possessa – Rita Schneider Demel, Madalena Guerreiro, Sybil Bertrand, Mariana Abrantes
Madame Varvara – Teresa Côrte-Real
Lise – Nádia Hanyeli, Maria Ana Venâncio, Nicole Amado, Inês Pantaleão
Lizabeta (Mendiga) – Sybil Bertrand, Nádia Hanyeli, Joana Velez, Ana Calvete
Espectro – Mariana Possolo
Rakitine – João Santos, Daniel Cepas, David Guedes, Sebastião De Andrade
Katerina – Mariana Pinheiro, Madalena João, Leonor Alecrim, Ana Júlia Torrão
Criada – Bárbara Branco
Gruchenka – Rita Sombreireiro, Binete Undonque, Constança Carvalho Neto, Beatriz Achemann
Grigory – Luiz Rizo
Mussialovitch – Sérgio Silva
Vrublensky – David Guedes, Lucas Garcia, Rodrigo Coelho, João Santos
Tatiana Borisovna – Catarina Lopes, Catarina Romba, Ana Sofia Pereira, Rita Bettencourt Paixão
Maria – Joana Bernardo
Andrey – Vasco Rafael
Boris – Caio Almeida
Chefe de Polícia – Daniel Cepas, Rodrigo Coelho
Arina – Mariana Recto
Stepanida – Larisa Balazs
Primeiro Soldado – João Guerreiro
Segundo Soldado – Diogo Carmona

Considerado mundialmente um dos escritores maiores do século XIX, em todos os seus romances Fiodor Dostoievski procede a uma anatomia não só das patologias psicológicas que caracterizam as suas personagens, como também dos movimentos complexos, tantas vezes contraditórios, da alma humana. Em Os Irmãos Karamazov, o seu último trabalho de ficção, publicado em 1879, Dostoiévski coloca a grande questão existencial que anuncia a época em que ainda vivemos: qual poderá ser a conduta ética do ser humano, uma vez condenado ao “livre arbítrio” e sem um Deus que lhe dite a distinção entre o Bem e o Mal? Verdadeira peça de investigação policial e metafísica, Os Irmãos Karamazov retrata o destino de uma família despedaçada, cujos conflitos internos impelem todos os seus membros a desejarem o parricídio. No centro do conflito – que se desenvolve numa história de crime, paixão, amor e ódio – encontramos Fiódor Karamazov, homem libertino e dissoluto, interpretado pelo brilhante ator Ruy de Carvalho. Os irmãos Karamazov do título são os seus filhos: o apaixonado e sensualista Dmitri; o intelectual e niilista Ivan; o místico e afetivo Aliocha, que sonha com uma humanidade feliz; e, finalmente, o bastardo e forçosamente servil Smerdiakov. A conduzirem a acção e os afectos sinuosos e atormentados dos seres masculinos, estão as mulheres de poder, típicas heroínas dostoievskianas: a pudica mas cruel Katerina Ivanovna; a libertina e sincera Gruchenka; Madame Varvara, autoritária anunciadora de uma nova Rússia; e a sua filha Lise, jovem paralisada e “histérica”.
Através da encenação de Carlos Avilez desta nova adaptação do romance extraordinário de Dostoiévski somos levados a sentir ressonâncias com a Rússia moderna e com a nossa realidade contemporânea, povoada de personagens humanas obsessivas, à deriva, numa busca incessante das possibilidades de justiça e de amor, num mundo mesquinho, violento e aparentemente sem sentido.

Graça P. Corrêa

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 150ª produção | 2018
SPLENDID'S de Jean Genet

tradução | dramaturgia
Miguel Graça
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
coreografia dança
Natasha Tchitcherova
coreografia luta
David Chan
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
desenho som surround | operação de som
Hugo Neves Reis
assistência de ensaios | operação de luz
Jorge Saraiva
estagiária de som
Tânia Barbosa
estagiários de encenação
Hugo Teixeira | Rodrigo Aleixo
mestra de guarda-roupa
Rosário Balbi
costura
Maria do Sameiro | Palmira Abranches
comunicação
Anabela Gonçalves
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
secretariado
Inácia Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
funcionário de bilheteira
Rodrigo Aleixo
assistência ao espectáculo
André Marujo | Marisol Oliveira
manutenção de figurinos
Clarisse Ribeiro

interpretação
Filipe Duarte | Henrique Carvalho | João Jesus | José Condessa | Miguel Amorim
Pedro Russo | Renato Godinho | Rodrigo Trindade | Teresa Côrte-Real

distribuição
A Voz da Rádio – Teresa Côrte-Real
Scott – Henrique Carvalho
Jean – José Condessa
O Polícia – Rodrigo Trindade
Bob – Filipe Duarte
Bravo – João Jesus
Rajada – Pedro Russo
Pierrot – Miguel Amorim
Riton – Renato Godinho

No último andar de um hotel de luxo, sete criminosos mantêm refém há três dias a filha de um milionário americano. A Polícia cercou o hotel e uma multidão invadiu as ruas à espera de um desfecho sangrento. O ambiente no exterior é tenso, mas dentro do hotel as coisas são mais complicadas ainda, uma vez que a Americana está morta e os vários elementos do grupo conhecido como A Rajada, dividiram-se em dois grupos que agora se desafiam numa conquista de poder perante a inevitabilidade da morte. Assim se poderia resumir a acção de Splendid’s de Jean Genet, peça escrita em 1948 (imediatamente a seguir a As Criadas) mas que apenas foi publicada em 1993, sete anos após a morte do autor. Depois de se julgar perdida durante décadas, uma vez que o próprio Genet a queimou à frente do editor após ouvir uma crítica menos positiva ao texto, Splendid’s foi reencontrada décadas depois de ter sido escrita e é hoje considerada uma das mais importantes obras do dramaturgo francês.
Se o enredo mais faz lembrar o guião de um film noir do que a obra de um dos mais polémicos e influentes autores do séc. XX, a verdade é que é apenas a primeira das muitas camadas de ilusões sempre presentes no teatro de Genet. Dessa forma, Splendid’s não fala sobre sete gangsters que raptaram a filha de um milionário americano, mas sim sobre a marginalidade como fuga à normalidade, das máscaras como forma de criação de identidade, e, sobretudo, da metamorfose de um ser humano em permanente descoberta e construção.

Miguel Graça

Foi há 30 anos que encenei O Balcão, antes, em 1972, já o TEC tinha produzido As Criadas. Com Splendid’s chegamos à sexta produção de uma obra de Genet ao longo de mais de cinquenta anos de história da Companhia. Não posso deixar de agradecer a todos os que comigo trabalharam nesses vários espectáculos com textos daquele que é, seguramente, o autor que mais me fascina.

Carlos Avilez

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 149ª produção | 2016-2017
CAIS OESTE de Bernard-Marie Koltès

tradução
Ernesto Sampaio
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
dramaturgia
Miguel Graça
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
desenho som surround | operação de som
Hugo Neves Reis
vídeos | operação de vídeo
Hugo Neves Reis
assistência de ensaios | operação de luz
Jorge Saraiva

estagiária de som
Tânia Barbosa
costureira
Rosário Balbi
comunicação
Anabela Gonçalves
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
secretariado
Inácia Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
bilheteira
Rodrigo Aleixo
assistência ao espectáculo
André Marujo | Marisol Oliveira
manutenção de figurinos
Clarisse Ribeiro

interpretação
Ana Nave | Djucu Dabó | Luiz Rizo | Madalena Almeida | Miguel Amorim | Pedro Lacerda | Renato Pino | Teresa Côrte-Real

distribuição
Abad – Djucu Dabó
Charles – Renato Pino
Monique Pons – Ana Nave
Maurice Koch – Pedro Lacerda
Claire – Madalena Almeida
Fak – Miguel Amorim
Cécile – Teresa Côrte-Real
Rodolphe – Luiz Rizo

agradecimentos
David Chan, Teatro Nacional D. Maria II, SP Televisão

Bernard-Marie Koltès é um dos mais importantes dramaturgos da segunda metade do século XX. Herdeiro de teatro de Genet ou Beckett, é hoje, cada vez mais, uma referência da dramaturgia contemporânea apesar de ter deixado apenas seis obras teatrais maiores, uma vez que morreu prematuramente, em 1991, com 41 anos.
Escrita em 1983, depois de uma viagem do autor aos Estados Unidos, Cais Oeste é um exemplo típico da temática presente nas obras de Koltès, o tráfico, o negócio, a troca como formas de comunicação humana; ausentes de sentimentos, talvez até de emoções, as suas personagens parecem apoiar-se nas palavras que dizem mais para si próprias do que para os outros, numa espécie de tentativa falhada de comunicação. Assim, é a palavra o motor principal da acção – que se poderia reduzir a: um homem decide morrer num local abandonado – enquanto que o conflito se vê sobretudo nos muitos contrastes que existem entre as personagens, que parecem ter apenas coisas que as afastam umas das outras: a idade, a riqueza, a condição social, o país de origem ou o desejo de sair ou permanecer.
De salientar que este espectáculo, com encenação de Carlos Avilez, que encerra as comemorações dos 50 anos do Teatro Experimental de Cascais, conta com o regresso de Ana Nave ao TEC e com a primeira colaboração de Pedro Lacerda com a Companhia.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 148ª produção | 2016
DIABRURAS DE RENHAUNHAU de Renato Pino
a partir do conto de Alberto Victor Machado (filho)

encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
músicas originais
Tiago Machado | FF
direcção musical
Tiago Machado
direcção vocal
FF
coreografia
Natasha Tchitcherova
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra|montagem
Rui Casares
desenho de som surround | operação de som
Hugo Neves Reis

assistência de ensaios | operação de luz
Jorge Saraiva
costureira
Palmira Abranches
manutenção de figurinos
Clarisse Ribeiro
comunicação
Anabela Gonçalves
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
secretariado
Inácia Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
bilheteira
Ana Soares
assistência ao espectáculo
André Marujo | Marisol Oliveira

interpretação
Bárbara Branco | Diogo Carmona | Miguel Amorim | Pedro Russo | Renato Pino
Teresa Côrte-Real | Vera Feu

Distribuição
Gato Renhaunhau – Miguel Amorim
Menino Júlio – Pedro Russo
Unhas de Fome – Renato Pino
Tia Anastácia – Teresa Côrte-Real
Gata Bonita – Bárbara Branco / Vera Feu
Anjo – Diogo Carmona
Demónio – Vera Feu / Bárbara Branco

Lembro-me que tinha uma grande admiração pelo meu tio Alberto, um homem que recordo com saudade.
Durante a minha infância sempre se viveu e respirou teatro em casa, e ele era sem dúvida um dos responsáveis por esse ambiente.
Tenho estudado o seu livro Tratado da Encenação, um dos primeiros documentos teóricos escritos em Portugal sobre o assunto, e foi também por isso que arrisquei fazer este espectáculo, uma homenagem a um homem cuja memória ainda mantenho.

Carlos Avilez

Alberto Vítor Machado (filho) nasceu em 1882 tendo vindo a falecer em 1939. Foi um importante homem de letras, com vasta obra distribuída por um grande leque de géneros literários, do conto e da novela ao romance, à poesia, às letras para fados e canções, ao teatro declamado e à opereta. Distinguiu-se sobretudo como um dos primeiros estudiosos do Fado, sendo Ídolos do Fado (1937), ainda hoje, uma obra de referência.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 147ª produção | 2016
A TEMPESTADE de William Shakespeare

tradução
Fátima Vieira
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
música original | espaço sonoro
Rui Rebelo
movimento
Olga Roriz
assistência de movimento
André de Campos
apoio vocal
Ana Ester Neves
dramaturgia
Miguel Graça
apoio histórico
Ana Coelho
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra|montagem
Rui Casares
desenho de som surround | operação de som
Hugo Neves Reis
assistência de ensaios | operação de luz
Jorge Saraiva
mestra de guarda-roupa
Rosário Balbi
execução de guarda-roupa
Nailya Biktimirova | Palmira Abranches
ponto
Patrícia Pinto
comunicação
Anabela Gonçalves
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
secretariado
Inácia Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
bilheteira
Ana Soares
apoio ao espectáculo
João Henriques | Joana Duran
imagem do cartaz
O MOCHO de Júlio Pomar © Fundação Júlio Pomar, SPA 2016
co-produção
Escola Profissional de Teatro de Cascais

interpretação
José Raposo | Luiz Rizo | Renato Pino | Teresa Côrte-Real | Sérgio Silva
e os alunos finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais:
Adriana Stoffel | Ana Raminhos | Andreia Tavares | António Bollaño | Beatriz Teodósio | Beatriz Gonçalves | Beatriz Pezerat Correia | Bruno Cruz | Cardoso Albuquerque | Carlota Henriques | Carolina Cruz | Catarina dos Reis | Catarina Couto Sousa | Catarina Vicente | David Oulman | David Ricardo | David Serrano | Djucu Dabó | Frederico Botta | Guilherme Pelote | Hugo Carvalho | Hugo Nicholson Teixeira | Inês Cóias | Joana Rolim | Joana Pialgata | Jorge Costa | Leonor Aidos | Margarida Gameiro | Margarida Bastos | Marta Neto | Miguel Amorim | Pedro Russo | Pedro Campelo | Rafaela Almeida Rosa | Raquel Sauremaa Marchante | Sara Roberto | Vitalina Tavares
E ainda os alunos do 1º e 2º ano Escola Profissional de Teatro de Cascais:
Ana Calvete | Ana Júlia Torrão | Ana Rita Sombreireiro | Ana Sofia Pereira | André Marujo | Beatriz Gregório | Caio Almeida | Constança Neto | Daniela Santos | Diogo Carmona | Francisca Santos | Inês Pantaleão | Joana Bernardo | João Pecegueiro | João Santos | José Maria Oliveira | Joaquim Alves | Júlio Magro | Lucas Garcia | Luís Lourenço | Madalena João | Madalena Guerreiro | Maria Roque | Mariana Silva | Marisol Oliveira | Nádia Hanyeli | Pedro Peças | Patrícia Fonseca | Rita Ramalho | Romana Sequeira | Vasco Nogueira

distribuição
Capitão – Hugo Carvalho
Contramestre – Liliana Mendes
Alonso – Luiz Rizo
Sebastião – Renato Pino
António – Sérgio Silva
Fernando – Bruno Cruz, David Serrano, Pedro Campelo
Gonçalo – Teresa Côrte-Real
Adriano – Ana Raminhos
Francisco – David Carp
Próspero – José Raposo
Miranda – Carlota Henriques, Catarina Santos, Catarina Sousa, Catarina dos Reis, Leonor Aidos, Margarida Gameiro, Marta Neto, Rafaela Rosa
Ariel – Guilherme Pelote, Joana Albuquerque, Joana Pialgata, Pedro Russo
Caliban – António Godinho, Hugo Teixeira, Jorge Costa, Miguel Amorim
Trinculo – Beatriz Gonçalves, Djucu Dabó, Frederico Lima, Sara Roberto
Estevão – Beatriz Teodósio, David Ricardo, Raquel Marchante
Íris – Adriana Sousa, Inês Gomes
Juno – Vitalina Carvalho, Margarida Bastos, Joana Cavaleiro
Ceres – Beatriz Pezerat, Carolina Cruz
A Rainha – Constança Neto, Joana Cavaleiro

agradecimentos
Alexandre Pomar | Dora Russo

Escrita em 1610, A Tempestade, de William Shakespeare, continua a ser uma das obras que causa maior discussão dentro da dramaturgia do Bardo de Avon. Sabe-se que foi a última peça que escreveu sozinho, e, por isso, é muitas vezes aclamada, por um lado, como a sua obra dramática mais potente, e, por outro, como a sua despedida; uma espécie de testamento teatral em que Shakespeare deixa como legado uma mensagem dúbia, ao mesmo tempo de reconciliação e abandono, como se no último momento quisesse dizer que a vida é uma singularidade que desaparece mas que pode perdurar como algo de importante e concreto, como se tudo se resumisse ao “aqui e agora”, numa espécie de consciência da nossa importância singular e, simultaneamente, da nossa pequenez.
No ano em que se assinalam os 400 anos da morte do maior dramaturgo mundial, e integrada nas comemorações dos cinquenta anos do Teatro Experimental de Cascais, A Tempestade é um espectáculo que conta com a participação dos alunos finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais e com o trabalho de muitos nomes sonantes de várias gerações do teatro português, nomeadamente com a encenação de Carlos Avilez, a coreografia de Olga Roriz, o cenário e figurinos de Fernando Alvarez e a música de Rui Rebelo. De assinalar ainda a presença do actor José Raposo que regressa aos grandes palcos com o papel de Próspero.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais 146ª produção | 2016
GUERNICA de Fernando Arrabal

dramaturgia
Miguel Graça
encenação
Carlos Avilez
cenografia | figurinos
Fernando Alvarez
coreografia
Margarida Gonçalves
direcção de montagem
Manuel Amorim
contra-regra | montagem
Rui Casares
desenho som surround | operação de som
Hugo Neves Reis

assistência de ensaios | operação de luz
Jorge Saraiva
fotografias de cena
Ricardo Rodrigues
desenho de comunicação
Anabela Gonçalves
registo vídeo do espectáculo
MiguelÂngelo Audiovisuais
secretariado
Inácia Marques
contabilidade
Ana Landeiroto
manutenção de guarda-roupa
Clarisse Ribeiro

interpretação
com António Marques, Luiz Rizo, Madalena Almeida, Renato Pino, Rita Calçada Bastos, Sérgio Silva, Teresa Côrte-Real

distribuição
Fanchou – António Marques
Lira – Teresa Côrte-Real
Escritor – Luiz Rizo
Jornalista – Renato Pino
Oficial – Sérgio Silva
Mulher – Rita Calçada Bastos
Filha – Madalena Almeida

agradecimentos
Funalcoitão

Escrita em 1961 pelo aclamado autor espanhol Fernando Arrabal (1932), Guernica é uma obra com duas relações directas evidentes, primeiro com o célebre quadro de Pablo Picasso, segundo com os bombardeamentos de 1937 de que o município basco foi alvo. No entanto, o texto de Arrabal não se esgosta nesse momento, sendo mais um manifesto universal anti-guerra do que uma análise de um determinado acontecimento da Guerra Civil Espanhola.
Não se contando entre os mais conhecidos textos de Arrabal (Piquenique no Campo de Batalha, Oração, Os Dois Verdugos, Fando e Lis, Cemitério de Automóveis), é possível encontrar em Guernica grande parte das ideias e dispositivos recorrentes no teatro que o autor espenhol desenvolveu, sobretudo nos anos 50/60, e que constituiram a base para aquilo a que ele mais tarde designou de Teatro Panico (uma mistura da palavra “pânico” – ou seja, medo, ansiedade – com “relativo ao deus Pan”, e que era em termos práticos a aceitação do horror e da glória da vida). Como posto pelo próprio Arrabal: “sonho com um teatro em que o humor e a poesia, pânico e amor, sejam um só. O ritual do teatro deve transformar-se numa opera mundi como as fantasias de Dom Quixote, os pesadelos de Alice e os delírios de K., na verdade, deve transformar-se nos sonhos humanos que atormentariam à noite um computador da IBM”.
A lógica é, em primeiro lugar, uma lógica do Absurdo pela desconstrução – próximo de Ionesco – e pelo absurdo filosófico da existência – próximo de Beckett. Nesse sentido, o dispositivo base de Arrabal é o de colocar as suas personagens com mentalidade e discurso de criança, aliás, elas não compreeendem o mundo porque o vêem através desse olhar monocromático e infantil, o que faz com muitas vezes tenham atitudes cruéis para com o Outro, não obrigatoriamente por maldade, mas apenas porque, tal como as crianças, não têm a compreensão suficiente para distinguir o Bem do Mal, o que as coloca num estranho jogo de amoralidade; se o que elas fazem para nós é cruel, para elas é apenas uma acção, umas vezes egoísta e narcísica (pela indiferença em relação ao Outro), e outras (principalmente quando rodeadas de solidão) cheias de altruísmo e auto-sacrifício, numa tentativa de recuperar a dimensão humana que lhes escapa. Numa altura em que nos deparamos com terríveis imagens de crueldade vindas um pouco de todo o mundo, mas em particular da Síria, que trouxe até às portas da Europa a crise dos refugiados, é urgente revisitar textos como Guernica para nos recordarmos que a dimensão do Mal não é algo que faz parte do passado da humanidade, mas que se mantém tão presente agora como antes.

Fotografias
© Ricardo Rodrigues

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